segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

2018 || Retrospetiva

 

Dei as boas vindas a 2018 com um abraço apertado da Bia e do Diogo e com uma súbita energia e motivação que julgava ter-se esgotado em 2017. 'Vai ser o nosso ano!', gritámos. Não foi, para mim. Mas não deixou de ser bom.

No começo do ano, agarrei em toda esta última carga de motivação e decidi que iria mesmo cumprir os objetivos que não tinha conseguido realizar em 2017 e cumpri um por um. Não no tempo que julgava — esperava ter conseguido realizar tudo mais depressa — e muitos deles cumpriram-se de uma maneira diferente do que a que expectava, mas sei que, no final de contas e se mantive os meus valores, o que importa é ter cruzado as metas.

2018 foi um ano paradoxal porque, se por um lado tive momentos alucinantes, angustiantes e frustrantes, por outro tive alguma estabilidade em certas esferas pessoais e sei que isso foi fundamental para ter encarado o ano com outra disposição.

Li muito, conheci novos restaurantes e sabores, vi uns quantos filmes incríveis, fui a formações, disse que sim a planos giros, escolhi presentes especiais e contrariei a minha inaptidão culinária. Porém, foi um ano que também trouxe baldes de água fria gelados que me abateram, entristeceram e pioraram a minha ansiedade. No entanto, não são estes que quero destacar.

Celebrei o Carnaval, pela primeira vez, de forma contida e sem grandes euforias, viajei muito por Portugal e vi Neve na Serra da Estrela, conheci Coimbra pela primeira vez — e regressei lá pouco tempo depois —, estive um fim de semana em Braga, tive um verão de sonho em Tróia e no Souto e fiz duas visitas flash a Aveiro e ao Porto — uma delas para realizar uma tarefa importante que resultou num e-mail maravilhoso que recebi agora, no fim do ano e que vai transformar o meu 2019. Confesso que estou com medo de não adorar mas estou preparada e feliz porque foi um dos maiores objetivos que queria ter cumprido este ano e consegui.

Foi um ano blogosférico onde investi muito no Bobby Pins e recolhi os frutos. Celebrei quatro anos de Bobby Pins e dez de blogosfera. Fui finalista do Bloggers' Open World Awards 2018 graças a vocês e fui à entrega de prémios, o meu primeiro evento na qualidade de blogger. Fui seleccionada como Embaixadora da Open World Travelers da momondo. Editora de Cultura da Nude Magazine. E, pelo meio, saí numa entrevista do Público e escrevi em parceria com o Lisboa Cool. Tudo conteúdos que tive muito orgulho em produzir.

Conheci a Lyne, Leonor, Carolina, Margarida e Joaninha e troquei postais muito especiais. Andei de kart pela primeira vez e concluí que não é uma modalidade feita para mim. Fiz limpeza ao meu armário, produtos e às minhas plataformas digitais. Celebrei o aniversário das pessoas que estimo com tanto ou mais entusiasmo que os próprios. Vi, finalmente, The Script ao vivo junto do Rui e da Catarina, vi Carolina Deslandes ao vivo e o assisti ao João a cantar num palco. No campo das habilidades, aprendi a comer com pauzinhos, aprimorei as minhas habilitações em nutrição desportiva, continuei a minha rotina de treino regular e apanhei o bouquet da Joana.

Fui à Noruega e conheci Oslo e Tromsø, duas cidades completamente distintas mas que, através delas, consegui conhecer as duas facetas principais do país. Caminhei por Oslo como se pertencesse à cidade — uma sensação que nunca vou esquecer — e vi o Sol da Meia Noite e Fiordes em Tromsø.

No meio da rotina, encontrei sempre tempo para o que e quem realmente importava e isso resultou em momentos inesquecíveis e especiais. Não perdi o medo do dentista mas perdi o de mergulhar na água à noite.

Celebrei o meu aniversário com dois jantares tranquilos e muito necessários para recarregar energias e pensar em novos sonhos e fui mais honesta comigo mesma. Já não tenho medo de afirmar certos objetivos em voz alta, mesmo que sejam muito difíceis de atingir e pouco imediatos. Também já não tenho vergonha de verbalizar as coisas que falharam ou as minhas crises mais difíceis — bom, talvez ainda tenha muita vergonha, mas já compreendi que verbalizar traz-me mais estabilidade do que guardar para mim e enfrentar tudo sozinha.

2018 foi um ano de muitos desafios, mas senti-me sempre apoiada por todos os que me rodeavam e isso foi essencial. Sentir que todos os que me querem bem acreditaram nos meus sonhos, ideias e caminhos foi muito importante para não baixar os braços nas dificuldades e para receber suporte na hora em que tive de me posicionar e defender.

Não foi um ano perfeito e não trouxe alguns dos sonhos que ainda gostava de ver realizados, mas isso só prova que tenho de continuar a correr para os conseguir alcançar e que, de uma forma ou de outra, lá chegarei. Foi o ano necessário. Não teve todas as respostas mas ensinou-me outras tantas lições.
Não termino 2018 tão exausta e desmotivada quanto 2017, de longe. Mas olho para 2019 com uma certa apreensão e com muitas dúvidas que sei que vão ser esclarecidas ao longo dos meses que aí vêm. Sinto-me incerta, insegura e sem grandes expectativas. Veremos o que ai vem. Mas o que for, que seja gentil e fantástico.

Desejo a todos os meus leitores um 2019 extraordinário. Mesmo, de coração. Que seja o vosso ano, de verdade. Envio um abracinho apertado a cada um, com toda a força e motivação do mundo. Vai correr tudo bem.

domingo, 30 de dezembro de 2018

2018 || TOP18 Palavras




Amor: No meio do caos, das boas e más notícias, da rotina alucinante ou mais tranquila, estive sempre rodeada de amor das mais variadas formas. Encontrei sempre com quem celebrar as minhas vitórias e um ombro para chorar quando não queria ficar triste sozinha. Recebi visitas que quebraram a rotina e planos que fizeram a semana. E uma quantidade imensurável de apoio nas minhas ideias e caminhos. No final, é isto que importa; o meu ano esteve longe de ser perfeito e feliz, mas eu estive acompanhada das pessoas certas que me fizeram sempre lembrar que não estou só e que o mundo é mesmo colorido.

Audácia: 2018 foi o ano em que me permiti a ser mais audaz e a dizer mais vezes 'porque não?' As palmas das mãos continuaram geladas, o medo de falhar não diminuiu, a sensação de poder estar a ser ridícula continuou presente e as inseguranças atacaram sem piedade, mas não deixei de tentar e ver até onde podia chegar. Levei muitos 'nãos', é certo, mas foi, também, muito recompensador. Consegui muitos momentos de conquista maravilhosos que não teriam acontecido se eu não tivesse atirado o barro à parede. Ninguém acredita mais em nós do que nós próprios e isto não é banha de cobra, é facto. Por vezes, temos de ser nós a dar a cara — mesmo que a possamos quebrar — e transformar as oportunidades que andam por aí em oportunidades feitas para nós.

Blogosfera: Julgo que sempre fui bastante interativa na blogosfera mas acho que 2018 foi, definitivamente, o ano em que mais afirmei as minhas relações offline. Conheci a Lyne, a Leonor, a Carolina, a Cherry e a Joaninha. Os meus encontros com elas foram todos incríveis e é extraordinário observar como o offline, embora estranho num primeiro contato, aproxima-nos tanto, mais do que o online. É incrível olhar para Braga e não ver mais uma cidade do norte e sim a residência de três pessoas que estimo muito. Onde mora a doçura da Joaninha, com quem falo milhares de vezes, onde mora a minha amiga Cherry, sempre atenciosa comigo e onde mora a minha incrível e corajosa Carolina, no seu sofá cor-de-rosa. É incrível poder conhecer os sonhos da Leonor pela sua voz e ouvir os relatos de viagem da Lyne antes mesmo de ela os ter escrito. É especial. Digo-o de coração e elas sabem-no.

Bloggers' Open World Awards 2018: Em Maio, marquei presença no evento em que eu menos esperava participar: a entrega de prémios do concurso Bloggers' Open World Awards 2018, da momondo. De entre todos os candidatos, o Bobby Pins foi o único blog generalista a conseguir consagrar-se finalista e, tendo em conta a dimensão e o conteúdo de muitos dos candidatos, eu senti-me muito grata e orgulhosa. Foram os votos únicos de tantas pessoas — nem consigo imaginar! — que me permitiram estar ali. Ver tanta gente a acreditar em mim e no meu trabalho foi um dos momentos mais emocionantes do meu ano e que irei recordar com carinho, sempre. Se me contassem que tudo isto iria acontecer, no ano passado, eu teria rido.

Bobby Pins: A minha dedicação para com o Bobby Pins, julgo eu, está à vista de todos. Independentemente das minhas rotinas, imprevistos e surpresas, viagens, boas e más notícias, vida corrida ou mais tranquila, escrevi com assiduidade nesta página e não deixei os meus leitores na mão. Mantive o conteúdo frequente e diversificado, que foi sempre o meu compromisso e, claro, colhi frutos muito especiais. Termino este ano com a sensação de missão cumprida mas com os olhos postos em 2019 e uma vontade de melhorar ainda mais e de chegar mais longe. Vêm comigo?

Concertos: The Script, Carolina Deslandes e o concerto do João. Foram os meus highlights musicais deste ano e que recordo com muito carinho e saudade. Em Março, depois de tantos desencontros, finalmente consegui ver The Script ao vivo e foi maravilhoso, como sempre imaginei.
Já partilhei convosco que o álbum Casa foi um dos favoritos do ano e poder ouvi-lo ao vivo foi espectacular. Achei a Carolina artística, autêntica e doce. Foi um daqueles concertos em que sentimos que estamos a conversar com o artista. Excepcional.
Deixei o melhor para o fim, o concerto do João. Foi emocionante vê-lo ali em palco e de sorriso rasgado quando me encontrou na plateia. Se ainda não perceberam que sou uma prima galinha, acho que não restam dúvidas.

Desafios: 2018 foi um ano em que quis investir em novos conhecimentos e experiências. Prossegui com a minha aprendizagem em alemão, fui a formações que nada têm a ver com a minha área de formação, aprendi novas competências em áreas nutricionais, fui ao Noites no Observatório para consolidar algumas das minhas leituras sobre astrofísica. Aderi a tudo o que podia e que sabia que tinha competência para aprender e aplicar. Muita gente me questionou por que razão fazia tanta coisa diversificada se nada tinha a ver com nutrição. E a minha resposta foi sempre a mesma: porque é redutor. Porque não sou apenas o meu curso e a minha área, muito menos esse interesse. Porque quero ter outras valências e conhecimentos. Em 2018, tive de explicar a muita gente que nem sempre uma experiência ou formação tem de servir para figurar no C.V ou como cartada para jogar numa entrevista de emprego. Por vezes, é tão simples quanto isto: querer saber fazer. Investir em nós já devia ser justificação suficiente.

Escapadinhas: Sinto que aproveitei excepcionalmente bem os meus fins-de-semana, especialmente com as nossas escapadinhas. Decidimos comemorar o nosso aniversário entre guerras de neve na Serra da Estrela, passeei sem destino e de máquina na mão por Coimbra, passei uma noite maravilhosa no Bom Jesus, regressei ao Porto, tive uns dias de puro descanso e aventura no Souto e visitei duas vezes a minha cidade do coração. Pelo meio, muitas memórias inesquecíveis, fotografias especiais e recomendações incríveis para vocês. Difícil será bater este nível, em 2019, e escolher novas escapadinhas. Aceitamos sugestões de lugares neste Portugal fora que não podemos perder — embora já conheçamos quase todos os distritos do país.

Fiordes: 2018 foi, também, o ano em que vi, pela primeira vez, fiordes — montanhas com um braço de mar entre elas. É uma imagem imponente, de perder de vista e que nos reduz a seres insignificantes perante a magnitude do que estamos a observar. O passeio de barco que demos para ver estas paisagens maravilhosas está gravado ao pormenor na minha memória e dificilmente o esquecerei.

Frustração: Estes 12 meses não foram fáceis, não só para mim mas também para as minhas pessoas, o que me deixou com uma sensação ainda maior de inutilidade e impotência — eram más notícias que fugiam do meu controlo. Embora tenha pegado em mim e tenha decidido que queria cumprir objetivos que não tinha conseguido atingir em 2017, não foi tudo perfeito e tive de lidar com muitas ocasiões e momentos da minha vida de pura derrota ou injustiça — comigo e com os meus. O mundo profissional encaixa-se aqui na perfeição — embora não seja o único — e talvez seja por isso que ainda não o exponho muito. Não está a ser um percurso fácil — nem justo — pelo que tudo está à flor da pele e não consigo ver com clareza, ainda, muitas das situações, reuniões ou discussões que tive de passar para defender os meus direitos básicos, para ter condições mínimas de trabalho ou ter de viver rotinas alucinantes como enriquecedoras ou positivas — lá chegarei. No meio de todo o caos e de toda a minha luta, há algo de que me orgulho sempre e que me deixou dormir em paz, todos os dias: nunca baixei os braços e a minha ética não vive só no papel.
É difícil conviver com esta frustração nos ombros e ainda observar inúmeros acontecimentos tristes se abaterem nas pessoas que amo e que nada o mereciam. Foi um ano penoso.

"Horrível": Este ano é a derradeira prova de que a nossa auto-estima, confiança e amor próprio são caminhada constante sem meta. Desde 2015 que tenho vindo a abordar com mais frequência a temática da auto-estima e já observaram, pelo Bobby Pins, várias etapas da caminhada. Umas mais felizes e vitoriosas do que outras. Se em 2017 — embora tenha sido um ano péssimo — eu sentia-me mais confiante e feliz comigo, 2018 teve o caminho oposto e fui-me abaixo. Consigo ser racional o suficiente para saber que muito disto se deve às coisas que não consegui concretizar noutras esferas pessoais e que se manifestaram em baixa auto-estima, mas não deixa de ser uma pequena derrota penosa. Custa-me saber que o meu Instagram esteve mais vazio da minha cara porque não me sentia bonita, custa-me ter de admitir que a palavra que mais disse a mim mesma, este ano, foi 'horrível'. 'Estou horrível', 'Estou monstruosa', 'Sou horrível', 'Tudo o que faço é horrível', 'Este trabalho ficou horrível', 'Sou horrível a fazer isto'. Horrível, horrível, horrível. Em 2018 eu fui a pessoa que mais me magoou e isso deixa-me muito triste porque, na verdade eu sei que estou exactamente igual aos anos anteriores: a cara, o corpo, o comportamento. Mas eu senti-me feia, pouco confiante, inútil e monstruosa. Resta-me pedir desculpa, porque jamais trataria assim ninguém. Então porque fiz isto comigo?

Limpeza: Em Fevereiro, decidi fazer uma limpeza enorme, não só no armário e nos meus produtos mas também no digital — estes dois últimos, uma estreia. Rever as minhas roupas é algo que faço com muita regularidade e além de me desfazer de mais de 30 peças de roupa, mais de metade do que tinha na casa de banho não tinha qualquer utilidade e deixou esta divisão muito menos destralhada e harmoniosa. A limpeza digital era absolutamente necessária e tudo foi revisto a pente fino: os meus 'amigos' no Facebook, os meus gostos, as minhas prioridades no feed, quem eu seguia no Instagram e que realmente gostava do conteúdo. Esta limpeza no início do ano foi fundamental para caminhar por 2018 com menos tralhas e mais leve para abraçar outras coisas mais interessantes e relevantes.

Neve: Quando lhe disse que já não via neve há 18 anos, ficou imediatamente decidido como iríamos passar aquela data especial. Ver a Torre da Serra da Estrela repleta com um manto branco de neve fez os meus olhos brilhar e o meu espírito de criança reacender — será que alguma vez se apagou?
Ele arranjou um arsenal completo para que toda a minha experiência fosse inesquecível, enchendo a bagageira com fatos de neve e uma prancha para fazer sku. Foi lá que fiz anjos de neve, o meu primeiro boneco de neve e passeei pelos campos gelados. Ainda hoje recordo tudo com um sorriso aberto.

Noruega: Foi a minha viagem de 2018 e a sensação de concretização de algo muito longínquo. Não esperava pisar este país tão cedo, mas vivi cada segundo com muita alegria. Oslo e Tromsø foram os nossos dois destinos e embora sejam dramaticamente diferentes um do outro, foi incrível poder conhecer a Noruega através de dois perfis. Senti que pertencia aquele lugar, mesmo com o clima desencorajador e deprimente. Acho que seria muito feliz por lá.

Sinceridade: Uma coisa que me atormentou muito, durante anos, foi as pessoas ao meu redor não se aperceberem de que sofria de ansiedade. Não a comum, a doença. Passei por várias fases; umas vezes julguei que era falha de quem me rodeava e não prestava atenção. Mas, sinceramente, a falha sempre foi minha — em vários aspetos — porque ninguém adivinha o que não deixarmos à vista. E a minha ansiedade não está estampada na testa nem eu permito que se manifeste demasiado em público, mesmo que seja com os amigos de sempre. Podia estar exausta e totalmente derrotada, mas continuava a dizer piadas, a rir, a ser ativa e participativa em todos os encontros. Ninguém suspeitava.
O meu pedido não era — nem é — de ajuda e não acho que as nossas pessoas sejam centros de reabilitação emocional, mas chegou uma altura em que era muito difícil, para mim, contextualizar as minhas novidades ou acontecimentos sem que eles tivessem consciência de que trago este monstro de merda comigo e fui muito mais aberta com o assunto. Não quero que me dêem palmadinhas nas costas — e eles sabem — mas quero que este detalhe sobre mim — que não me define mas, infelizmente, faz parte de mim — seja finalmente encarado por quem gosta de mim e seja naturalizado (não vulgarizado). Quero que me compreendam e não que me tentem curar o incurável. Quero que saibam que existe em mim e que tenho muita vergonha dele. Este foi o ano em que disse abertamente 'estou exausta', 'estou triste', 'estou numa fase muito má'. Foi o ano em que inclui nas minhas conversas que chorei desesperadamente, que tive uma crise, que estive mal. Não o 'estive mal' das coisas tristes que vão acontecendo. O 'estive mal' da minha ansiedade a manifestar-se. E foi o ano em que expliquei muitas vezes o que era ansiedade para as pessoas que gostava. O que sentia, como sentia e como estava conformada que iria conviver comigo para sempre. Não sei se isso me transformou numa pessoa menos alegre, entusiasta e enérgica aos olhos das minhas pessoas — sinceramente, creio que não — mas permitiu-me a ser uma pessoa mais honesta com quem o merecia, da minha parte. Deixei de fazer piadas para disfarçar ou evitar falar que estava mal. Deixei de ter vergonha de dizer que também choro, que estou mal e que, às vezes, não sou forte. E isso foi libertador.

Sol da Meia Noite: Definitivamente, o fenómeno do meu ano, que tive o privilégio de observar em Tromsø e que não me permitiu observar auroras boreais. Um fenómeno que impede que a noite caia e que estagna o Sol quando se põe, para o erguer de novo, no espaço de uma hora. O tempo só nos permitiu ver o pôr e nascer do Sol a céu limpo num dia — os restantes estavam nublados — mas foi um momento dourado e luminoso como nunca antes vi — nem mesmo nos dias mais dourados de Lisboa. Agora gostava de experimentar o seu contrário.

Surpresas: Os miminhos da família, os convites inesperados, as boas notícias ao virar da esquina, os presentes pensados com carinho... São os pequenos detalhes que tornam o ano melhor, mais bonito, puro e memorável. Guardo todos os meus pequenos acontecimentos com carinho e não esqueço nenhum gesto de gentileza para comigo. Especialmente quando parte das minhas pessoas. É extraordinário observar que continuamos a cuidar-nos a todos, mesmo que já tenhamos uma relação de amor e amizade mais do que estabelecida.

Vitória: Termino este ano com um e-mail incrível que fez todo o esforço desde 2016 valer a pena. Reserva-me uma nova etapa — que, honestamente, será uma grande estreia para mim e ainda não sei se vou amar ou detestar — mas, para já, fico muito feliz por ter conseguido cumprir o objetivo principal de 2018, depois de todo o esforço, todas as lágrimas, todo o investimento no meu conhecimento. Em 2016 não quis ficar parada e decidi seguir outro caminho. Valeu totalmente a pena.

E assim, num piscar de olhos, terminam os TOP18. Gostaram desta nova entrada? E gostaram dos TOPs, em geral?

sábado, 29 de dezembro de 2018

2018 || TOP18 Aleatório


Este é o TOP que mais tenho prazer em fazer. Escolher, sem regras, dezoito elementos que tenham feito o meu ano é um mar de possibilidades e escrever esta publicação deixa-me sempre feliz no fim. Faz-me pensar no quanto fui privilegiada por ter experimentado todas estas coisas, faz-me terminar o ano com um espírito mais positivo por tanta coisa boa ter vindo parar à minha vida. Recomendo-vos este exercício, pensarem em 18 coisas aleatórias que tenham feito o vosso 2018. É maravilhoso.

À semelhança do ano passado, temos um TOP bem diversificado! Como sempre, a apresentação é feita por ordem alfabética.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

2018 || TOP18 Publicações que Mais Gostei de Escrever


Escrevi que me fartei. Foi esta a sensação com que fiquei enquanto preparava este TOP — um dos mais exigentes. Embora signifique que vou ter muito mais dificuldade em escolher as preferidas, fico sempre feliz com esta sensação. 

2018 foi um ano em que me dediquei imenso ao Bobby Pins e penso que isso se refletiu. Pela primeira vez, arranjei um calendário de vista anual e organizei todo o conteúdo que apresentei para vocês. O panorama geral não deixa mentir: escrevi muito, mas quero melhorar ainda mais.

Aquilo que me deixa mais feliz é sentir que vocês notaram todo o meu empenho. Ganhei leitores novos e mantive os que sempre me acompanharam, abracei novos projetos, consegui ser finalista graças a vocês... Tudo isto está inteiramente relacionado com a forma como veem o meu blog e eu sou muito, muito grata por isso. Entre todos os conteúdos que entreguei de coração cheio para vocês, estes dezoito foram os mais especiais. Ora espreitem...

O TOP está organizado por ordem cronológica.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

2018 || TOP18 Fotos do Meu Instagram


Adoro preparar este TOP. Explorar o meu perfil de Instagram e selecionar as fotografias que chamam mais as minhas emoções. Recordar cada história de por detrás do click, histórias essas que ficarão sempre comigo, embora a fotografia esteja aos olhos de todos.

Ao contrário do ano passado, este não foi um grande ano de self-love — mas sobre isso tenho uma publicação onde abordo o assunto e que irei publicar brevemente — pelo que cada fotografia minha que chegou ao meu feed foi uma vitória. Por outro lado, foi um ano onde registei muitos lugares bonitos e isso vai, com certeza, refletir-se neste pódio. Como sei que este é um dos vossos TOPs preferidos, não me irei alongar e passo, então, a apresentar as dezoito fotografias que mais gostei do meu Instagram, em 2018.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

2018 || TOP18 Músicas de 2018


2018 foi um ano em que, embora tenha explorado algumas particularidades musicais, me mantive fiel aos meus artistas de sempre. Em parte, porque foi um ano de novos lançamentos e trabalhos mas também porque a música é um grande refúgio para mim e acabo por abraçar os que já conheço e adoro. No entanto, há surpresas, artistas que nunca julguei que fossem parar a um TOP meu — especialmente um anual — e descobertas que me conquistaram e que acredito que vos podem convencer também — afinal de contas, mesmo quando me mantenho leal aos de sempre, o meu ouvido está sempre à procura de novas sonoridades. Estão curiosos para saber quais foram as dezoito músicas, lançadas este ano, que mais gostei?

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Feliz Natal!


Dia 24 é um dia onde o tempo se desdobra e, por aqui, é (mais um) dia da família. O calendário do advento revela o último chocolate, mas os desejos docinhos não terminam por aí. A casa fica cheia de pessoas, conversas, comandos — 'preciso de açúcar!', 'traz a travessa', 'onde deixaste a canela?' — e cheiros.

Acho que, mais do que tudo, adoro os preparativos. A algazarra na cozinha, o tempo de antena do forno que se divide entre pratos salgados e sobremesas, as compras de última hora, do ingrediente que ninguém lembrou ou do doce que há muito estava encomendado, sem falta. Este ano, para mim, será ainda mais especial porque, pela primeira vez, vou fazer um dos pratos da ceia. Quis ficar encarregue do bacalhau com natas, este ano, e embora o meu fascínio pela cozinha permaneça em unidades negativas e o meu talento não tenha surgido, ainda, fico feliz por poder contribuir com mais um prato para a mesa, da minha autoria. Será um desafio, para mim, que terei todo o prazer em ver cumprido, fique a iguaria como ficar. E se me acompanham há algum tempo, sabem que este é um grande acontecimento!

Trocamos as últimas mensagens de Natal entre os amigos que queremos tanto bem e espreitamos os filmes de Natal sempre que temos oportunidade. Há uma logística na hora de colocar tudo no carro e rumar ao palco de toda a ceia. Pela janela do carro, observo a cidade a sossegar e a luz amarelada das casas que recebem os seus convidados preferidos.

Recordo sempre os que cá não estão. Os que amavam o Natal como eu amo. E a falta que fazem à mesa, à conversa, à ocasião. A falta que fazem sempre. Mas é também por isso que gosto que o Natal seja um momento inesquecível de carinho pelos outros, de gestos bonitos e altruístas, de total ausência de temas supérfluos e pouco urgentes; para que nós, que ainda cá estamos, possamos viver cada Natal com encanto e um sorriso no rosto. Para que o possamos recordar todos juntos com alegria e desfrutar da presença uns dos outros enquanto podemos sentar todos à mesa.

Por aqui, os presentes são abertos dia 25, entre pantufas, chá e pequenos-almoços pouco nutritivos e muito saborosos. Os embrulhos são rasgados entre olhos ensonados, lareira acesa, filmes de animação e pijamas fofinhos. Os mais especiais, os mais sentidos, os que foram escolhidos com carinho para o outro, têm sempre o poder de despertar.

O almoço de Natal começa tarde mas muito ansiado. Uma mistura de novos pratos com o que restou da noite anterior, uma mistura que os mais velhos dominam e os novos aprendem a fazer as melhores combinações. Não há regras, e é tão bom...! Entre fatias, tacinhas e outras sobremesas, assistir a Música no Coração com a avó é obrigatório e aguardo sempre com carinho esse momento.

Assim é o meu Natal. Simples, sem tradições extraordinárias, mas que serve perfeitamente para me sentir satisfeita e feliz com a época. E eu espero que o vosso Natal também vos faça sentir assim: satisfeitos, contentes, plenos.

A todos os leitores do Bobby Pins, eu desejo em Feliz Natal e envio um abracinho a cada um de vós. Que seja uma ocasião de enorme alegria e memórias bonitas para todos!

domingo, 23 de dezembro de 2018

EVENTOS || As Luzes de Natal

 

Por mais cansativo que seja, sou feliz por dividir a minha vida em três lugares diferentes, especialmente na época de Natal, onde posso reunir-me com as minhas pessoas para fazer um passeio lento pelas ruas e encontrar as mais bonitas luzes de Natal.

sábado, 22 de dezembro de 2018

BOM GARFO || Manteigaria

 LISBOA

Pastéis de Belém. Fábrica da Nata. Manteigaria. São estes os principais pontos do roteiro lisboeta para encontrar o pastel de nata perfeito da capital. Uns dirão que não está em nenhum dos três. Outros defendem o seu local preferido com unhas e dentes. E eu estava à espera de provar os da Manteigaria — os únicos que me faltavam — para poder dar o meu veredicto (guloso) final.

Numa loja pequenina, bem iluminada e pertinho do Largo Camões, o logótipo das mãos não nos deixa enganar mas, para os mais distraídos, o cheirinho maravilhoso guia qualquer um até à entrada, que deixa à vista um balcão de vidro que guarda dezenas de pastéis de nata. Foram muitas — muitas mesmo! — as pessoas que declararam que o pastel de nata da Manteigaria era o melhor de Lisboa e precisava de confirmar isso com o meu próprio palato.

Num dia frio de Dezembro e que pedia um pequeno doce quentinho, pedimos um para cada uma. Ambas já tínhamos provado os pastéis das outras casas e ouvido as mesmas promessas. A massa folhada é crocante e o creme deixa adivinhar alguns sabores como o ovo e o toque do limão. Embora seja apreciadora do limão em quase tudo, não creio que seja um elemento fundamental para este pastel, e concordámos que o sabor é muito próximo ao da Pastéis de Belém.

É delicioso, mas não é o meu (nosso) preferido. Pessoalmente, sou apreciadora dos pastéis cujo creme tem um sabor mais natado e onde o ovo não tem tanto destaque no paladar, pelo que, na minha opinião, os melhores pastéis de nata de Lisboa estão na Fábrica da Nata. Para mim, são os mais deliciosos, embora os outros dois não lhe fiquem nada atrás. No fundo, creio que vou acabar por usar a minha localização a favor e, sempre que o desejo despertar, vou visitar o mais próximo, mas na possibilidade de escolher — ou só vos recomendar — um, o meu coração e gosto vão para os da Fábrica da Nata.
Não creio que esta discussão intemporal ganhe um desfecho graças à minha publicação, mas sem dúvida de que agora posso juntar-me à mesa enquanto arguente. 

Já experimentaram? Qual é o vosso pastel de nata (em Lisboa) preferido?
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Rua do Loreto, 2, 1200-108,
Lisboa
Contacto: 213 471 492

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

FILMES || A Nutcracker Christmas


A Nutcracker Christmas conta a história de Lily, uma ex-bailarina estagnada que cuida e cria a sua sobrinha, Sadie, desde que a irmã morre num acidente de automóvel. Para trás, deixa a sua carreira e vida de sonho: a companhia de bailado de Nova Iorque, o seu papel como Fada Rainha do Açúcar — o papel mais desafiante e cobiçado do bailado 'O Quebra-Nozes' — e a sua relação com o namorado que, por conseguinte, também era o seu par.
Quando Sadie — também ela bailarina — recebe o convite para protagonizar Clara n'O Quebra-Nozes', a convite da companhia de bailado de Philadelphia, Lily não tem outra hipótese senão enfrentar a paixão que deixou morrer e a vida que deixou para trás.

Não há nada melhor do que um filme de Natal para entreter nestas tardes de Dezembro e a verdade é que este não tem uma produção extraordinária; a narrativa é previsível e a qualidade de atuação do elenco deixa um pouco a desejar. Então, porquê recomendar? Algumas razões bonitas, entre elas, os cenários de Natal, que são absolutamente lindíssimos, a reprodução do bailado 'O Quebra-Nozes', no final — tirando a protagonista, praticamente todo o elenco é composto por bailarinos — e a história amorosa que esperamos em qualquer filme bonito de Natal. As cenas finais do bailado são de encantar e não deixa de existir uma mensagem forte de confiança — em nós e nas nossas pessoas — e em não negarmos as nossas paixões e vocações. Mais tarde ou mais cedo, seremos confrontados com elas.

É a minha sugestão de um filme doce de Natal, especialmente se nunca viram o bailado d'O Quebra-Nozes' ao vivo. É uma forma de se deliciarem com algumas das cenas e de deixarem o espírito natalício voar. Um filme quentinho no coração.