Dei as boas vindas a 2018 com um abraço apertado da Bia e do Diogo e com uma súbita energia e motivação que julgava ter-se esgotado em 2017. 'Vai ser o nosso ano!', gritámos. Não foi, para mim. Mas não deixou de ser bom.
No começo do ano, agarrei em toda esta última carga de motivação e decidi que iria mesmo cumprir os objetivos que não tinha conseguido realizar em 2017 e cumpri um por um. Não no tempo que julgava — esperava ter conseguido realizar tudo mais depressa — e muitos deles cumpriram-se de uma maneira diferente do que a que expectava, mas sei que, no final de contas e se mantive os meus valores, o que importa é ter cruzado as metas.
2018 foi um ano paradoxal porque, se por um lado tive momentos alucinantes, angustiantes e frustrantes, por outro tive alguma estabilidade em certas esferas pessoais e sei que isso foi fundamental para ter encarado o ano com outra disposição.
Li muito, conheci novos restaurantes e sabores, vi uns quantos filmes incríveis, fui a formações, disse que sim a planos giros, escolhi presentes especiais e contrariei a minha inaptidão culinária. Porém, foi um ano que também trouxe baldes de água fria gelados que me abateram, entristeceram e pioraram a minha ansiedade. No entanto, não são estes que quero destacar.
Celebrei o Carnaval, pela primeira vez, de forma contida e sem grandes euforias, viajei muito por Portugal e vi Neve na Serra da Estrela, conheci Coimbra pela primeira vez — e regressei lá pouco tempo depois —, estive um fim de semana em Braga, tive um verão de sonho em Tróia e no Souto e fiz duas visitas flash a Aveiro e ao Porto — uma delas para realizar uma tarefa importante que resultou num e-mail maravilhoso que recebi agora, no fim do ano e que vai transformar o meu 2019. Confesso que estou com medo de não adorar mas estou preparada e feliz porque foi um dos maiores objetivos que queria ter cumprido este ano e consegui.
Foi um ano blogosférico onde investi muito no Bobby Pins e recolhi os frutos. Celebrei quatro anos de Bobby Pins e dez de blogosfera. Fui finalista do Bloggers' Open World Awards 2018 graças a vocês e fui à entrega de prémios, o meu primeiro evento na qualidade de blogger. Fui seleccionada como Embaixadora da Open World Travelers da momondo. Editora de Cultura da Nude Magazine. E, pelo meio, saí numa entrevista do Público e escrevi em parceria com o Lisboa Cool. Tudo conteúdos que tive muito orgulho em produzir.
Conheci a Lyne, Leonor, Carolina, Margarida e Joaninha e troquei postais muito especiais. Andei de kart pela primeira vez e concluí que não é uma modalidade feita para mim. Fiz limpeza ao meu armário, produtos e às minhas plataformas digitais. Celebrei o aniversário das pessoas que estimo com tanto ou mais entusiasmo que os próprios. Vi, finalmente, The Script ao vivo junto do Rui e da Catarina, vi Carolina Deslandes ao vivo e o assisti ao João a cantar num palco. No campo das habilidades, aprendi a comer com pauzinhos, aprimorei as
minhas habilitações em nutrição desportiva, continuei a minha rotina de
treino regular e apanhei o bouquet da Joana.
Fui à Noruega e conheci Oslo e Tromsø, duas cidades completamente distintas mas que, através delas, consegui conhecer as duas facetas principais do país. Caminhei por Oslo como se pertencesse à cidade — uma sensação que nunca vou esquecer — e vi o Sol da Meia Noite e Fiordes em Tromsø.
No meio da rotina, encontrei sempre tempo para o que e quem realmente importava e isso resultou em momentos inesquecíveis e especiais. Não perdi o medo do dentista mas perdi o de mergulhar na água à noite.
Celebrei o meu aniversário com dois jantares tranquilos e muito necessários para recarregar energias e pensar em novos sonhos e fui mais honesta comigo mesma. Já não tenho medo de afirmar certos objetivos em voz alta, mesmo que sejam muito difíceis de atingir e pouco imediatos. Também já não tenho vergonha de verbalizar as coisas que falharam ou as minhas crises mais difíceis — bom, talvez ainda tenha muita vergonha, mas já compreendi que verbalizar traz-me mais estabilidade do que guardar para mim e enfrentar tudo sozinha.
2018 foi um ano de muitos desafios, mas senti-me sempre apoiada por todos os que me rodeavam e isso foi essencial. Sentir que todos os que me querem bem acreditaram nos meus sonhos, ideias e caminhos foi muito importante para não baixar os braços nas dificuldades e para receber suporte na hora em que tive de me posicionar e defender.
Não foi um ano perfeito e não trouxe alguns dos sonhos que ainda gostava de ver realizados, mas isso só prova que tenho de continuar a correr para os conseguir alcançar e que, de uma forma ou de outra, lá chegarei. Foi o ano necessário. Não teve todas as respostas mas ensinou-me outras tantas lições.
Não termino 2018 tão exausta e desmotivada quanto 2017, de longe. Mas olho para 2019 com uma certa apreensão e com muitas dúvidas que sei que vão ser esclarecidas ao longo dos meses que aí vêm. Sinto-me incerta, insegura e sem grandes expectativas. Veremos o que ai vem. Mas o que for, que seja gentil e fantástico.
Desejo a todos os meus leitores um 2019 extraordinário. Mesmo, de coração. Que seja o vosso ano, de verdade. Envio um abracinho apertado a cada um, com toda a força e motivação do mundo. Vai correr tudo bem.





