sábado, 26 de agosto de 2017

FAMÍLIA || Abraço-Casa


Confesso que está a ser uma aventura muito gratificante, voltar a ter uma cachorrinha e começar tudo do zero, especialmente agora, que tenho outra maturidade, outra paciência e sensibilidade para observar o crescimento da Belka com outros olhos. É emocionante voltar a descobrir uma personalidade, ver o que é que ela gosta e não gosta, que tiques e manias tem, quais as suas teimosias preferidas, como reage a determinado comportamento ou fenómeno. É uma surpresa diária que me delicia e emociona.

Depois de crescer com a Laika e de saber de cor todas as suas manhas, de nos vermos a evoluir e quase nos considerarmos "irmãs", agora olho para a Belka com outra experiência e com mais confiança para lhe garantir protecção e ensinamentos, pelo que ela me considera a sua protectora. Enquanto a Laika me achava a mais "frágil do rebanho", a que tinha de proteger acima de tudo, a Belka vê-me como o seu refúgio para os fenómenos que lhe dão medo e acredita que, do meu lado, nada de mal lhe acontece.

Não podiam ser mais distintas, não só nesta relação comigo como em tudo o resto. É começar tudo de novo e não há nada que tenhamos aprendido com a Laika que dê para adaptarmos à Belka. Mas esta sensação de novidade e diferença aconchega-me e deixa-me muito feliz. É maravilhoso voltar a ter alguém radiante por me ver regressar a casa. Aconchega o meu coração voltar a olhar para o jardim e ver uns olhinhos curiosos. Eu digo a toda a gente que a Belka cola o meu coração todo divididinho e não minto. É bom voltar a sentir que sou uma pessoa útil, muito querida e amada incondicionalmente. É bom voltar a ter um ser que conta comigo - sem falhas! - para cuidar.

É bom voltar a criar um laço. O meu primeiro abraço-casa protege-me lá em cima, no espaço. Afinal de contas, para ela, serei sempre a mais frágil do rebanho. Continua a defender-me. E é bom ter mais um abraço-casa. Que nos traz luz, calor e paz ao coração.

13 comentários:

  1. Adorei o teu post! Sigo o teu blog, podes seguir o meu? :)

    http://aflormaria.blogspot.pt

    beijinhos

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  2. Derreti, Inn! Completamente!
    Beijinho*
    http://nouw.com/juu

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  3. Essa foto está qualquer coisa :P Reflete tão bem o teu texto!
    Estes teus textos maravilhosos dão -me imensa pena de nunca ter passado por isso! Cresci sem animais e tenho mesmo muita pena porque o meu pai não é grande fã deles e mais vale não ter do que eles não serem bem tratados.
    Que sejam sempre grandes companheiras tu e a tua Belka! ^^

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  4. Que texto lindo, Inês! Expressa mesmo tudinho sobre ter um cão.
    Eu perdi o meu Lucas há dois anos num acidente. Cresceu comigo e foi o meu melhor amigo durante 14 anos. Conheço bem esse amor incondicional e a necessidade que eles sentem de nos proteger.
    E é maravilhoso poder chegar a casa para essa alegria toda :)

    Ah e essa fotografia está qualquer coisa <3 uma das minhas preferidas de cão e dono!

    Adorei o teu blog. Fico feliz por descobrir estes blogs fofinhos com os quais me identifico logo ao primeiro post!

    Beijinhos
    Maria João

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  5. O meu coração derrete com esta (e todas as outras) fotografias que partilhaste com a Belka ❤❤❤

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  6. Confesso que esbocei um enorme sorriso à medida que ia percorrendo as tuas palavras, Inês! É tão bom saber que te sentes novamente feliz com a tua nova irmã de quatro patas, de verdade! Observar essa relação apenas me convence de que vale mesmo a pena ter um amigo assim na vida, e já me consigo visualizar, no futuro, com o meu! ♥ Obrigada por este momento de inspiração!

    Beijo grande, para ti e para a Belka,
    LYNE

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  7. É uma nova aprendizagem e um novo amor. As tuas palavras foram tão doces quanto a fotografia, Inês :)

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  8. Os teus textos têm uma tendência enorme para me aquecer o coração.
    Cresci com uma cadela, com esse amor incondicional de que falaste e custa-me imenso pensar na possibilidade de deixar que outra me acompanhe. Não que não a fosse amar tanto como amei a Bonny, simplesmente dói pensar em perder esse laço outra vez.
    Vi a tua foto no Instragram e, ao escrever um post sobre fotografias genuínas, dei por mim a pensar nela. Transparece tanta alegria! És daquelas bloggers que transmite isso mesmo, genuinidade de medida e positividade.

    Xiá
    https://thecoffeecupblog.blogspot.pt/

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    1. Percebo o que queres dizer, mas não consigo pensar dessa forma, a questão de voltar a perder o laço. Para mim, o raciocínio é: se tenho condições e amor para fazer mais um patudo feliz, se posso dar uma família a mais um, porque não? E essa visão faz toda a diferença :)
      Obrigada pelo carinho, Xiá :D

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  9. Não há nada como criar laços com os animais. Em diferentes idades vamos sentido diferentes emoções... mas todas elas gratificantes. Agora que sai de casa, tenho duas tartaruguinhas mas tenho muita vontade de ter mais um animal, a companhia (terapia) que nos fazem não tem preço!

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  10. Que saudades de voltar a sentir essa sensação "de novidade" :) Vivo com o meu felino gordo há 6 anos, amo-o com tudo o que tenho. E se pudesse e tivesse a possibilidade, não seria apenas um felino gordo, mas 5 ou 6 :)

    Os animais são a melhor coisa que temos nesta vida ♥

    Beijinhos
    Andreia, ALL THE BRIGHT PLACES

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  11. É linda e tem um nome lindo!! Os animais são simplesmente fantásticos!

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  12. Adorei o texto Inês! Aconteceu-me algo semelhante mas com um gato que já existia antes de eu nascer. Há cerca de um ano adotei uma gatinha muito pequenina e não podia relacionar-me mais. Ter um animal de estimação desde pequeno é uma experiência diferente quando somos mais velhos e temos mais noção das coisas.

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