segunda-feira, 22 de outubro de 2018

EVENTOS || Festa do Cinema


Adoro ir ao cinema. Chega a ser quase irónico porque a sétima arte não é a que mais cativa a minha atenção, mas quando se trata de cinema, deliro. Gosto de cumprir todo o ritual: comprar menu grande de pipocas, ver os anúncios todos, os trailers do que está por estrear (...), mas a minha carteira não aprecia muito os preços e, embora existam sempre promoções ou cartões para aligeirar, sou cada vez mais criteriosa no que quero assistir.

A Festa do Cinema deixa um sorriso no rosto a todos os amantes de idas ao cinema, como eu sou. A partir de hoje e até quarta-feira, todos os bilhetes de sessões de cinema 2D em todas as salas de cinema do país vão custar apenas 2,50€. Uma iniciativa que procura aproximar, de novo, todos os públicos às salas de cinema desde 2015 e que tem sido um sucesso, ano após ano. Julgo que aproveitei todas as edições, exceto a do ano passado. Pela primeira vez, está a ocorrer mais tarde, em Outubro.

É o plano perfeito para iniciar a semana e colorir a rotina, e, obviamente, irei aproveitar. Tenho-me guardado para assistir a alguns filmes que, agora, vou poder ver a um preço mais acessível. Por aqui, andamos de olho n'O Primeiro Homem na Lua e Assim Nasce Uma Estrela!

domingo, 21 de outubro de 2018

1+3 || Sinto-me em Casa


Nos abraços da minha mãe. Com a 'sopa amarela' e a lasanha da minha avó. Com o carinho das pessoas que mais me querem bem — e que eu quero tanto o bem delas. No meu quarto, com as minhas coisas, a minha identidade. Sinto-me em casa quando abraço a Belka e penso na Laika. Quando chego a Aveiro, a Torres, a Lisboa ou a Sintra. Sinto-me em casa no Bobby Pins e em frente ao mar — seja ele qual for. Senti-me em casa em Oslo, Sevilha e Londres. 

Sinto-me em casa quando escuto 'amo-te'. Ou quando oiço violino. Quando toco ré e sol ao mesmo tempo nas cordas. Quando caminho por Santa Cruz e com o seu cheiro a maresia ou quando passeio pela Quinta da Regaleira e me recordo da minha história de amor. Quando adormeço a ouvir a chuva. No aeroporto. De cabeça encostada a ouvir os batimentos cardíacos de quem amo. 

Estou em casa quando piso um campo de basquetebol. Sinto-me... reunida. Provavelmente é aquilo que a pessoa com a fé mais pura sente quando entra numa igreja. Eu sinto-me ali, entre quatro linhas, reencontrada. E sinto-me em casa quando bebo Earl Grey ou quando oiço Coldplay, Novo Amor, London Grammar, Anavitória, Ludovico Einaudi. Sinto-me em casa a ler cartas escritas à mão e nas reuniões de família. Sinto-me em casa entre amigos, que são o meu chão, o meu tecto, as janelas por onde posso observar o mundo da forma que eles veem.

Sinto-me em casa quando leio um livro que diz o que sinto. Quando um amigo me ouve e entende o que quero dizer, não importa o quão disparatado seja. Sinto-me em casa quando escrevo e comunico. Quando vou ao nosso restaurante. Quando rio com gosto. Quando me dizem 'Isto é tão Inês'. 

Sou a minha casa. A minha pele, o meu cheiro, as minhas cores, as minhas sardas. As minhas (in)satisfações com o meu corpo. Os meus sonhos, os meus trejeitos, as minhas expressões. O tom da minha voz e as minhas sensações. São casa. Eu sou o meu próprio lar antes de abrigar ou procurar casa em qualquer outro lugar, pessoa, ou particularidade.

sábado, 20 de outubro de 2018

DAILY || Oh, Outono...!


O fog matinal. O céu nublado, que ilumina tudo com uma nova nitidez. A brisa fresca que não arrefece e o Sol luminoso que não queima. Preparar um chá. A casa cheirar a receitas reconfortantes, uma mistura adocicada das receitas de abóbora, de canela, de pastelaria. Esculpir abóboras para fazer jack o' lanterns e ver a Belka a ladrar para os seus novos companheiros luminosos à porta. O som crocante quando pisamos as folhas e as cores alaranjadas e castanhas que dominam a paisagem e dão a mais bonita tonalidade ao mundo. Valorizar o conforto de estar em casa, de estar com quem amamos e dividir filmes de Halloween e livros reconfortantes. Adormecer ao som da chuva. Comer petiscos e doces temáticos de Halloween. O conforto do interior dos cafés. Oh, Outono...!

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

LIVROS || O Pequeno Livro dos Cães Mais Famosos


O presente de aniversário da Carolina para mim não podia ser mais Inês. Já me tinha deliciado com um livro que compilava as histórias de todos os cães que estiveram envolvidos em missões espaciais soviéticas e, desta vez, veio parar às minhas mãos um livro mais globalizado, envolvendo histórias incríveis sobre os mais variados patudos e aquilo que foram capazes de fazer pelos seus donos.

Com histórias resumidas e fotografias dos cães e/ou dos seus donos que ajudam a visualizar muito melhor os nossos heróis, O Pequeno Livro dos Cães Mais Famosos é ideal para todos aqueles que veem nos seus companheiros de quatro patas uma amizade inestimável. Relatos comoventes de bravura, lealdade e inspiração dos donos, lugares e épocas mais variados, desde pessoas desconhecidas a verdadeiros rostos mundiais como Obama, Picasso, Hitler, Roosevelt (...). Também alguns dos cães mais populares figuram neste livro, como o famoso e fiel Hachiko, o leal Salty ou a nossa cadela corajosa e sacrificada Laika — infelizmente, a Belka (e a Strelka) não tiveram direito a uma página de destaque, apenas uma referência breve no parágrafo final da Laika.

Pequeno e de leitura rápida e fluída, O Pequeno Livro dos Cães Mais Famosos revela-se a leitura perfeita para um serão descontraído (a título de curiosidade, a maioria das páginas foram lidas ao lado da Belka), recheado de factos incríveis e histórias extraordinárias que efetivamente provam que não importa a nossa origem, o nosso estatuto, os nossos sonhos ou a nossa índole: os nossos companheiros vão sempre amar-nos e olhar para nós com o maior orgulho e nobreza. Obrigada, Carolina!

Autora: Cláudia Cabaço
Número de Páginas: 158
Disponível na WOOK (ao comprares através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

WEB || Pocket


Sou adepta de aplicações e/ou extensões que facilitem as minhas viagens pela Internet e a Pocket é uma delas. Uma extensão que nos permite guardar, num só local, todas as páginas que queiramos.

Com uma vista intuitiva, fácil e com a possibilidade de criar diferentes pastas para várias temáticas, a extensão Pocket é perfeita para guardar páginas que queremos ler mais tarde, publicações que queremos aceder com mais facilidade e rapidez ou até vários artigos sobre a mesma temática que queremos compilar — perfeito para casos como a faculdade, os projetos de investigação, os artigos que queremos armazenar para as bibliografias ou os materiais de pesquisa que não queremos que fiquem dispersos. A Pocket também reúne uma série de artigos no separador 'Recomendado' com base nas páginas que vão guardando. Desde que utilizo a extensão, o meu separador de favoritos e marcadores ficou significativamente mais desimpedido e organizado. Uma ferramenta útil e prática que já não imagino fora da minha rotina na web e que também está disponível numa versão app para smartphones.

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

AMOR || Paw


Meti pela primeira vez a minha pulseira Pandora no pulso sem grandes expetativas de a encher com contas. Não que não goste do conceito, pelo contrário; acho que as nossas jóias mais especiais contam sempre histórias que dizem muito sobre nós. E que forma mais criativa do que fazê-lo através de contas minimalistas, diversificadas e bonitas? É fantástico. Mas sempre gostei da minha pulseira por si só, em toda a sua simplicidade. Se lhe viessem parar contas não ficaria nada aborrecida, mas não eram um objetivo.

Exceto uma, que eu queria fazer questão, de uma forma ou de outra, de a ter no meu pulso; uma com o melhor simbolismo possível e que conta uma das melhores histórias da minha existência: a presença da Laika e da Belka. Desejava ter uma conta que as representasse de alguma forma porque elas são tão mais especiais do que qualquer jóia no mundo...! São valiosas na minha vida e já agregaram muitas coisas boas. Queria-as sempre comigo.

Assim surgiu esta patinha, num gesto carinhoso e cheio de amor. Delicada, sofisticada e com um formato adorável. 'Um lado para a Laika, o outro para a Belka', disse-me, e eu não podia concordar mais. Embora seja um presente tão recente, não consigo deixar de olhar para a minha pulseira, agora com um novo elemento, com muita ternura, recordando-as. E não posso deixar de ficar muito grata por todo o significado. Por ter sido ele a oferecer-ma. A única pessoa do sexo masculino — tirando o meu pai — de quem a Laika gostava. A primeira pessoa a socorrer-me da dor que senti quando descobri que a Laika tinha ido embora sem avisar. A pessoa que me ajudou no primeiro passeio da Belka na rua. E que não lhe poupa os mimos quando estão juntos. Quem me consola sempre quando vejo um Serra da Estrela e desvio o olhar para controlar as lágrimas de saudade. Ele, melhor do que ninguém, sabe o quanto estas duas patudas terríveis e endiabradas significam para mim. E irei guardar sempre esta conta com o maior amor que me é possível. Porque representa os dois corações mais maravilhosos que a Terra fez nascer. E esta é a melhor história que podia contar.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

ISTO É TÃO INÊS || 24


Princesa. Bailarina. Atriz. Escritora. Não fui nenhuma dessas, mas era o que respondia à questão 'o que queres ser quando fores grande?' E finalmente sei o que responder, com segurança, com confiança, com desejo de o ser.
Quero ser interessada. Pela cultura, pela arte, pelo mundo, pelas pessoas que estão ao meu redor. Quero ser informada. Quero ser respeitada. Quero ser mulher. E (por vezes) quero ser menina. Quero ser (bem) lembrada. Quero estar presente e ser presenteada (e não estou a falar de presentes). Quero ser quem se esforça mais, a que faz o quilómetro extra, a que se dedica mais, a que dá pózinhos de alegria em tudo o que faz, a que dá um toque ainda mais final. Quero ser generosa. Quero lembrar que o mundo não gira à minha volta, que a vida não funciona no nosso umbigo. Os meus problemas, as minhas coisas, as minhas rotinas, os meus afazeres. Não importam nada se não tivermos com quem os partilhar. Quero ser quem é consciente dos outros, da felicidade dos outros. Quero impor-me. Quero ser realizada. Quero ser desafiada. Quero ser fiel ao que acredito. Quero mudar o mundo da forma mais despretensiosa e realista possível. Quero que da minha boca só saia verdade e bondade (de preferência, as duas de mão entrelaçada porque, infelizmente, nem sempre uma é sinónimo da outra). Quero ser viajada. Quero ser tolerante, mesmo quando não compreendo. Mesmo quando não faria aquilo a que tenho de ser tolerante. Quero ser dedicada. Quero ser atenciosa. Quero saber lutar contra o que não está certo, mesmo que todos os outros sigam esse caminho porque 'tem de ser'. Quero ser inspirada. Quero aprender. Quero saber. Quero ser intensa (mesmo que quebre a cara muitas vezes). Quero ser quem está lá. Quero ser a chorona num mundo que finge não ter lágrimas. Quero ser quem dá as gargalhadas mais altas numa sala silenciosa. Quero crescer. Quero experimentar. No fundo, o que quero ser quando for grande é... grande. Por dentro. Por inteiro.

domingo, 14 de outubro de 2018

LIVROS || O Livro do Lykke


Depois do tremendo sucesso que foi Hygge — sobre o qual já escrevi e adoro! —, observou-se um autêntico fenómeno de conceitos escandinavos que (quase) prometiam concentrar o segredo para um mundo mais feliz, ou minimalista, ou pacífico. Confesso, não me encantou. Quando vi que o mesmo autor do livro que adorei, Meik Wiking, lançava um novo livro no mesmo registo, a minha primeira abordagem foi desinteressar-me. Senti que apenas estava a aproveitar a viagem do primeiro sucesso e a surfar na onda de livros conceptuais. Não me cativou.

O que mudou? Sem dúvida, a minha viagem à Noruega. Ainda hoje me surpreende o quanto conhecer esta cultura e este país me marcou. Regressei com uma sensação de saudade vazia que me tem sido muito difícil preencher. Nunca me tinha identificado tanto com uma cultura e me sentido tão integrada. Muita gente julga que há certas coisas que faço só porque fui à Noruega. Pelo contrário!! Foi na Noruega que compreendi que muito do que eu faço, tantos outros fazem. E foi maravilhoso.
As recordações fotográficas e algumas referências ajudam-me a trazer um pouco da Escandinávia até mim mas sabe-me sempre a pouco. Foi quando dei por mim a pegar, de novo, no livro do Hygge que percebi que talvez dar uma oportunidade ao novo volume poderia ser uma ótima experiência. E foi assim que meti mãos ao Lykke, designação dinamarquesa para "felicidade".

A leitura do livro do Lykke tem uma condução narrativa muito semelhante ao livro do Hygge. Enquanto o primeiro volume aborda um conceito muito mais específico e típico do Norte da Europa, este segundo livro explora uma ideia muito mais globalizada, a felicidade. Onde a encontramos? Como a definimos? O que a influência? Utilizando sempre pontos de partida dinamarqueses, Meik Wiking reflete sobre o que nos faz (mais) felizes e avança pelo mundo, mostrando que ser feliz é um reflexo global e que diversas culturas a conseguem encontrar, pelos mais variados e personalizados métodos. Sempre com muita base estatística, é uma viagem sobre o que podemos mudar (cultural, física e mentalmente) para sermos pessoas mais realizadas.

Lykke não foi um livro consensual; se houve quem achasse que este livro não superava o Hygge, houve uma igual resposta de pessoas que acharam que sim, que era melhor. Para mim, não supera o Hygge por considerar que o Lykke é muito mais cultural, comunitário e muito menos prático. Embora encontrem um sem número de sugestões práticas para sermos pessoas mais felizes — cada uma enquadrada nos pontos-chave do livro —, muitas delas não achei tão práticas e executáveis quanto no Hygge. Na minha opinião, tendo em conta o país e cultura onde vivo, considerei algumas um pouco irrealistas até. Desfrutei muito mais do Lykke enquanto uma viagem pela cultura dinamarquesa e sobre como se cooperam e operam nos diversos capítulos para chegarem a uma sociedade tão equilibrada e feliz e não tanto como um livro que posso extrapolar para a minha realidade. Por estas razões e neste sentido, o livro do Hygge é muito mais realista e exequível. Ainda assim, foi uma leitura incrível que me fez refletir muito sobre a forma como encaro a minha vida, a minha rotina e a minha felicidade. Dou a mão à palmatória pela indiferença com que o tratei inicialmente e fico radiante por esta leitura ter agregado tantas mudanças de pensamento boas em mim própria.

Autor: Meik Wiking
Número de Páginas: 288
Disponível na WOOK (ao comprares através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

BODY TALK || Modulador de Cabelo SilverCrest


O campo dos penteados é um pouco evitado por mim devido às características do meu cabelo, mas ondas sempre foi um efeito que gostava de ver. Nunca o conseguia fazer porque o meu cabelo não aguenta nada. Tinha sempre de fazer caracóis muito armados (que nunca resultavam no efeito que me prometiam), recheados de laca e, mesmo assim, morriam ao fim de três horas.

Fui em busca deste modulador da SilverCrest pelas ótimas reviews e promessas, e hoje junto-me ao grupo de pessoas satisfeitas. O design insólito e invulgar das esferas ao invés do cano comum ajuda a criar o efeito de ondas naturais e aguentam no meu cabelo sem precisar de colocar nada! Nada de texturizante, nada de lacas. Com o meu cabelo ao natural, posso estar horas e horas contente com o efeito que realmente gosto e me favorece. Tendo em conta que o meu cabelo fininho se desmancha com qualquer coisa — até um simples ganchinho — este pormenor é a maior vitória.

Embora tenha a desvantagem de não ser possível regular a temperatura — que se mantém sempre nos 185ºC máx. —, o modulador tem uma proteção contra o sobreaquecimento, luz indicadora e desligar automático após 30 minutos. Mas o que realmente acredito que lhe confira o destaque em relação aos restantes moduladores é a técnica. Este modulador está desenhado para que a modulagem do cabelo seja feita em nós próprios, e deve ser realizada com o modulador na vertical (sem estar virado ao contrário), a ponta da madeixa presa na pequena pinça criada para o efeito e o modulador rodado até o cabelo estar todo enrolado no cano com os braços abaixo da cabeça, não acima — e está tudo indicado ao pormenor no livro de instruções. É o modulador que enrola o cabelo e não as nossas mãos. Esta técnica permite que o cabelo enrole ao redor das esferas e entre elas, que liberte as pontas de uma fonte de calor tão grande, e que acabe por ser mais segura, uma vez que a posição dos nossos braços é natural, por baixo da cabeça, garantindo um controlo maior do modulador, evitando queimaduras. Desaconselho completamente que utilizem a técnica comum de auto-modelação de cabelo — o resultado não fica natural, além de que cansa muito mais os braços e nunca foi, de todo, prático.

Acessível (o modulador custou 15 euros, creio) e funcional, está à venda no LIDL, embora o supermercado tenha rotatividade de produtos, portanto, se procuram um modulador bom, com uma técnica vencedora e confortável e que deixe o vosso cabelo com ondas 'beach waves' ou 'Victoria's Secret', fiquem atentos ao folheto semanal e corram (porque esgota sempre!).

domingo, 7 de outubro de 2018

LIVROS || 21 Lições para o Século XXI


Depois de ter iniciado este ano com a leitura incrível de Sapiens, voltei a render-me ao autor e ao seu mais recente lançamento, 21 Lições para o Século XXI. Se Sapiens faz uma viagem ao passado, descobrindo os gatilhos que permitiram à Humanidade ser o que é hoje, e se Homo Deus faz uma reflexão do que pode estar reservado para nós num futuro distante, 21 Lições para o Século XXI aborda o momento presente, com acontecimentos, questões e suposições muito atuais, e indaga o que nos espera num futuro muito mais próximo, razão pela qual não achei imprudente preferir fazer a leitura por ordem temporal e não por ordem de lançamento. Homo Deus aguarda-me, isso é certo.

Com o avanço exacerbado da (bio)tecnologia, o (re)nascimento de algumas tensões políticas, culturais e religiosas, e olhando para os nossos comportamentos e anseios nas última década, que pontos-chave sobre a ética e a privacidade nos faltam, ainda, discutir e aprimorar? Quando é que vamos ter uma atenção política de qualidade em relação às alterações climáticas, e como fazê-lo? Onde podemos encontrar respostas para as novas realidades que se avizinham? Na religião? Num movimento político? Num país ou cultura? No todo ou na individualidade? Qual é o nosso papel, agora e amanhã? Como encontrar a nossa identidade num mundo que caminha cada vez mais para uma realidade impessoal?

Yuval Noah Harari faz um resumo fantástico dos principais pontos-chave da nossa atualidade e apresenta-nos várias visões de um futuro que podemos perfeitamente estar presentes para viver. Alguns dos quais nem sonhava, o que me permitiu alargar os meus horizontes. Coloca-nos, também, em contacto com vários lados da moeda em inúmeras questões éticas às quais ainda não podemos dar resposta nem razão. Com um conjunto de informações precioso e muito bem fundamentado, confesso: a leitura deste livro não foi suave e, em alguns momentos, senti-me confusa, baralhada e com medo.

Correndo o risco de não ser um livro intemporal é, certamente, um livro urgente para os dias de hoje — e estes dois tipos de livros são necessários na literatura — e para adquirirmos uma noção mais global, informada e real do que é que vale a pena investir, investigar, defender, preocupar e questionar. É um livro do agora que, embora me tenha feito sentir perdida no futuro, nunca me fez sentir tão presente no que está a acontecer.

Autor: Yuval Noah Harari
Número de Páginas: 363
Disponível na WOOK (ao comprares o livro através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)