Pronto a Vestir
quinta-feira, 12 de agosto de 2021
Sobre vestir com identidade. O meu interesse pela expressão através do guarda-roupa foi tardio e, em parte, devido ao meu estilo de vida: dividia o meu tempo escolar com o desporto escolar (no qual participava em duas modalidades) e com o basquetebol (no qual era atleta federada). Não tinha muito tempo entre as aulas e o começo dos treinos, portanto, a minha roupa tinha de ser uma extensão das minhas necessidades enquanto atleta, o que acabou por ser uma expressão involuntária de como me vestia.
A Faculdade transformou um pouco isso. Foi um dos marcos no meu estilo de vida e também na minha perceção pessoal. O que eu quero exprimir? Até então, acreditava que transmitir quem era através da escrita e dos meus comportamentos bastava, mas encontrei no guarda-roupa mais uma forma de manifestar quem era assim que entrasse em qualquer lugar. Para mim, o estilo não é uma futilidade: é uma individualidade. Pegar no que não foi feito só para nós e torná-lo nosso, à nossa imagem. O processo não foi rápido, o armário não mudou de um dia para o outro, mas se hoje reflete quem sou, a algumas orientações o devo. Perguntam-me algumas vezes como consigo que tudo no meu armário seja coeso. Estas são as orientações às quais sou fiel.
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
Há clássicos que nunca saem de moda e a Cinco sabe disso. Uma loja de joias que casa os conceitos da tradição e da corrente contemporânea para criar peças únicas e intemporais.
A Cinco é uma marca nacional onde cada peça é desenhada e criada à mão em Portugal e cada lançamento faz-me suspirar de curiosidade e entusiasmo, sendo a peça Ginger — agora, no meu pescoço — a minha preferida pela sua referência ao mundo.
Todas as peças são em prata 925, o que significa que não são invencíveis ao tempo mas até nesse pormenor podem deixar a manutenção nas mãos da marca. Entre brincos, pulseiras e colares, a loja online garante que tudo chega rapidamente e com muito cuidado e primor no embalamento.
É uma marca de mulher para mulheres e isso resulta em produtos muito femininos e versáteis para a personalidade de cada uma.
É a marca perfeita para presentear a mãe, tia, namorada ou para encontrarem o miminho perfeito de vocês para vocês. Agora que tenho a Ginger comigo, começo a namorar outras peças como a Klein, Monique ou o anel Bia. E, claro, o nome conquistou-me desde o início, ou não fosse o cinco o meu número da sorte (e de jogadora) desde sempre.
quarta-feira, 11 de março de 2020
Jeans | Sou a miúda das calças de ganga — embora, mais recentemente, esteja a gostar de experimentar outros modelos e tecidos. Privilegio as lavagens mais escuras e aposto em diferentes modelos, sendo as skinny e straight as minhas preferidas.
Acessórios minimalistas | Acessórios pesados ou muito coloridos não funcionam para mim. Gosto de peças mais simples e sofisticadas. Adoro o metal neste tipo de acessórios e dou preferência a pendentes mais intemporais e chiques — para dar um contraponto na casualidade de muitos dos meus visuais. Para mim, os acessórios são detalhes discretos apenas visíveis aos olhos mais atentos. Quando são colares, prefiro fios delicados.
Peças sem padrão | Ou com padrões muito simples e pequenos. Talvez abra a maior exceção no verão — onde tenho algumas peças com padrão — mas as minhas peças de eleição não têm padrões. Além de enjoarem menos, são mais fáceis de combinar com os restantes elementos do meu armário. Embora goste de me sentir bem vestida, detesto perder tempo em combinações, e peças monocromáticas são a palavra-chave para garantir esse conforto e agilidade na hora de vestir.
Batons gloss | Não necessariamente aquele gloss-gordura-de-galinha mas prefiro muito mais os lábios com efeito preenchido e hidratado aos matte. A durabilidade de um matte é imbatível, mas o aspeto final nos nossos lábios deixa a desejar — por mais truques com batom do cieiro que implementemos. Prefiro retocar e ter um ar mais saudável e luminoso.
Tecidos fluidos | Nada bate uma peça de tecido fluída e que se adapte aos movimentos naturais do meu corpo. Blusas, camisas, calças e saias... Tudo parece mais dinâmico e elegante com uma peça fluída, além do conforto ser imbatível.
Cores neutras e tons claros | Preto, bege e branco são as cores centrais da minha paleta, embora eu incorpore outros tons mais coloridos — especialmente nas estações mais quentes. Os tons mais vibrantes que estão no meu armário são os vermelhos e azuis. As minhas peças de roupa tendem a gravitar para tons mais claros e de fácil combinação.
Malas pequenas | A minha reputação gravita entre Mary Poppins e Bolsinha da Hermione porque tenho a capacidade de ter tudo dentro duma mala pequena. E assim quero continuar. As malas pequenas são práticas, proporcionais à minha estatura franzina e adaptam-se perfeitamente ao meu quotidiano. É muito improvável que me vejam com uma bolsa grande ou uma mala avantajada. Nos momentos em que preciso de levar o mundo comigo, dou preferência às mochilas (mesmo que elas arruínem toda a mensagem do visual).
Cintura marcada | Por causa do meu biótipo — pêra — sou fã de peças que marquem a cintura. Sendo pequena e tendo cintura fina, peças que marcam essa região ajudam a dar forma ao meu corpo e a não deixar que ele fique engolido pelas roupas. É uma forma de reequilibrar a minha estrutura e, por isso, sou fã!
E vocês? Quais são as peças que são a vossa imagem de marca?
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
Embora seja uma miúda tagarela e com uma certa necessidade de desenvolver todas as minhas frases — resumir nunca foi comigo —, acredito que existem mensagens que vingam, precisamente, pelo seu poder conciso e assertivo. É o caso da mensagem bordada na t-shirt solidária do Thirteen Studio, «Be Kind to Yourself», que chega a ter twist docinho porque, ao escolhermos esta t-shirt com uma mensagem de amor próprio, estamos também a distribuir simpatia para com os outros.
A edição, especialmente criada para o Blogging For a Cause, tem o custo de 26,90€, dos quais 5€ serão revertidos para as causas solidárias que o evento procura apoiar (Bebé e Criança Feliz, Bigodes Fofos, Grupo Lobo, O Ninho e Plantar uma Árvore) e é totalmente bordada à mão — tal como restantes peças da marca das irmãs Ana e Carolina. Pode ser encomendada através do Instagram do Thirteen Studio ou através do e-mail carolina@thirteen.pt.
Sempre gostei de me ver rodeada por frases bonitas e importantes, em qualquer lado, em qualquer coisa. Não porque precise delas para acreditar no poder da mensagem, mas precisamente porque já apoio o que é dito. Gosto de exteriorizar as minhas convicções, e uma delas é a de que precisamos ser menos intransigentes connosco, com a nossa imagem, com as nossas ações, decisões e anseios. Precisamos de conversar connosco tal como faríamos com as pessoas que mais amamos. Precisamos de cuidar de nós da mesma forma que cuidados dos outros. Precisamos de ser os nossos melhores amigos e valorizar as nossas conquistas, superações e companhia. Porque quando somos bondosas para a única pessoa a quem não poupamos críticas nem palavras duras — nós mesmas —, tornamo-nos muito mais agradáveis, disponíveis e interessantes para com o resto do mundo.
quinta-feira, 31 de maio de 2018
As minhas roupas são histórias. Abro o meu armário e vejo cada uma delas com uma informação diferente e escondida — umas mais simples, outras mais complexas. Cada peça de roupa conta quem eu sou. No que é que eu acredito. Descreve uma parte do que é que eu considero moda e beleza. As minhas roupas dizem quem é que me inspira. O que é que é tão Inês. A minha cultura, em todas as vertentes da palavra. A minha liberdade.
As minhas roupas contam a história de como me sinto, todos os dias. Ou como está a organização da minha vida. Como encaro os eventos e ocasiões onde tenho de estar presente. Reflectem alguns traços da minha personalidade. Umas contam histórias de surpresa, de presente, de pessoas maravilhosas que pensaram em mim ao olhar para determinada peça. Outras contam histórias das minhas etapas, das minhas vitórias, das minhas tradições. Algumas contam memórias. Cada vez que as visto, uma parte de um momento que já passou regressa até mim pelo toque da forma como a roupa veste em mim, ou por um perfume, ou pela cor. Tenho peças que trazem até histórias com palavras! E outras que guardam em segredo acontecimentos que eu não tenho outra forma de recordar sem ser pela memória.
Uma peça de roupa minha traz consigo uma história. Sobre quem sou, o que faço, no que acredito, no que me inspira e sobre os momentos que fazem de mim a Inês que sou hoje. Já me desfiz de muitas histórias — porque, tal como a roupa, também elas deixam de servir — mas sei sempre que cada aquisição que entra no meu armário traz um capítulo consigo sobre tudo o que me representa.
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Quem me acompanha há algum tempo — ou convive comigo regularmente — sabe que privilegio um estilo intemporal e com pequenos toques arrojados, por vezes. Mas adoro acompanhar tendências! Estou longe de me sentir confortável neste universo da moda — porque existem conceitos e ideias que simplesmente não compreendo por ser mera utilizadora — mas gosto de observar qual o estilo que vai ganhando mais destaque ou a tendência que tem ganho fãs ao longo dos tempos. Além disso, acho que uma das minhas melhores qualidades é saber reconhecer em mim quais as tendências que resultam comigo e quais as que não foram feitas para a minha fisionomia ou gostos. Sou apologista de que devemos usar aquilo que gostamos sem medo de sermos felizes e acho importante encontrarmos a nossa identidade no que vestimos. Mas nem tudo grita o nosso nome, e é isso que quero partilhar convosco, sem represálias (respeito e compreendo qualquer pessoa que aprecie estas tendências, está bem?) Afinal de contas, isto apenas não é tão Inês.
Sapatos em bico | Quando penso em coisas inestéticas, é das primeiras peças que me vêm à cabeça. Acho que sapatos em bico não favorecem ninguém; alongam o pé, não deixam o pé nem o perfil bonito... Ainda não encontrei um modelo na minha vida inteira em que desse a mão à palmatória e confirmasse que, de facto, ali o acabamento em bico fica óptimo. Em mim? Atroz! Não me sinto bonita, não me sinto elegante, sinto-me totalmente ridícula. É sempre um drama comprar sapatos porque esta é uma tendência que não morre e que, à custa dela, já perdi muitos bons modelos. Será que podemos fazer mais sapatos arredondados ou em acabamento bailarina? Vá lá...
Sobreposição | A t-shirt ou camisola por baixo do top, macacão ou vestido é um gigantesco 'não' para mim. Há um facto que não duvido: o conforto. Sou a primeira a acreditar em todos os que me disserem que a tendência da sobreposição dá um conforto extra (especialmente para quem não se sente à vontade com decotes ou a exposição dos ombros). Só não consigo encontrar beleza, originalidade ou elegância nesta escolha e acabo sempre por me recordar dos meus treinos de basquetebol em que metade da equipa vestia um colete por cima da t-shirt para ser mais fácil identificar quem eram as adversárias. Acho que não há nada mais maravilhoso do que uma mulher segura e confiante no seu decote e sempre achei os ombros uma parte do corpo muito bonita e que vale a pena mostrar e valorizar. Por tudo isto, concluí que eu e a sobreposição não casamos.
Culottes | Tal como a tendência da sobreposição, não duvido que culottes sejam o tipo de calças mais confortável do mundo. Mas fico horrível. Não acho que se deva à minha altura — porque, embora mediana, gosto de me ver com saias midi ou vestidos mais compridos e não sinto que isso dê uma ilusão tão grande de que sou mais baixa (e não me importo se der) — mas sim ao facto de sentir que estou a vestir umas calças com três tamanhos abaixo. Como se tivesse a experimentar umas calças de corte palazzo indicadas para 12 anos. Sou muito exigente em relação às calças e aposto sempre em modelos que valorizem a minha silhueta e façam uma perna bonita, e não consigo encontrar isso numas culottes. Gosto do sentido de continuidade num par de calças e as culottes não me podem oferecer isso. Quando quero conforto e um corte que deixe um pouco dos meus gémeos e tornozelos à vista, opto uma saia.
Bobs | Quando tinha 12 ou 13 anos, achei que ficaria o máximo cortando o cabelo pelo queixo. Foi uma das decisões mais desastrosas que fiz ao meu cabelo — apenas superada quando achei que ficaria o máximo com um corte mais masculino (óptimo para o basquetebol, péssimo para a minha auto-estima) —. Muito se fala no formato do rosto para os cortes de cabelo mas a verdade é que não é o único ponto fundamental. Outros dois detalhes a reter (e estou a citar a minha cabeleireira, embora concorde) são o pescoço e o vosso tipo de cabelo. O pescoço, muito mais do que o formato do rosto, determina como o cabelo vai emoldurar a vossa cara, sabiam? O que eu aparentemente não percebia é que um cabelo liso como o meu (em que acordo como se tivesse feito um alisamento a chapa) não funciona num corte que precisa de algum volume para resultar. Foi de tal forma desastroso que tenho muitas poucas fotos dessa altura (e as que tenho, recuso-me a partilhar). Não sou propriamente fã, em geral, de Bobs muito curtos (o meu limite é a meio do pescoço) mas em cabelos lisos acho mesmo que não funciona. E em relação ao corte masculino, permitam-me partilhar esta história convosco: chorei tanto de arrependimento que o cabeleireiro nem se sentiu capaz de me cobrar pelo corte.
Bomber Jacket | Este é um facto caricato porque durante muitos anos fui bastante desportiva. Roupa que privilegiasse esse estilo era o meu good to go! E o Bomber Jacket não deixa de ser um tipo de casaco mais casual, desportivo e irreverente. Claro que já existem milhões de estilos diferentes e a tendência reinventou-se, mas nunca gostei de nenhum. O corte não me apaixona, o formato que dá ao corpo não me seduz, os estilos que aparecem nos manequins não me conquistam. No meio de tantas possibilidades de casacos e cortes, confesso que sempre olhei para Bomber Jackets com desinteresse.
Eyeliner | É quase de lágrimas nos olhos que afirmo que faço parte da microscópica percentagem de mulheres que não fica bem de eyeliner (sim, ela existe!). Demorei muito tempo a aperceber-me disto e inicialmente achava que a culpa era da técnica, ou da grossura errada, ou porque faltava colocar máscara. E ao fim de umas quantas tentativas, compreendi que é mesmo o eyeliner que não me fica bem. Já cheguei a partilhar este dilema com maquilhadoras e a grande parte é unânime: o formato do meu olho, descaído e meio 'triste' faz com que o eyeliner não consiga fazer um prolongamento bonito do olhar nem das pestanas, e as rugas de expressão que faço a sorrir também não ajudam. Não faço os típicos pés de galinha mas sim umas rugas que quase parecem aqueles olhos de Faraó e isso faz com que o eyeliner desapareça quando sorrio (a linha fica tapada pela ruga). Claro que a maquilhagem é um mundo de opções e tudo é contornável e possível com paciência e técnica, o problema é que me faltam as duas, portanto, acabo por desistir de ter um olhar de gatinha quando preciso que alguém me maquilhe. Nunca me sinto bonita nem valorizada — e era suposto isso acontecer, certo? Acho que não fui feita para ter um olhar de gata...
Uma vez mais, quero deixar claro que não tenho nada contra quem use estas tendências e que se sinta bonita com elas. Não levem a peito! Usem o que vos faz feliz, é a conclusão que quero que retirem desta publicação e que compreendam que não há problema nenhum se algumas coisas que 'funcionam para toda a gente' não funcionarem convosco. Somos únicos e isso funciona para o lado bom — conseguimos dar personalidade a uma peça de roupa que muita gente usa — e para o lado mau — nem sempre o que resulta em todos vai resultar connosco —. Partilhem comigo quais são as tendências que não funcionam convosco!
Sobreposição | A t-shirt ou camisola por baixo do top, macacão ou vestido é um gigantesco 'não' para mim. Há um facto que não duvido: o conforto. Sou a primeira a acreditar em todos os que me disserem que a tendência da sobreposição dá um conforto extra (especialmente para quem não se sente à vontade com decotes ou a exposição dos ombros). Só não consigo encontrar beleza, originalidade ou elegância nesta escolha e acabo sempre por me recordar dos meus treinos de basquetebol em que metade da equipa vestia um colete por cima da t-shirt para ser mais fácil identificar quem eram as adversárias. Acho que não há nada mais maravilhoso do que uma mulher segura e confiante no seu decote e sempre achei os ombros uma parte do corpo muito bonita e que vale a pena mostrar e valorizar. Por tudo isto, concluí que eu e a sobreposição não casamos.
Culottes | Tal como a tendência da sobreposição, não duvido que culottes sejam o tipo de calças mais confortável do mundo. Mas fico horrível. Não acho que se deva à minha altura — porque, embora mediana, gosto de me ver com saias midi ou vestidos mais compridos e não sinto que isso dê uma ilusão tão grande de que sou mais baixa (e não me importo se der) — mas sim ao facto de sentir que estou a vestir umas calças com três tamanhos abaixo. Como se tivesse a experimentar umas calças de corte palazzo indicadas para 12 anos. Sou muito exigente em relação às calças e aposto sempre em modelos que valorizem a minha silhueta e façam uma perna bonita, e não consigo encontrar isso numas culottes. Gosto do sentido de continuidade num par de calças e as culottes não me podem oferecer isso. Quando quero conforto e um corte que deixe um pouco dos meus gémeos e tornozelos à vista, opto uma saia.
Bobs | Quando tinha 12 ou 13 anos, achei que ficaria o máximo cortando o cabelo pelo queixo. Foi uma das decisões mais desastrosas que fiz ao meu cabelo — apenas superada quando achei que ficaria o máximo com um corte mais masculino (óptimo para o basquetebol, péssimo para a minha auto-estima) —. Muito se fala no formato do rosto para os cortes de cabelo mas a verdade é que não é o único ponto fundamental. Outros dois detalhes a reter (e estou a citar a minha cabeleireira, embora concorde) são o pescoço e o vosso tipo de cabelo. O pescoço, muito mais do que o formato do rosto, determina como o cabelo vai emoldurar a vossa cara, sabiam? O que eu aparentemente não percebia é que um cabelo liso como o meu (em que acordo como se tivesse feito um alisamento a chapa) não funciona num corte que precisa de algum volume para resultar. Foi de tal forma desastroso que tenho muitas poucas fotos dessa altura (e as que tenho, recuso-me a partilhar). Não sou propriamente fã, em geral, de Bobs muito curtos (o meu limite é a meio do pescoço) mas em cabelos lisos acho mesmo que não funciona. E em relação ao corte masculino, permitam-me partilhar esta história convosco: chorei tanto de arrependimento que o cabeleireiro nem se sentiu capaz de me cobrar pelo corte.
Bomber Jacket | Este é um facto caricato porque durante muitos anos fui bastante desportiva. Roupa que privilegiasse esse estilo era o meu good to go! E o Bomber Jacket não deixa de ser um tipo de casaco mais casual, desportivo e irreverente. Claro que já existem milhões de estilos diferentes e a tendência reinventou-se, mas nunca gostei de nenhum. O corte não me apaixona, o formato que dá ao corpo não me seduz, os estilos que aparecem nos manequins não me conquistam. No meio de tantas possibilidades de casacos e cortes, confesso que sempre olhei para Bomber Jackets com desinteresse.
Eyeliner | É quase de lágrimas nos olhos que afirmo que faço parte da microscópica percentagem de mulheres que não fica bem de eyeliner (sim, ela existe!). Demorei muito tempo a aperceber-me disto e inicialmente achava que a culpa era da técnica, ou da grossura errada, ou porque faltava colocar máscara. E ao fim de umas quantas tentativas, compreendi que é mesmo o eyeliner que não me fica bem. Já cheguei a partilhar este dilema com maquilhadoras e a grande parte é unânime: o formato do meu olho, descaído e meio 'triste' faz com que o eyeliner não consiga fazer um prolongamento bonito do olhar nem das pestanas, e as rugas de expressão que faço a sorrir também não ajudam. Não faço os típicos pés de galinha mas sim umas rugas que quase parecem aqueles olhos de Faraó e isso faz com que o eyeliner desapareça quando sorrio (a linha fica tapada pela ruga). Claro que a maquilhagem é um mundo de opções e tudo é contornável e possível com paciência e técnica, o problema é que me faltam as duas, portanto, acabo por desistir de ter um olhar de gatinha quando preciso que alguém me maquilhe. Nunca me sinto bonita nem valorizada — e era suposto isso acontecer, certo? Acho que não fui feita para ter um olhar de gata...
Uma vez mais, quero deixar claro que não tenho nada contra quem use estas tendências e que se sinta bonita com elas. Não levem a peito! Usem o que vos faz feliz, é a conclusão que quero que retirem desta publicação e que compreendam que não há problema nenhum se algumas coisas que 'funcionam para toda a gente' não funcionarem convosco. Somos únicos e isso funciona para o lado bom — conseguimos dar personalidade a uma peça de roupa que muita gente usa — e para o lado mau — nem sempre o que resulta em todos vai resultar connosco —. Partilhem comigo quais são as tendências que não funcionam convosco!
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
De todas as centenas de rostos mundiais, malta da Blogosfera, amigos e colegas que já vi a usarem e abusarem da tendência das mom jeans, a minha maior inspiração para procurar umas foi... precisamente a minha mãe. É uma daquelas imagens de marca que eu encontro quando passeio os meus olhos pelas suas fotografias dos anos 80. A minha mãe tinha um estilo muito descontraído, desportivo até, mas conseguia destacar o melhor de si e nunca perder a identidade nem os seus traços femininos. E as mom jeans eram, de facto, as calças da minha mãe.
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
Muitos adoram, outros odeiam, outros ainda esperam por esta época para fazer compras... Inegável, os saldos chegaram. E, sinceramente, sinto-me saturada de ver as mesmas dicas de saldos espalhadas por estas redes fora. Claro que concordo com elas e que tenho de arrumar o meu armário e ver o que tenho a mais e o que preciso antes de ir às compras. Mas cansa-me ver constantemente o mesmo tipo de dicas, ano após ano e sem partilharem o que realmente pode fazer a diferença. Então, cá estou eu a partilhar três dicas que faço questão de usar em época de saldos. Resultam comigo e nunca as dispenso, pelo que acho que merecem ser partilhadas convosco. São só três mas acho que valem pela eficácia. Vamos a isso?
| DEVOLVER E COMPRAR
Imaginem estes dois cenários; cenário a) entram numa loja que já organizou as peças para os saldos, mas que ainda não os iniciou, e finalmente encontram aqueles calções que queriam no vosso tamanho e estão com medo de, assim que os saldos começarem, ficarem sem eles.
cenário b) compraram um casaco já em saldos, mas depois apercebem-se que, na 2ª ronda de saldos, ele ficou dez euros ainda mais barato.
É para estas duas ocasiões que uso o truque de comprar e manter a etiqueta na peça de roupa e reservar o talão. A não ser num caso muito esporádico em que queira usar imediatamente a peça, eu costumo deixá-las nos sacos e aguardar uns tempos até cortar as etiquetas e deitar fora os talões. No caso de peças que realmente queira garantir que ficam no meu armário, costumo comprá-las um dia antes dos saldos e depois fazer o truque de devolver e voltar a comprar, mais barato. Existem reduções pequenas e nessas, sinceramente, não me preocupo em fazê-lo mas há alturas em que me sinto totalmente 'roubada' por retirarem 10 ou até 20 euros ao preço que adquiri e, aí sim, faço questão. Se o vosso talão for de compra e não de troca, podem reaver o dinheiro da diferença e garantir que pagam sempre o preço mais barato ou que conseguem ter a peça no armário antes dos saldos mas a pagar preço de saldo. Têm sempre trinta dias.
| PROVA DE LAVAGEM
O mais típico nesta época é encontrarmos Cinderellas: peças únicas, precisamente no nosso tamanho e que nos ficam a matar. É como se tivessem à nossa espera o tempo todo. O sonho termina quando olhamos para ela e reparamos que tem uma mancha de base de uma miúda descuidada ou aquelas manchas escuras que nos dissuadem de adquirir a peça. Por vezes, é de deixar o coração despedaçado porque adoramos muito a peça, não existe mais nenhuma e queremos tanto levá-la... Mas temos medo que a mancha não saia e não queremos arriscar.
É nestas ocasiões que existe a prova de lavagem. Quando estiverem a efectuar o pagamento da peça que está suja, indiquem esse pormenor ao funcionário e solicitem um talão com prova de lavagem. Este talão permite que vocês tentem lavar a zona suja e, se não conseguirem removê-la, podem devolver. Caso consigam, já está pago e podem ser felizes com a vossa adorada peça.
Claro que exige cuidado. Não podem colocar a peça na máquina, nem cortar ou danificar a etiqueta de papel. Apenas podem lavar a zona suja mas, se gostam muito da roupa e era mesmo o que queriam, vale a pena experimentarem, já que não têm nada a perder. Só costumo fazer isto em casos muito específicos (em que não posso mesmo arranjar outra peça e é mesmo o que quero, especialmente porque raramente as roupas assentam-me bem ou existem os meus tamanhos) e, até agora, nunca tive qualquer problema.
| ONLINE SEM DESILUSÕES
Foram a uma loja e encontraram um casaco preto, lindo, no tamanho M mas, ao experimentarem, concluem que talvez o tamanho S ficasse melhor. O problema é que já só existem tamanhos S nos casacos de cor branca. Experimentem o casaco branco no tamanho S — porque o que querem verificar é se, realmente, o tamanho está bom para vocês — e encomendem online o casaco preto no tamanho S. Esta é a minha forma de comprar online peças que não encontro em loja com a garantia de que, quando chegarem, não apanho a maior das desilusões e arrependimentos — porque eu já sei que aquele é o meu tamanho e já sei como é o tom, de verdade —. Hoje em dia, a maior parte das lojas já tem pagamento através de transferência bancária (pagamento mais simples é impossível) e existe sempre a opção de entrega em loja, gratuito e que permite que não paguem mais do que o valor da vossa peça. Não há como falhar!
Têm outras dicas que quase nunca aparecem em lugar nenhum? Partilhem nos comentários! Vamos tornar as nossas compras mais inteligentes (e baratas), juntos!
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
No dia do meu aniversário, desafiaram-me a abraçar o meu lado mais fashionista e registar o visual escolhido através da fotografia. Não é a estreia ou o nascimento de uma rubrica, mas recebo imensas vezes — especialmente pelos Favoritos — pedidos para que partilhe mais vezes a forma como conjugo as peças que tanto falo e recomendo. Além disso, diverti-me muito com a minha guia, portanto, porque não mostrar-vos como me expresso no vestuário, no dia-a-dia? Alinham nesta publicação atípica?
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Uma das melhores provas de que crescemos e transcendemo-nos é nos nossos desejos de vestuário. Vamos aperfeiçoando os nossos gostos, vamos ganhando desejos mais complexos, estilos que nos identificam mais e que não agradam o mundo inteiro. A prova disso na minha existência foi esta mala. Para mim, as malas tinham de ter uma certa monotonia no que toca a cores. Os padrões eu evitava e adorava que fossem de uma só cor, sem grandes variações. Para ser sincera, ainda gosto desta particularidade, a diferença é que não sou tão radical como seria há uns anos atrás.
Quando vi a Shopper Nolita babei. De todas as formas possíveis eu e Nolita trocámos olhares e promessas de amor. Mas não a levei logo para casa. Namorei-a, namorei-a mais um bocadinho... E num final de dia de trabalho, em que precisava de um miminho e de um boost de confiança, orgulhosa de mim depois de toda a poupança que o início de estágio me garantiu, decidi levá-la para casa. E é tudo o que idealizei nesta relação.
Discreta na medida certa, intemporal se eu desejar, com um toque suave de arrojado com os padrões. Para mim, se já achava a cor acastanhada um elemento vencedor, o padrão sem dúvida que lhe dá a graça final e a irreverência. O pormenor dos fechos laterais (que posso fechar se algum dia o padrão e eu nos chatearmos), da bolsinha com a carteira à vista e da bolsa no interior da mala onde posso guardar as coisas (e transferir muito mais facilmente toda a tralha da mala quando quiser mudar, é só pegar na bolsa e metê-la no interior de uma outra mala) e ainda usá-la como segunda mala através da corrente conquista-me todos os dias. É prática, maleável, guarda todos os pertences que preciso no dia-a-dia e complementa-me em qualquer altura. Eleva-me a auto-estima, a confiança no andar e até ilumina os dias em que tenho de apanhar Metro. Só ainda não trabalha por mim às Sextas-feiras nem faz refeições. Mas acredito que, com o tempo e com o ganhar da confiança nesta relação, a gente chegue lá. Obrigada Nolita, por me fazeres sentir incrível.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Uma tradição que não me recuso a fazer na Passagem de Ano: estrear um conjunto de roupa interior nova. Por nenhuma outra razão senão sentir-me incrível e ter mais um conjunto giro para a gaveta!
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Mesmo que sejamos as pessoas menos materialistas do mundo, um ano não se faz sem coisas preciosas que nos ajudam a torná-lo mais fácil, simples, embelezado ou cheio de bons momentos. Produtos que nos acompanharam durante todos estes dias do ano e não nos falharam, descobertas e fizeram os nossos meses brutais durante vinte e quatro horas seguidas, coisas que sem elas, iríamos sentir-nos desamparados. É este o top que quero trazer, os produtos e coisas que, em 2015 não arredaram das minhas rotinas felizes! Mais uma vez, tudo estará disposto em ordem alfabética! Aquilo que for possível vai estar ilustrado clicando nos títulos dos produtos.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
terça-feira, 28 de julho de 2015
domingo, 26 de julho de 2015
sexta-feira, 24 de julho de 2015
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| O estampado é este |
Os meus melhores achados de saldos acontecem-me quando não vou com intuito de fazer saldos. O meu objectivo era bastante diferente, mas lá acabei por dar uma vista de olhos à Pull & Bear e vi-a sorrir para mim automaticamente. Durante toda a Primavera, era uma chuva de bloggers e de contas no Insta com aquela camisola do Keith Haring, uma tinha, mais cinco compravam. Eu também a achava linda, sem dúvida, mas para os objectivos que tinha com ela (treinar ou ficar por casa em dias mais frios) o preço não era compatível (quase 24 euros).
Eis que fui sem esperança nenhuma ver a etiqueta e ela a sorrir-me, com o meu tamanho (a única) a 7,99 euros! Eu imagino o melão que as 300 bloggers que andaram a comprá-la a correr devem ter ficado ao verem esta menina agora à venda nos saldos a mais de metade do preço. Confesso que fiz um sorriso malévolo e que corri para os provadores para a experimentar e aqui está ela em casa na certeza de que vai servir perfeitamente para todos os planos que tenho com ela. Não conto usá-la muito no Verão a não ser ficar no fundo da minha cestinha de praia para Santa Cruz depois das oito da noite (vocês são suicidas ou turistas se vão para Santa sem levar sweat e pára-vento). Mas para camisola depois das corridas ao final do dia ou para ficar por casa com umas calças de treino bem confortáveis e umas meias fofas, serve perfeitamente, até porque eu adoro ter as camisolas com as bonecadas e as coisas fofinhas na vestimenta de casa. Ou então posso usá-la naquela altura de desistência da vida nas frequências, em Novembro. Tem muitas utilidades e acho que foi um negócio incrível.
É a prova de que aquela frase de "Deixa-a ir, se ela te ama vai voltar" é mesmo verdade. No fundo, sempre pertencemos uma à outra.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Eu tenho esta ideia conspiradora de que, quando estão a planear a planta e arquitectura das lojas, há esta conversa:
«-Muito bem, o espaço o mais aberto possível, com paredes largas para todos os artigos de roupa, prateleira para as malas, bancos perto do calçado para experimentarem os sapatos e julgo termos o essencial.
-E quanto aos provadores?
-Quanto aos provadores, este é o objectivo: um cubículo, o mais apertado possível para que o nariz das miúdas bata no espelho, espelho esse que tenha um efeito distorcido, de forma a que se ela se agachar e voltar a subir vá ganhando e perdendo 5kg pelo caminho através do reflexo. Luzes sinistras que façam sombras estranhas, realcem celulite que não existe e mostre os pêlos que ainda estão a nascer e não se vêem em público. Ah, e um cabide. Vamos rir da forma como elas tentam pôr as seis peças (e a ficha do nº de peças) num só cabide mais a roupa que vão despir gargalhada maléfica conjunta»
Bom, talvez esteja só na minha cabeça, mas a verdade é isto que eu penso quando vou comprar roupa e me vejo no quarto do primeiro livro do Harry Potter com uma luz que me faz parecer um monstro. É uma clara razão para não comprar a roupa porque saio de lá com a auto-estima mais enterrada que o metropolitano de Lisboa.
Já houve alturas em que não sabia se havia de levar um par de calções porque as luzes dos provadores faziam-me questionar até se devia mostrar estas pernas em público. Ou braços. Ou cara. Ou existência. Mas depois arrisquei e voltei a experimentar em casa. Eis senão quando, a luz natural e espelho normal volto a olhar e a dizer "Wow! Será que fiz photoshop em mim própria?!"
Na verdade, não percebo. As lojas não têm nada a ganhar em pôr as mulheres a parecer tartarugas mutantes, muito pelo contrário. Mas ainda bem que, por outro lado, assim é. Por muito malvados que sejam os provadores, a verdade é que chego a casa e o primeiro pensamento que me vem ao espelho depois da recordação não muito amistosa do espelho do provador é "que brasa que és miúda". É que qualquer pessoa é uma brasa-brasa quando chega a casa e apaga da memória o seu reflexo no provador.
E a nossa auto-estima volta aos picos. Até os saldos começarem. É ou não é assim meninas?
sábado, 13 de junho de 2015
Não sou uma pessoa muito feminina numa quantidade gigantesca de detalhes e normalmente a minha mala está sempre cheia de comida. Se me virem na rua, a não ser que tenha a, segundo o meu namorado, minha imagem de marca que é uma mochila castanha às costas, as minhas preferências de mala são sempre grandes, não porque guarde o mundo inteiro lá dentro mas porque preciso para levar para a Faculdade com a lancheira do almoço lá dentro e ainda as pastas de casos clínicos, dá jeito para não ter trezentas coisas na mão.
Mas agora que fiz uma limpeza e tirei de lá as coisas típicas que uso no Inverno (luvas, um termo para levar chá) e ficou tudo muito mais arranjadinho, pensei porque não?
Levo comigo a minha agenda para todo o lado porque é mesmo o meu disco externo que se lembra de compromissos inadiáveis e de datas que nem ao Diabo lembraria se não as apontasse e tenho também um bloquinho vermelho mais especial onde faço anotações de coisas que me inspiram. Tenho ainda duas bolsinhas, a de Londres e uma transparente do Mickey onde levo os batons do cieiro todos, os brufens alheios, soro (o pessoal das lentes e dos dramas todos oculares percebe bem este essencial), escova de dentes portátil, lenços de papel... Tenho sempre esta tralha toda comigo! As carteiras, o telemóvel e as chaves de tudo basicamente, com aquele chinelo que já tem imensos anos para me fazer lembrar o Verão. No fim ainda um pacote de bolachas Maria com a dose certa de pão e equivalentes. Este pacote nem é tanto para fazer de lanche porque eu como bem mais que esta dose mas eu faço questão de ter sempre algo comestível na mala eternamente (de preferência doce e rápido de comer) para uma possível emergência, um ataque de fome provocado por muitas horas sem comer ou se alguém precisar e se sentir mal. Enfim, ossos de nutricionista! Uma coisa que não está aqui mas que vai sempre comigo também é uma garrafa de água, é infalível e geralmente fica na lancheira e pastilhas, mas como só as costumo ter em alturas de stress, já não estão aqui.
E vocês, que levam nas malunfas?
domingo, 15 de março de 2015
Sou muito mais vaidosa no Verão ou no final da Primavera, quando o calor começa a ser constante. Adoro as colecções, adoro ver e experimentar roupa (coisa que normalmente não gosto noutras épocas do ano). Gosto das blusinhas e t-shirts e tops com um determinado estilo e combiná-los com calções e as trezentas sandálias e biquínis por baixo, penteados frescos. O Verão deixa-me mais descontraída e feliz mas, sem dúvida, mais vaidosa também. Não dispenso ter roupas giras na época em que deixo de ter a cor de delícia do mar.
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