Pronto a Vestir

quinta-feira, 12 de agosto de 2021


Sobre vestir com identidade. O meu interesse pela expressão através do guarda-roupa foi tardio e, em parte, devido ao meu estilo de vida: dividia o meu tempo escolar com o desporto escolar (no qual participava em duas modalidades) e com o basquetebol (no qual era atleta federada). Não tinha muito tempo entre as aulas e o começo dos treinos, portanto, a minha roupa tinha de ser uma extensão das minhas necessidades enquanto atleta, o que acabou por ser uma expressão involuntária de como me vestia.

A Faculdade transformou um pouco isso. Foi um dos marcos no meu estilo de vida e também na minha perceção pessoal. O que eu quero exprimir? Até então, acreditava que transmitir quem era através da escrita e dos meus comportamentos bastava, mas encontrei no guarda-roupa mais uma forma de manifestar quem era assim que entrasse em qualquer lugar. Para mim, o estilo não é uma futilidade: é uma individualidade. Pegar no que não foi feito só para nós e torná-lo nosso, à nossa imagem. O processo não foi rápido, o armário não mudou de um dia para o outro, mas se hoje reflete quem sou, a algumas orientações o devo. Perguntam-me algumas vezes como consigo que tudo no meu armário seja coeso. Estas são as orientações às quais sou fiel.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020


Há clássicos que nunca saem de moda e a Cinco sabe disso. Uma loja de joias que casa os conceitos da tradição e da corrente contemporânea para criar peças únicas e intemporais. 

A Cinco é uma marca nacional onde cada peça é desenhada e criada à mão em Portugal e cada lançamento faz-me suspirar de curiosidade e entusiasmo, sendo a peça Ginger — agora, no meu pescoço — a minha preferida pela sua referência ao mundo. 

Todas as peças são em prata 925, o que significa que não são invencíveis ao tempo mas até nesse pormenor podem deixar a manutenção nas mãos da marca. Entre brincos, pulseiras e colares, a loja online garante que tudo chega rapidamente e com muito cuidado e primor no embalamento. 

É uma marca de mulher para mulheres e isso resulta em produtos muito femininos e versáteis para a personalidade de cada uma. É a marca perfeita para presentear a mãe, tia, namorada ou para encontrarem o miminho perfeito de vocês para vocês. Agora que tenho a Ginger comigo, começo a namorar outras peças como a Klein, Monique ou o anel Bia. E, claro, o nome conquistou-me desde o início, ou não fosse o cinco o meu número da sorte (e de jogadora) desde sempre.

quarta-feira, 11 de março de 2020


Jeans | Sou a miúda das calças de ganga — embora, mais recentemente, esteja a gostar de experimentar outros modelos e tecidos. Privilegio as lavagens mais escuras e aposto em diferentes modelos, sendo as skinny e straight as minhas preferidas.

Acessórios minimalistas | Acessórios pesados ou muito coloridos não funcionam para mim. Gosto de peças mais simples e sofisticadas. Adoro o metal neste tipo de acessórios e dou preferência a pendentes mais intemporais e chiques — para dar um contraponto na casualidade de muitos dos meus visuais. Para mim, os acessórios são detalhes discretos apenas visíveis aos olhos mais atentos. Quando são colares, prefiro fios delicados. 

Peças sem padrão | Ou com padrões muito simples e pequenos. Talvez abra a maior exceção no verão — onde tenho algumas peças com padrão — mas as minhas peças de eleição não têm padrões. Além de enjoarem menos, são mais fáceis de combinar com os restantes elementos do meu armário. Embora goste de me sentir bem vestida, detesto perder tempo em combinações, e peças monocromáticas são a palavra-chave para garantir esse conforto e agilidade na hora de vestir. 

Batons gloss | Não necessariamente aquele gloss-gordura-de-galinha mas prefiro muito mais os lábios com efeito preenchido e hidratado aos matte. A durabilidade de um matte é imbatível, mas o aspeto final nos nossos lábios deixa a desejar — por mais truques com batom do cieiro que implementemos. Prefiro retocar e ter um ar mais saudável e luminoso. 

Tecidos fluidos | Nada bate uma peça de tecido fluída e que se adapte aos movimentos naturais do meu corpo. Blusas, camisas, calças e saias... Tudo parece mais dinâmico e elegante com uma peça fluída, além do conforto ser imbatível. 

Cores neutras e tons claros | Preto, bege e branco são as cores centrais da minha paleta, embora eu incorpore outros tons mais coloridos — especialmente nas estações mais quentes. Os tons mais vibrantes que estão no meu armário são os vermelhos e azuis. As minhas peças de roupa tendem a gravitar para tons mais claros e de fácil combinação. 

Malas pequenas | A minha reputação gravita entre Mary Poppins e Bolsinha da Hermione porque tenho a capacidade de ter tudo dentro duma mala pequena. E assim quero continuar. As malas pequenas são práticas, proporcionais à minha estatura franzina e adaptam-se perfeitamente ao meu quotidiano. É muito improvável que me vejam com uma bolsa grande ou uma mala avantajada. Nos momentos em que preciso de levar o mundo comigo, dou preferência às mochilas (mesmo que elas arruínem toda a mensagem do visual). 

Cintura marcada | Por causa do meu biótipo — pêra — sou fã de peças que marquem a cintura. Sendo pequena e tendo cintura fina, peças que marcam essa região ajudam a dar forma ao meu corpo e a não deixar que ele fique engolido pelas roupas. É uma forma de reequilibrar a minha estrutura e, por isso, sou fã!

E vocês? Quais são as peças que são a vossa imagem de marca?

sexta-feira, 9 de novembro de 2018


Embora seja uma miúda tagarela e com uma certa necessidade de desenvolver todas as minhas frases — resumir nunca foi comigo —, acredito que existem mensagens que vingam, precisamente, pelo seu poder conciso e assertivo. É o caso da mensagem bordada na t-shirt solidária do Thirteen Studio, «Be Kind to Yourself», que chega a ter twist docinho porque, ao escolhermos esta t-shirt com uma mensagem de amor próprio, estamos também a distribuir simpatia para com os outros.

A edição, especialmente criada para o Blogging For a Cause, tem o custo de 26,90€, dos quais 5€ serão revertidos para as causas solidárias que o evento procura apoiar (Bebé e Criança Feliz, Bigodes Fofos, Grupo Lobo, O Ninho e Plantar uma Árvore) e é totalmente bordada à mão — tal como restantes peças da marca das irmãs Ana e Carolina. Pode ser encomendada através do Instagram do Thirteen Studio ou através do e-mail carolina@thirteen.pt.


Sempre gostei de me ver rodeada por frases bonitas e importantes, em qualquer lado, em qualquer coisa. Não porque precise delas para acreditar no poder da mensagem, mas precisamente porque já apoio o que é dito. Gosto de exteriorizar as minhas convicções, e uma delas é a de que precisamos ser menos intransigentes connosco, com a nossa imagem, com as nossas ações, decisões e anseios. Precisamos de conversar connosco tal como faríamos com as pessoas que mais amamos. Precisamos de cuidar de nós da mesma forma que cuidados dos outros. Precisamos de ser os nossos melhores amigos e valorizar as nossas conquistas, superações e companhia. Porque quando somos bondosas para a única pessoa a quem não poupamos críticas nem palavras duras — nós mesmas —, tornamo-nos muito mais agradáveis, disponíveis e interessantes para com o resto do mundo.

quinta-feira, 31 de maio de 2018


As minhas roupas são histórias. Abro o meu armário e vejo cada uma delas com uma informação diferente e escondida — umas mais simples, outras mais complexas. Cada peça de roupa conta quem eu sou. No que é que eu acredito. Descreve uma parte do que é que eu considero moda e beleza. As minhas roupas dizem quem é que me inspira. O que é que é tão Inês. A minha cultura, em todas as vertentes da palavra. A minha liberdade.

As minhas roupas contam a história de como me sinto, todos os dias. Ou como está a organização da minha vida. Como encaro os eventos e ocasiões onde tenho de estar presente. Reflectem alguns traços da minha personalidade. Umas contam histórias de surpresa, de presente, de pessoas maravilhosas que pensaram em mim ao olhar para determinada peça. Outras contam histórias das minhas etapas, das minhas vitórias, das minhas tradições. Algumas contam memórias. Cada vez que as visto, uma parte de um momento que já passou regressa até mim pelo toque da forma como a roupa veste em mim, ou por um perfume, ou pela cor. Tenho peças que trazem até histórias com palavras! E outras que guardam em segredo acontecimentos que eu não tenho outra forma de recordar sem ser pela memória. 

Uma peça de roupa minha traz consigo uma história. Sobre quem sou, o que faço, no que acredito, no que me inspira e sobre os momentos que fazem de mim a Inês que sou hoje. Já me desfiz de muitas histórias — porque, tal como a roupa, também elas deixam de servir — mas sei sempre que cada aquisição que entra no meu armário traz um capítulo consigo sobre tudo o que me representa.

sexta-feira, 11 de maio de 2018


Quem me acompanha há algum tempo — ou convive comigo regularmente — sabe que privilegio um estilo intemporal e com pequenos toques arrojados, por vezes. Mas adoro acompanhar tendências! Estou longe de me sentir confortável neste universo da moda — porque existem conceitos e ideias que simplesmente não compreendo por ser mera utilizadora — mas gosto de observar qual o estilo que vai ganhando mais destaque ou a tendência que tem ganho fãs ao longo dos tempos. Além disso, acho que uma das minhas melhores qualidades é saber reconhecer em mim quais as tendências que resultam comigo e quais as que não foram feitas para a minha fisionomia ou gostos. Sou apologista de que devemos usar aquilo que gostamos sem medo de sermos felizes e acho importante encontrarmos a nossa identidade no que vestimos. Mas nem tudo grita o nosso nome, e é isso que quero partilhar convosco, sem represálias (respeito e compreendo qualquer pessoa que aprecie estas tendências, está bem?) Afinal de contas, isto apenas não é tão Inês.

Sapatos em bico | Quando penso em coisas inestéticas, é das primeiras peças que me vêm à cabeça. Acho que sapatos em bico não favorecem ninguém; alongam o pé, não deixam o pé nem o perfil bonito... Ainda não encontrei um modelo na minha vida inteira em que desse a mão à palmatória e confirmasse que, de facto, ali o acabamento em bico fica óptimo. Em mim? Atroz! Não me sinto bonita, não me sinto elegante, sinto-me totalmente ridícula. É sempre um drama comprar sapatos porque esta é uma tendência que não morre e que, à custa dela, já perdi muitos bons modelos. Será que podemos fazer mais sapatos arredondados ou em acabamento bailarina? Vá lá...

Sobreposição | A t-shirt ou camisola por baixo do top, macacão ou vestido é um gigantesco 'não' para mim. Há um facto que não duvido: o conforto. Sou a primeira a acreditar em todos os que me disserem que a tendência da sobreposição dá um conforto extra (especialmente para quem não se sente à vontade com decotes ou a exposição dos ombros). Só não consigo encontrar beleza, originalidade ou elegância nesta escolha e acabo sempre por me recordar dos meus treinos de basquetebol em que metade da equipa vestia um colete por cima da t-shirt para ser mais fácil identificar quem eram as adversárias. Acho que não há nada mais maravilhoso do que uma mulher segura e confiante no seu decote e sempre achei os ombros uma parte do corpo muito bonita e que vale a pena mostrar e valorizar. Por tudo isto, concluí que eu e a sobreposição não casamos.

Culottes | Tal como a tendência da sobreposição, não duvido que culottes sejam o tipo de calças mais confortável do mundo. Mas fico horrível. Não acho que se deva à minha altura — porque, embora mediana, gosto de me ver com saias midi ou vestidos mais compridos e não sinto que isso dê uma ilusão tão grande de que sou mais baixa (e não me importo se der) — mas sim ao facto de sentir que estou a vestir umas calças com três tamanhos abaixo. Como se tivesse a experimentar umas calças de corte palazzo indicadas para 12 anos. Sou muito exigente em relação às calças e aposto sempre em modelos que valorizem a minha silhueta e façam uma perna bonita, e não consigo encontrar isso numas culottes. Gosto do sentido de continuidade num par de calças e as culottes não me podem oferecer isso. Quando quero conforto e um corte que deixe um pouco dos meus gémeos e tornozelos à vista, opto uma saia.

Bobs | Quando tinha 12 ou 13 anos, achei que ficaria o máximo cortando o cabelo pelo queixo. Foi uma das decisões mais desastrosas que fiz ao meu cabelo — apenas superada quando achei que ficaria o máximo com um corte mais masculino (óptimo para o basquetebol, péssimo para a minha auto-estima) —. Muito se fala no formato do rosto para os cortes de cabelo mas a verdade é que não é o único ponto fundamental. Outros dois detalhes a reter (e estou a citar a minha cabeleireira, embora concorde) são o pescoço e o vosso tipo de cabelo. O pescoço, muito mais do que o formato do rosto, determina como o cabelo vai emoldurar a vossa cara, sabiam? O que eu aparentemente não percebia é que um cabelo liso como o meu (em que acordo como se tivesse feito um alisamento a chapa) não funciona num corte que precisa de algum volume para resultar. Foi de tal forma desastroso que tenho muitas poucas fotos dessa altura (e as que tenho, recuso-me a partilhar). Não sou propriamente fã, em geral, de Bobs muito curtos (o meu limite é a meio do pescoço) mas em cabelos lisos acho mesmo que não funciona. E em relação ao corte masculino, permitam-me partilhar esta história convosco: chorei tanto de arrependimento que o cabeleireiro nem se sentiu capaz de me cobrar pelo corte.

Bomber Jacket | Este é um facto caricato porque durante muitos anos fui bastante desportiva. Roupa que privilegiasse esse estilo era o meu good to go! E o Bomber Jacket não deixa de ser um tipo de casaco mais casual, desportivo e irreverente. Claro que já existem milhões de estilos diferentes e a tendência reinventou-se, mas nunca gostei de nenhum. O corte não me apaixona, o formato que dá ao corpo não me seduz, os estilos que aparecem nos manequins não me conquistam. No meio de tantas possibilidades de casacos e cortes, confesso que sempre olhei para Bomber Jackets com desinteresse.

Eyeliner | É quase de lágrimas nos olhos que afirmo que faço parte da microscópica percentagem de mulheres que não fica bem de eyeliner (sim, ela existe!). Demorei muito tempo a aperceber-me disto e inicialmente achava que a culpa era da técnica, ou da grossura errada, ou porque faltava colocar máscara. E ao fim de umas quantas tentativas, compreendi que é mesmo o eyeliner que não me fica bem. Já cheguei a partilhar este dilema com maquilhadoras e a grande parte é unânime: o formato do meu olho, descaído e meio 'triste' faz com que o eyeliner não consiga fazer um prolongamento bonito do olhar nem das pestanas, e as rugas de expressão que faço a sorrir também não ajudam. Não faço os típicos pés de galinha mas sim umas rugas que quase parecem aqueles olhos de Faraó e isso faz com que o eyeliner desapareça quando sorrio (a linha fica tapada pela ruga). Claro que a maquilhagem é um mundo de opções e tudo é contornável e possível com paciência e técnica, o problema é que me faltam as duas, portanto, acabo por desistir de ter um olhar de gatinha quando preciso que alguém me maquilhe. Nunca me sinto bonita nem valorizada — e era suposto isso acontecer, certo? Acho que não fui feita para ter um olhar de gata...

Uma vez mais, quero deixar claro que não tenho nada contra quem use estas tendências e que se sinta bonita com elas. Não levem a peito! Usem o que vos faz feliz, é a conclusão que quero que retirem desta publicação e que compreendam que não há problema nenhum se algumas coisas que 'funcionam para toda a gente' não funcionarem convosco. Somos únicos e isso funciona para o lado bom — conseguimos dar personalidade a uma peça de roupa que muita gente usa — e para o lado mau — nem sempre o que resulta em todos vai resultar connosco —. Partilhem comigo quais são as tendências que não funcionam convosco!

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