Disneyland Paris
sábado, 24 de agosto de 2019
Dias | Conforme o tempo, os viajantes e as carteiras, uma visita à Disneyland segue vários módulos; há quem aproveite a viagem a Paris para dar um pulinho de um dia à Disneyland, indo e voltando. Há quem fique uma semana. Há quem fique um par de dias. Se o vosso objetivo é ver os dois parques — Disneyland e Disney Walt Studios Park — com calma e desfrutar de todas as diversões, acho um dia muito audaz. Será uma visita com muita informação, muito violenta e corrida onde presumo que não terão tempo para respirar. Porém, se não são fãs de montanhas russas, posso adiantar que a Disney Walt Studios visita-se mais rapidamente do que a Disneyland. Tanto na viagem de 2005 como na de 2019, ficámos 3/4 dias e é o que recomendo. São dias suficientes para irem a todas as diversões, desfrutarem dos dois parques com calma e ainda repetirem os vossos preferidos antes do regresso.
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
Uma das nossas preocupações durante o planeamento da viagem para a Disney foram os transportes do aeroporto para a vila onde se encontra a Disneyland. Após várias comparações de preços, optámos por voltar de TGV da vila para o aeroporto.
Escolhemos o TGV por vários motivos, entre eles o preço não se desviar muito daquilo que iríamos pagar por uma viagem noutros transportes e a rapidez — a viagem de Marne-la-Vallée ao aeroporto Charles de Gaulle dura 10 minutos. Além disso, seria uma estreia. Nunca tínhamos andado em TGV.
O bilhete teve o custo de 18€ e embora a viagem tenha sido tão curta que nem conseguimos apreciar todo o potencial deste meio de transporte, foi muito confortável. Já fui e voltei da Disneyland de autocarro e de carro e este foi, de todos, o mais cómodo. Um outro ponto que acho muito interessante é que existe um TGV na mesma estação com ligação direta para Londres (com duração de uma hora) e que é este o meio de transporte que os britânicos privilegiam quando querem ir à Disneyland. Já imaginaram? Em 1 hora atravessarem a fronteira e irem à Disneyland? Pareceu-me surreal de bom!
Na hora de escolher transportes, vale sempre a pena avaliarem todas as opções e compararem. A época em que vão viajar, o aeroporto de onde partem e a antecedência com que vão comprar os bilhetes influencia bastante nos preços. Para nós, este foi o que mais compensou e garantiu-nos uma estreia.
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
Aberto 10 anos depois do Disneyland Park, o Walt Disney Studios apresenta-se com um ambiente totalmente diferente do parque com o Castelo da Bela Adormecida, mais maduro, mais direcionado para o universo do cinema e também mais pequeno (embora tenha expandido bastante nos últimos anos). Os dois parques estão praticamente lado a lado e se na minha primeira visita uma manhã chegava para ver tudo o que este parque tinha para oferecer, agora reconheço que a visita beneficia de um dia inteiro. A gestão de como vão organizar o vosso tempo entre os dois parques vai sempre depender de como viajam e do quanto gostam de determinadas atrações, mas decidi ajudar-vos partilhando convosco o meu TOP 5 de atrações.
Rock & Roller Coaster | Prestes a fechar portas em Setembro, uma das montanhas russas mais famosas do Walt Disney Studios está prestes a mudar de roupagem, deixando para trás a banda Aerosmith e ganhando uma nova cara, com a temática dos super-heróis. Seja como for, é uma das minhas montanhas-russas preferidas do parque, pelo arranque a toda a velocidade, pela sensação louca de estarmos num concerto cheio de luzes, pela quantidade de loopings e tonneaus. Reservada apenas a apreciadores de emoções bem fortes!
Hollywood Tower of Terror | Foi uma estreia nesta viagem porque na primeira visita esta diversão ainda não existia. Já conhecia o filme e, portanto, era uma das diversões que mais aguardava experimentar! Os pormenores de todos os cenários, como se estivéssemos dentro do filme, a ideia de entrarmos no hotel e o explorarmos antes de partirmos para a verdadeira diversão, a vista que o elevador proporciona antes de cair a pique... Adorei tudo! A loja exclusiva de produtos do filme e com tendência para mais artigos de Halloween e vilões também é um must! Umas dicas rápidas: esta diversão é das mais populares dos parques e os Fastpass esgotam por volta da hora de almoço. As filas são longas e demoradas, portanto, recomendo que tentem ir à Tower of Terror (ou que tirem o Fastpass) logo de manhã. E não deixem de olhar com atenção para a fonte que está perto da entrada da diversão. Tem um pequeno efeito.
RC Ride | O carro mais acarinhado do Toy Story tem uma das melhores diversões, na minha opinião, do parque. Colocado numa pista curvada, o carro limita-se a subir e a descer, mas a sensação é bem forte e o coração sobe à boca, especialmente quando chega às extremidades. Quem gosta da sensação de queda das montanhas russas, não pode perder esta diversão!
Mickey and The Magician | Porque nem tudo se limita a montanhas russas, uma das minhas atrações preferidas do Walt Disney Studios foi um espetáculo. Mickey and The Magician é um show de ilusionismo extraordinário, com duração de 30 minutos, que reúne várias personagens dos clássicos da Disney. Os pormenores, os cenários, as transições e os efeitos são deslumbrantes e vão deixar-vos com os olhos colados ao palco. É um espetáculo para todas as idades.
Behind the Magic | Tenho de admitir que, com este regresso, esperava que esta atração tivesse sofrido alguma reforma ou que tivessem acrescentado elementos. Tal não aconteceu e deixou-me ligeiramente desiludida, no entanto, não deixa de ser uma das minhas atrações preferidas e que eu considero imprescindível. Behind the Magic leva-nos numa tour pelo extraordinário mundo do cinema, apresentando-nos os adereços, cenários e pormenores, tudo com explicações pormenorizadas em inglês. Durante a visita, podem também testemunhar como alguns dos efeitos especiais do cinema são executados. Vão sair desta tour fascinados e com ainda mais respeito pelo universo cinematográfico!
Podem também ler o meu TOP 5 de atrações no Disneyland Park aqui. Quais são as vossas atrações preferidas deste parque?
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
DISNEYLAND
A Disneyland não é o lugar ideal para experiências gastronómicas — pelo menos, na minha opinião. A maioria dos lugares segue a fórmula de menus fast food a custo absurdo e de aspeto manhoso. Porém, na minha primeira visita, houve um lugar que eu gostei tanto de visitar que fiz questão de lá voltar: Rainforest Café. O restaurante pertence a uma cadeia que, além de estar espalhada por toda a América, localiza-se, ainda, em outros destinos internacionais como Londres, Tóquio, Niagara Falls, Dubai e, neste caso, na vila francesa que dá casa à Disneyand Paris.
Quando regressei a este restaurante, entrei a medo: tinha receio que a nostalgia e as minhas memórias tivessem romantizado ou tornado o lugar em algo mais espetacular do que era, na realidade. Mas foi com alívio que a minha memória de infância não me atraiçoou; continua a ser tudo extraordinário.
Situado na Disney Village — isto é, fora dos parques — o Rainforest Café é um dos restaurantes mais originais onde já entrei, caracterizando-se como uma selva tropical. O seu interior está decorado ao pormenor para nos fazer sentir no meio de uma vegetação densa, com chuva a cair — sim, chuva! —, sons de tempestades tropicais e ainda elefantes no restaurante que abanam alegremente as orelhas, ocasionalmente.
O cardápio em si, tenho de admitir, não é extraordinário. Sai um pouco da convenção de fast food e há uma seleção de pratos que podem escolher, sendo que as crianças estão sempre salvaguardadas com menus infantis. A minha escolha recaiu para um hambúrguer que não mudou a minha vida mas não era mau para uma celebração no final de um dia tão preenchido e num lugar como aquele. Porque o espaço em si é de ficar de queixo caído.
Não foi uma refeição barata e, portanto, o meu conselho é que cheguem fora de horas — está sempre lotado — e optem por uma refeição ligeira. Será que vale a pena lá ir exclusivamente pela experiência de parecer que estamos a fazer uma refeição na selva? O meu coração diz totalmente que sim.
Fotografia Rainforest Café
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Disney Village, Chessy FR, 77700,
Marne-la-Vallée
Contato: +331 60 43 65 65
domingo, 11 de agosto de 2019
Escolher uma diversão favorita em qualquer parque temático é difícil. Sou uma miúda que gosta de adrenalina e emoções fortes, que não foge das montanhas russas e que está pronta para entrar em qualquer carrossel. Mas a Disneyland Park reúne uma série de diversões que vão além dos loopings e descidas a pique, que também aprecio. O detalhe técnico dos bonecos, a recriação das histórias de sempre, as luzes e cores... É exigente reunir um TOP5 de diversões que mais gostei neste parque mas vou dar o meu melhor!
sexta-feira, 9 de agosto de 2019
É o ex-libris da Disneyland Paris e, quer ao vivo, quer em fotografias, não há quem não o admire com encanto. O Castelo da Bela Adormecida torna quase palpável o ambiente idílico dos contos de fadas, onde as princesas cantam e dançam ao lado dos animais, onde o mal nunca vence — mesmo sob vários disfarces — e onde os sonhos se tornam realidade. Ao aproximarmo-nos do Castelo, não conseguimos evitar a sensação de que também somos parte integrante das histórias que preencheram o nosso imaginário nos livros e na televisão.
E por o Castelo da Bela Adormecida ser tão encantador, mágico e elegante, partilho convosco cinco curiosidades sobre ele. Tenho a certeza que, depois de lerem este artigo, o vão admirar ainda mais!
terça-feira, 30 de julho de 2019
Por norma, em viagem, alojamento é um dos fatores onde menos nos preocupamos, onde somos menos picuinhas e onde tentamos poupar mais. Não me importo onde fico porque sei que será um espaço exclusivamente para dormir. No entanto, em toda a minha experiência de viagens, abrimos exceções nesta regra em duas ocasiões: viagens (maioritariamente) balneares e na Disneyland, onde os resorts Disney são temáticos e reservam alguns privilégios.
segunda-feira, 29 de julho de 2019
As filas num parque temático de enorme dimensão, como a Disneyland, são praticamente inevitáveis, mas o próprio parque deu uma resposta eficiente ao problema criando o Fastpass. Esta modalidade permite que não tenham de aguardar numa fila interminável para aproveitar um divertimento.
Basta dirigirem-se à diversão que desejam e passar o vosso bilhete Disneyland num dos leitores disponíveis. Imediatamente será impresso um bilhete com a indicação da hora a que deverão estar presentes para aproveitarem a diversão, ganhando prioridade na fila. Assim, conseguem gerir de forma mais eficiente o vosso tempo! O Fastpass é gratuito, funciona na perfeição mas não existe em todas as diversões e está limitado a um Fastpass de cada vez, isto é: só podem tirar um novo Fastpass quando já tiverem utilizado o anterior.
O Fastpass está disponível na maioria das montanhas russas e recomendo que o façam logo no período da manhã e no divertimento que mais querem visitar. Nas diversões mais populares e frequentadas, os Fastpasses esgotam rapidamente (no período do almoço costumam já não estar disponíveis). Uma dica extra que vos deixo: se estiverem em grupo e acompanhados de pessoas que não apreciam montanhas russas, aproveitem os bilhetes Disneyland deles e façam Fastpass para várias montanhas russas diferentes ao mesmo tempo. Assim, podem usufruir da vantagem várias vezes seguidas e num intervalo de tempo menor.
O Fastpass está disponível nas seguintes atrações (parque Disneyland e parque Walt Disney Studios): Indiana Jones, Hyperspace Mountain, Buzz Lightear Laser Blast, Big Thunder Mountain, Peter Pan's Flight, Star Tours, Rock n' Roller Coaster, The Twillight Tower of Terror, Flying Carpets Over Agrabah e Ratatuille.
O Fastpass está disponível nas seguintes atrações (parque Disneyland e parque Walt Disney Studios): Indiana Jones, Hyperspace Mountain, Buzz Lightear Laser Blast, Big Thunder Mountain, Peter Pan's Flight, Star Tours, Rock n' Roller Coaster, The Twillight Tower of Terror, Flying Carpets Over Agrabah e Ratatuille.
sábado, 27 de julho de 2019
Época de visita | As minhas duas viagens à Disneyland foram realizadas em épocas diferentes. A primeira foi em época baixa, na véspera das férias de Carnaval, com clima frio mas substancialmente mais agradável de circular pelo parque, já que não existiam filas (os cast members perguntavam-nos, inclusive, se queríamos andar de novo no divertimento, quando terminávamos). Já esta viagem mais recente foi realizada em época alta. O clima estava muito melhor e as horas do parque mais extensas. Por outro lado, o parque estava apinhado e tudo tinha fila. A minha recomendação é que juntem o melhor dos dois mundos e optem pela época da Primavera ou véspera de férias escolares. A semana anterior ao Carnaval, Páscoa ou férias de verão será o ideal.
segunda-feira, 22 de julho de 2019
Em 2005, visitei pela primeira vez a Disneyland Paris. Tinha 10 anos, uma paixão assolapada pelo universo Disney — que nada diminuiu com o tempo — e uma excitação própria de qualquer criança prestes a visitar o parque temático mais mágico de sempre. Foi uma viagem especial que desejava repetir. Acho que nunca o tinha verbalizado muito por aqui, no Bobby Pins, mas era algo que já afirmava há alguns anos: queria regressar à Disneyland.
2019 foi o ano em que isso se tornou possível. Uma ideia que se materializou a meio do ano e que ganhou vida em algumas semanas. Finalmente, agora com 24 anos, voltei ao parque que me encantou em miúda. E o que mudou?
Muita coisa. A minha perceção espacial estava completamente distorcida; tudo me parecia mais longínquo na memória porque era pequena. Por outro lado, o crescimento e extensão do parque é notável, o que resultou numa perceção quase paradoxal: tudo parece mais próximo mas, ao mesmo tempo, tudo está maior.
Sou defensora de que a Disneyland não tem idade recomendada e, por isso, nenhuma das viagens foi mais especial que a outra. Há memórias de infância por lá que estimo muito e outras igualmente especiais que criei durante esta viagem, mais madura. Há detalhes e pormenores que só conseguimos prestar atenção quando somos mais crescidos. Por outro lado, este é um lugar onde iremos sempre (re)encontrar o nosso lado mais infantil, na melhor aceção da palavra.
Há diversões novas que não existiam em 2005, dinâmicas inovadoras e oportunidades que, há mais de uma década, não me foram possíveis de aproveitar (como ir à montanha russa do Indiana Jones, por exemplo. Em 2005, não tinha a altura mínima. Agora, tirei barriga de misérias).
O regresso foi especial. Foi reconfortante voltar a um lugar repleto das referências que mais estimo, rever diversões, descobrir outras novas, voltar a rodear-me de elementos e detalhes que nos fazem mesmo acreditar que a magia acontece. 14 anos depois, o rosto de espanto e encanto permanece o mesmo.
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