domingo, 8 de julho de 2018


Junho...! Um mês bem comprido e onde aconteceu tanto que pareceu que viveram outros três meses dentro dele. Foi um mês atarefado e onde estive sempre em algum lugar, a fazer alguma coisa, com a agenda cheia. Foi o mês da minha tão ansiada viagem pela Noruega — e só ela já vale pelo mês inteiro —. Reconheço que me faltou um pouco da quietude necessária, dos dias 'sem fazer nada', sem sentir aperto no coração por 'dever' estar a fazer qualquer coisa. Reflectiram-se no cansaço, é certo. Mas é tão bom quando fazemos todas as horas valer, não é?


O meu casaco amarelo foi o meu companheiro durante a minha viagem pela Noruega. Comprei-o em Oslo, depois de ter regateado por ele a um funcionário que não tinha etiquetado o preço do casaco e não o encontrava em sistema nenhum.

É engraçado que eu nunca gostei de me ver de amarelo. Acho a cor fantástica em qualquer coisa e acessório, mas na roupa não casávamos. Até ter assistido Dark e de ter visto Jonas, o protagonista branquinho, de olhos claros e cabelo loiro, a usar um casaco amarelo — a sua imagem de marca —. Ele envergou com estilo tudo aquilo que eu não acreditava em relação ao amarelo e pessoas como eu (clarinhas e de cabelo loiro). Sinto que foi isso que me ajudou a ter outra visão do que um casaco amarelo podia fazer por mim. Quando nos cruzámos em Oslo, eu já estava convencida. Por vezes estamos tão focados nas nossas concepções, que encontrar quem as quebre com gosto torna-se absolutamente inovador, original e refrescante.


Da Noruega trouxe muito poucos miminhos. Não por falta de opções — em todas as lojas conseguia encontrar cadernos e blocos giríssimos, desafios e jogos fantásticos, peças de design para babar. A Noruega conhecia o meu bom gosto e usou-o contra mim — mas porque já tinha em mente adquirir uma coisa.
A Kånken é uma marca escandinava e, por isso mesmo, fiz questão de pesquisar os preços antes de partir para a Noruega. Precisava de uma mochila mas os preços praticados aqui em Portugal para esta marca eram absurdos. Com o cálculo da conversão da moeda e sem as taxas, compensava-me totalmente comprar na Noruega. Foi o que fiz.

Escolhi o modelo original — mais retro, que adoro! — e, entre a panóplia de cores fantásticas, optei por esta azul/verde água que acho que combina na perfeição comigo (a cor na foto não está fiel, mas se quiserem eu faço um stories e tento captar a cor verdadeira, combinado?). Tinha necessidade de adquirir uma mochila nova para manter a minha Vida de Tartaruga, e a minha fiel companheira da Billabong, que já tinha uns aninhos valentes, desfazia-se a galope. Não tinha qualquer problema em dar um pouco mais por uma mochila porque sei que vou dar-lhe muito uso e esta acabou por ser a minha opção (e já é um Favoritíssimo porque já a estou a usar e a abusar!). Acho que tem tudo a ver comigo (o modelo e a cor) e casa bem com a minha personalidade, dando cor aos dias em que a rotina de mochila às costas é necessária. Uma coisa que descobri apenas após a ter adquirido é que a mochila tem, nas costas, uma esponja que permite, além de algum conforto na cervical, servir de almofada, quando assim é necessária. Acho que tem imensa personalidade e sempre que olho para ela recordo-me da minha aventura nórdica. Já somos melhores amigas e estou muito feliz com esta aquisição — mesmo que me tenha custado não levar outras tantas coisas giras —.


Ando há um tempinho generoso à procura de umas jardineiras pretas — até cheguei a pedir-vos ajuda no Twitter — mas quando espreitei a Pull & Bear, não resisti em trazer estas jardineiras brancas. Admito que, embora tenha sido uma aquisição apaixonada, não foi uma compra impulsiva. Tinha algum receio de que não fosse uma peça 'fácil'. Mas tenho adorado esta irreverência, este ar mais descontraído e leve, e penso que tenho sido feliz nas minhas conjugações. A ganga é maleável e a calça é ligeiramente larga, perfeitas para quando queremos estar cool mas confortáveis — foram a minha escolha no avião por essa mesma razão —. E já vi que estão em saldos, portanto, aproveitem!


Os meus saldos foram contidos — afinal de contas, estive de viagem! — mas serviram para poder comprar algumas peças que andei a namorar ao longo do ano e que esperei especialmente por esta ocasião para os trazer a um preço mais justo. Duas das minhas quatro compras são Favoritos deste mês, a começar por esta t-shirt da Frida. A minha família levou-me a uma exposição dela quando ainda era miúda e, desde então, a pintora marcou-me. Os quadros dela intrigavam-me e sentia necessidade de compreender a história de cada um deles. Tornou-se numa artista acarinhada por mim. A curiosidade? Detestava todas as t-shirts que faziam dela, até ver esta. 
Gosto da ilustração que lhe dá um toque querido, do ar minimalista e da frase com o trocadilho — e tão Inês, se me permitem! —.


No Verão, gosto de peças com movimento, que dêem ar de que o nosso andar tem ritmo, salsa, energia! Seja pelo balançar da caminhada ou pelas brisas de verão, gosto dos folhos, das saias com roda, dos tecidos leves...! É o caso desta saia assimétrica, giríssima! Namorei-a na Páscoa, conquistei-a nos saldos.
É certo que o Verão também pede cor — e vocês sabem que também adoro cor — mas o preto fica bem em qualquer ocasião e já consegui combiná-la como queria. É uma saia versátil, o toque assimétrico dá-lhe uma característica mais original e assenta na perfeição no corpo — justa onde tem de ser, solta onde se quer —. Devo-vos dizer que sempre que vesti esta saia, aconteceu algo inédito para mim: desconhecidas pararem-me na rua para me perguntarem de onde era a minha saia. E eu, amiga como sou, partilhei sempre que é da fantástica Bershka e que estava em saldos!
Este mês apercebi-me de que iniciei o meu desafio pela reeducação alimentar há um ano. Os progressos foram bem pequeninos e, para quem não esteja nesta viagem, parecem quase inexistentes, mas sinto-me muito orgulhosa por conseguir identificar as minhas pequenas mudanças. Nunca quis fazer uma transformação brutal de um momento para o outro. Quis criar hábitos. De paladar, de rotina, de quotidiano.

Hoje, além das minhas refeições de sopa ao almoço e jantar — que já eram habituais — também já como fruta entre refeições. Não, não como toda a fruta — e estou bem longe de o fazer —. A fruta é a minha maior batalha e a que sei que vai demorar muito até fazermos derradeiras tréguas. Mas na minha lancheira vai sempre uma caixinha com ela, com as que estou a aprender a gostar, ou com as que já tolero (porque não?). Isto seria impensável há um ano e fico muito orgulhosa. Não o faço para impressionar ninguém nem para me integrar na normalidade. Faço-o por mim. A minha ansiedade tem uma ligação muito próxima com a minha alimentação e desde que me apercebi disso que tenho sido mais cuidadosa comigo mesma. Com o que comer e quando comer. Com o que beber e quando beber. E esse trabalho merece todas as felicitações vindas da minha parte. Vamos continuar!

Para os fantásticos destaques de Junho, temos um caril doce! Nunca tinha provado — opto sempre pelo meu preferido, de camarão — mas desta vez escolhi um com leite de côco, bem doce. Parecia uma autêntica sobremesa, que adorei, especialmente porque estávamos numa de partilhar e o prato da minha companhia era muito mais forte, o que cortava sabores. Adoro experiências fantásticas e esta foi um óptimo exemplo.

Fica ainda em destaque o hambúrguer típico da Noruega. Evidentemente que vou partilhar convosco muito mais detalhes, futuramente. Mas merecia esta referência nos Favoritos, de tão bom que foi! Da Noruega ainda? O queijo brunost, absolutamente surpreendente (se estão a leste em relação a este queijo, sugiro-vos que vejam esta publicação), e todos os cinnamon buns que comi — porque lá eles fazem como ninguém, e eu fui muito gulosa e feliz a comprová-lo!

Mas a Noruega trouxe-me também outros sabores. Dos chás. Em qualquer lugar do país onde peçam chá, é 99% provável que vos sirvam Twinings. É só uma das minhas marcas preferidas de chá e um grande gatilho para ter dito vezes sem conta "não vou voltar". Mas se eu achava que conhecia muito bem a minha gama preferida de chás, estava redondamente enganada. E a Noruega fez questão de me provar isso.
Prince of Wales, Lady Grey e Chai Tea. E eu radiante por ter novos sabores para experimentar. Todos à base de chá preto com misturas diferentes de aromas. O Prince of Wales bem suave, a Lady Grey cítrica e doce, o Chai Tea forte. Chai latte da Twinnings. A tradução? Isto é talvez a coisa mais Inês do mundo.

Para finalizar, dois momentos doces: a visita ao Brigadeirando e a minha estreia com as Bobble Waffle. Um domingo mais pachorrento onde saí de casa para visitar um café surpresa. Lucky guess da companhia, que não sabia (mas sabia, porque quando se é bom sabe-se sempre ler os desejos do outro) que eu estava a salivar por uma waffle. Pedimos uma Bobble Waffle de chocolate com uma bola de gelado de pistachio para estrear e é tão bom...! Sou honesta, sou muito esquisita com waffles — já vos tinha dito também! — mas esta conquistou-me por ter a massa tal como eu gosto (estilo panqueca). Fica aqui a minha sugestão de um momento guloso para dividir!

O único souvenir que trouxe da Noruega acabou por ser esta estatueta de um coelhinho amarelo. Não há nada que, à partida, ligue este objecto decorativo ao país que visitei, mas para mim tem um simbolismo especial. A ligação à Natureza que tanto admirei nesta viagem, o simbolismo do coelho, a cor amarela que representou tanto esta aventura...! Estava à venda na rua, custava uma bagatela. A compra mais barata desta viagem, seguramente. Mas muito especial. Tenho dado conta que começo a guardar muitas estatuetas subtis dos lugares por onde passo. Nada muito óbvio, mas em que consigo olhar para cada uma e identificar os melhores simbolismos de cada viagem. E é isso que importa, na hora de trazer um souvenir.
Reconheço que a música andou um pouco apagada, este mês. Há alturas em que, se não descubro um novo artista que me prenda ou um lançamento fantástico, me farto. Canso-me de música e dedico-me a admirar outras artes. Mas nunca a consigo abandonar por completo. Este mês a minha música foi muito, como costumo dizer, 'de rádio'. Porque tive de ouvir muita rádio este mês e ia descobrindo algumas músicas que já não são novidade para ninguém mas que lá me ajudaram a temperar o dia!
Música mais comercial que também fez companhia entre voos. Porém, neste mês, quero deixar em destaque uma muito especial. Estava em Tromsø quando Novo Amor lançou Birthplace, a sua nova música, e aproveitei para a ouvir durante o meu passeio sozinha — como gosto de fazer —. Saí pela madrugada do Sol da Meia Noite a escutar esta música e, por essa razão, guardo-a com muito carinho e muito simbolismo.
Destaco ainda o lançamento incrível da Isaura — oh, tão bom...! A minha preferida do álbum é a I Keep Persisting — e a descoberta maravilhosa da Maro, que já vos apresentei.

Junho foi um mês brutalmente cansativo. Algumas vezes a exaustão má, outras vezes a fadiga que até nos faz sentir bem. Sinto que não parei e que não tive os tais momentos de quietude que senti falta. Mas a vida é assim, cheia de agitação, planos inesperados, tarefas inadiáveis e coisas boas a acontecer. É ritmo. Não senti o verão em Junho — aliás, ainda não estou muito consciente de que é Verão — mas senti uma coisa muito, muito boa e igualmente calorosa: o amor das minhas pessoas.

Em Junho, trabalhei muitos dias e tive praticamente apenas o Domingo para ser o que quisesse. Mas também tive planos logo a seguir ao trabalho. Tive flores espontâneas e roubadas num jardim. Tive serões pachorrentos a assistir a Genius, jantares para meter a amizade em dia, encontros casuais no metro com as minhas pessoas preferidas e que animavam logo o meu dia pela manhã. Nos momentos em que não consegui fazer ginástica com a agenda, eles conseguiram, e isso deixou-me muito feliz.

Em Junho, as folgas foram muito bem aproveitadas e saboreadas, entre momentos de prima galinha e em família, pequenos-almoços docinhos e idas vaidosas aos saldos — porque até podia não levar nada, mas que bem que sabe andarmos às voltas à procura de miminhos para nós, certo? —. Houve tempo para rever Sintra numa saída especial que envolveu o reencontro a dois sítios que eu adoro: Quinta da Regaleira (o meu lugar) e o Palácio da Pena.

Este mês representou aquilo que mais amo na minha vida: viajar. O destino? Noruega. Foi uma viagem muito feliz para mim porque, durante uns tempos, achei que não iria acontecer. Mas aconteceu, e oh se aconteceu... Foi uma aventura muito especial entre Oslo e Tromsø — e ainda tenho tanto por vos contar...! —. Já tinha saudades de passear pela Europa, mas este desafio de uma cultura tão diferente e um entrave linguístico nunca vão deixar de me fascinar. O momento mais Inês deste mês foi n'O Caminho para o Norte, e regressei como sempre regresso: feliz por voltar mas com a ansiedade de quem quer voltar para as nuvens rapidamente.

Finalizo estes maravilhosos momentos do mês de Junho com dois acontecimentos marcantes: a minha primeira ida à praia — e parece-me que estou aqui a criar uma tradição desde 2014 de fazer com que o meu primeiro dia de praia seja sempre em praias diferentes — que soube a muito pouco, não rendeu praticamente nada (continuo uma lula ultra-congelada) mas que me renovou por completo (pelo ambiente e companhia), e, claro, o Mundial, que também nos soube a pouco, mas que serviu para andarmos todos de energia ao máximo e coração pintado de vermelho e verde, durante umas semanas. Reconheço que cada vez mais estou desligada do futebol — já não é o que era — mas estas ocasiões globais são sempre a desculpa perfeita para reunir os amigos, alguns petiscos fantásticos e dividir estes momentos juntos.

Este mês o meu obrigada por aqui é mais generalizado porque os obrigadas daí foram ditos, muito ditos. Obrigada a todos por me lembrarem que sou a Inês palhacinha, a Inês divertida, a Inês confidente, a Inês amorosa, a Inês blogger, a Inês... que quiser. Deixam-me sempre ser o que quiser e dão-me espaço para o ser. E isso é impagável.

Obrigada a todos pelos momentos especiais em casa, pelos momentos deliciosos à mesa, por me levarem à praia e a passear, por adaptarem a vossa agenda à minha quando eu não consigo fazer o mesmo. Obrigada por nunca vos faltarem mensagens ou palavras de carinho directas. Encontro-me numa fase da minha vida que sei que é volátil e com muito para ajustar, mas tenho a segurança de que estou com um núcleo de pessoas que não é tóxico, que quer o meu bem e que me conhece de mão cheia. E isso dá-me segurança para arriscar mais e apostar em voos mais altos.

Sei que convosco me sinto mais amada, mais sorridente e divertida, mais disponível, mais Inês. É a melhor sensação do mundo.

Por fim quero agradecer-vos a vocês, meus leitores. Junho foi o pior mês de sempre no Bobby Pins e não dei a entrega a que me comprometi. O blog andou um pouco mais em stand-by e, embora não tenha recebido grande feedback em relação a isso, quero agradecer-vos por continuarem desse lado e por esperarem sempre com muita paciência, como se soubessem que eu, mesmo que atrasada, chego sempre com aquilo que prometi. Estou a dar o meu melhor para voltar a manter a rotina de publicações que tinha e continuar com a mesma entrega. Espero que estejam aí e que, quando eu chegar, queiram sempre ler um pouco mais. Obrigada pelo carinho em todos os comentários e pelas mensagens cheias de amor que recebi este mês. Por aqui esteve um pouco mais parado mas tive um retorno de amor especialmente maior da vossa parte, este mês. Obrigada!

9 comentários:

  1. Inês, de onde é a t-shirt da Frida? É linda :)

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  2. Como já vem sendo hábito, gostei muito dos teus favoritos :D
    Parece que o amarelo foi a grande estrela desta viagem - no casaco e no coelhinho - e não deixa de ser curioso que alguém que normalmente não escolhe o amarelo para lhe fazer companhia, o faça numa viagem que a tira completamente da sua zona de conforto.
    Parece-me que essa viagem - que deve ter sido maravilhosa - serviu muito para alargar horizontes e explorar possibilidades, e o amarelo é um excelente simbolismo disso mesmo.
    Beijinhos!

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    1. Aproveito a tua conclusão para ainda afirmar por cima: se uma viagem não fizer exactamente o que concluíste, não a aproveitaste bem :)

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  3. Tenho uma fjallraven igualzinha 😍
    A única diferença é que a minha não é original, custou-me 10 euros no Camden market em Londres. Mas tem os pormenores todos, até nos fechos é por dentro é igual as originais.

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  4. Eu amo este teu post mensal, descubro tantas coisas giras!

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  5. Esqueceste-te da Inês "Baleiês" ;) :D

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    1. “Eu sou um fedorento explorador...” :b

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    2. O que me foste lembrar! Ahahahahahahahah!
      Vou passar o resto da tarde a cantar isso!

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