quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

VÍDEOS || Preferidos de Janeiro 2018

A vossa publicação preferida do Bobby Pins está quaaaase a regressar mas, antes disso, apresento-vos os vídeos que mais gostei de assistir, este mês. Já tem sido habitual separar os vídeos da restante publicação de Favoritos, e acho que esta divisão resultou muito bem, porém, desta vez, quis experimentar publicar antes dos Favoritos. Vamos a isso?

How Supermarkets Get You To Spend More

Uma das áreas que eu acho mais interessantes no mundo da nutrição é o marketing alimentar. Tudo o que envolve comunicação no mundo da alimentação. Gosto muito de conhecer as estratégias para as marcas comunicarem determinado produto, como fazer chegar uma mensagem, como dispor uma loja... E este é um vídeo do mesmo registo. Já conhecia grande parte da informação, mas o vídeo está tão rápido e dinâmico que achei que valia a pena partilhar convosco. Nada está disposto ao acaso, nunca!

Honest Trailers - The Room


Lembram-se de ter falado desta publicação? Para os mais distraídos, a publicação é sobre um filme que conta a história de como nasceu The Room (um filme tragicamente genial). E o que me apercebi foi que muita gente não conhecia o filme que deu origem a esta estreia, e não perceberam muito bem por que razão me referia a The Room daquela forma. Eis que encontro este Honest Trailer e conclui que não há forma melhor de vos explicar The Room sem este vídeo. Com certeza, depois disto, vão compreender as minhas referências!

8 Años de Acoso

Bullying mexe muito comigo. Há muita gente que tem uma visão leve e optimista sobre o assunto. Que 'toda a gente sofre um bocadinho', que 'o melhor é não dar atenção nem importância, o melhor é ignorar', que 'isso ajuda-nos a tornar mais fortes e impermeáveis a comentários maldosos'... Mas é um veneno.

Acho que a maior parte conhece a Alexandra Pereira pelo Lovely Pepa, mas desta vez o assunto não é, de todo, amoroso. Neste vídeo, a Alexandra conta-nos que o bullying não se ficou apenas na adolescência e que, por ser uma figura pública, recebe mensagens e ameaças jocosas, maldosas e inaceitáveis. Partilha connosco, também, que existe um fórum da Vogue Espanha onde o propósito era promover um debate de moda e de estilo de figuras públicas, mas o que reflecte são setenta mil mensagens de bullying à Alexandra (e outras figuras públicas, mas o número de mensagens é substancialmente mais pequeno. Ainda assim, assustador). 
Não sei quanto a vocês, mas a minha cabeça não é capaz de quantificar um número tão volumoso como setenta mil. Do que quer que seja; setenta mil euros, setenta mil bolos, setenta mil... mensagens maldosas. Para quem ainda está a observar esta reflexão com uma expressão impávida, imaginem que existia uma página na internet com setenta mil mensagens maldosas sobre vocês, onde comentavam o vosso físico de uma forma jocosa e depreciativa, onde expunham a vida das pessoas com quem estão (e gozavam com elas), onde qualquer sucesso da vossa parte era remetido a favores sexuais. Agora imaginem que essa página de internet está associada a um dos maiores nomes mundiais de revista, como a Vogue. Acessível a qualquer pessoa: conhecidos, colegas, os vossos amigos e familiares, as pessoas com quem trabalham. Imaginem o vosso chefe receber, todos os dias, e-mails a dizer as coisas mais escabrosas sobre vocês... É isto que a Alexandra sofreu durante oito anos. E não importa que seja uma figura pública que já tenha milhares de pessoas a acarinhar: isto emociona-me e não me deixa ficar indiferente.

As pessoas abusam, intrometem-se e intrigam. E não vêem mal porque se distanciam de uma forma tão perturbadora, que acham que não estão a falar de um ser humano como elas. Porque só querem brincar e libertar as frustrações, e a pessoa é tão bem sucedida/forte, que não se vai importar, ou ver. E só há uma palavra para descrever este tipo de comportamento: doentio. Ainda mais inadmissível é que uma revista permita dar a cara a este tipo de comportamentos. Uma revista de imagem, que fala sobre mulheres e que, se preciso, fará artigos sobre feminismo e tolerância. Setenta mil mensagens não se ignoram nem ficam escondidas do olhar de quem as compete, e achei este vídeo perturbador, mas importante. Entretanto, a Vogue já contactou a Alexandra e fechou o fórum, mas o vídeo continua a ser pertinente porque temos de reflectir sobre a forma como tratamos os outros. Como falamos com os outros. Como falamos dos outros. E parar de olhar tanto para o nosso umbigo e frustrações. Mas é também um aviso acutilante para as marcas e empresas que dão o rosto a tantas plataformas e causas. Cada vez mais as pessoas fecham menos os olhos, e cada vez mais esperam que as acções e permissões das marcas cumpram a identidade que promovem. Estamos em 2018, meus senhores.

Ricardo Araújo Arrasa a SuperNanny/"Pais têm todo o direito de pôr fotos dos filhos no Facebook"


Apresento-vos estes vídeos, em conjunto, porque são o segmento de discussão um do outro, portanto, achei que faria todo o sentido.
Não se falou noutra coisa, na semana passada, e cá por casa ninguém viu. Não é o nosso tipo de conteúdo e não era necessário sermos videntes para compreendermos que o programa não fazia o menor sentido de existência. Porém, sei que esta opinião não é partilhada por todos e, embora tenha havido muita gente a criticar o programa em redes sociais, houve também outros tantos que louvaram a ideia. Podia expor, aqui, a minha opinião, mas acho que o Ricardo fez tão bem, que não tenho nada a acrescentar. Concordo inteiramente com as suas observações e acho que vale a pena assistirem e reflectirem sobre o assunto.

Já tinham visto algum? De qual gostaram mais?

5 comentários:

  1. Não tinha ainda visto o vídeo da Alexandra, porque, não a conhecia, porém, já tinha ouvido as críticas que surgiram no twitter à vogue e os comentários ao apelo dela pelo Facebook e no Instagram. Fico chocado com a desumanidade das pessoas. Como é possível? Primeiro, como é que ainda há pessoas que lidam com o bullying como se fosse um pouco de pó debaixo do tapete? Chocante. O bullying não é algo leviano. É algo real, sério, triste e grave. Exprime-se de várias formas e deixa marcas infinitas nas almas das vítimas. Detesto quando me dizem que o que vivi foi algo normal da idade dos meus colegas e que já passou. Eles lá sabem. Segundo, como é que conseguiram ignorar mais de 70 mil mensagens odiosas? Isto é vergonhoso. Isto enjoa-me. Nem sequer a conhecem. Ela não invade o espaço deles. Ai. Eu nem estou em mim. Fiquei completamente alterada. Ainda bem que trouxeste este vídeo para os teus favoritos. Não acho que dissesse o que penso melhor do que tu fizeste.
    Bem... quanto aos outros, vou dar uma espreitadela. Especialmente ao do RAP.
    Beijinhos, Nês. 💛

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  2. Já tenha visto o da Alexandra e é lamentável, mesmo!

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  3. Achei muito curioso o primeiro vídeo. Dá que pensar no tanto que somos manipulados!

    ❥ Biju da Ju,
    juvibes.blogspot.pt

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  4. So nice and interesting selection!
    Have a nice day darling! ♥
    Visit: My blog ♥ Malefica!

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  5. Vi o vídeo da Pepa e acho que o assunto tem de ser mais falado proque há muita gente que continua a achar que bullying é uma coisa normal.. pior... acho que há muita gente nem sequer percebe bem o que é. Quanto ao Supernanny eu vi o primeiro episódio e acho que deviam apostar mais no conteúdo pedagógico e menos na exposição da criança. E não achei mau de todo a ideia do banquinho :P mas sobre-exposição nas redes sociais, sobretudo de menores, é um asunto que tem de ser debatido já que há pessoas que chegam a partilhar informação muito sensível sobre os seus filhos

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