sábado, 4 de fevereiro de 2017

FILMES || La La Land


E num sábado tão terrível e frio, onde tudo o que queremos é ficar num lugar quentinho a ver filmes, aceitam uma sugestão?
Fui ver La La Land há uns dias no cinema VIP e além de saber que era um musical, pouco mais sabia da história. É o filme mais badalado do momento, aquele por que toda a gente suspira, dança e torce para que seja um gigante dos Óscares. Com tantas nomeações, críticas fascinantes e entusiásticas, era impossível não ter curiosidade em assistir.

La La Land é um musical que sem dúvida tem uma grande inspiração nos clássicos. Aliás, se mo permitem, achei que tinha um toque muito Disney, especialmente nas cenas mais românticas em que o mundo inteiro desaparece e só os dois apaixonados existem - e, para sermos sinceros, não é assim mesmo, quando estamos caídinhos? - e eu acreditava que, sendo apenas um musical, não chegava para ter toda esta excitação em volta. Tinha de ter um twist, tinha de ter uma história que fizesse jus à técnica cinematográfica.

Na minha opinião, aquilo que atribui profundidade ao La La Land é, precisamente, o final (que me deixou de coração esmagado). A meu ver, por muito que seja uma "ode aos sonhadores", sem o final, seria esmagado pelo Silence, por exemplo, que é o que me ocorre agora com mais rapidez. Foi o twist necessário para tornar o La La Land muito mais que um musical. É um filme sobre escolhas e possibilidades, sobre lutarmos pelas nossas ambições, sobre o amor e os seus acasos, sobre a responsabilidade dos caminhos que decidimos escolher.

Aquilo que torna o La La Land um filme com alguma magia, são mesmo os pormenores cinematográficos. A banda sonora está muito catchy e envolvente, o mínimo que se pede de um musical - aliás, ando a conduzir a ouvir as músicas deles e adoro, numa me senti tão diva no meio da hora de ponta -, o guarda-roupa vintage e colorido é um must, os cenários transportam-nos para um mundo de clássicos e fantasia e a cereja no topo do bolo: todas as cenas musicais e coreografias são gravadas num só take. O efeito fica soberbo. Estes detalhes, especialmente o último, tornam o musical numa ideia refrescante, que honra os clássicos mas que traz inovação que nos fascina e prende.

Sou sincera; fiquei mais maravilhada com estes pormenores técnicos (música, guarda-roupa, coreografias) do que com a história em si. Gostei de tudo, mas sinto-me mais com a febre de cantar os refrões do que com a febre da história, embora a ache giríssima, pertinente e super bem desenhada. Mais depressa compro o álbum do que o dvd, mas é um filme que eu super recomendo e, se mo permitem, vejam no cinema porque a fotografia e o som envolvente tornam a experiência muito mais especial.

14 comentários:

  1. Inês, sempre te considerei uma pessoa bastante humilde e tudo mais mas fiquei desiludida, neste post, ao ver a tua necessidade de teres posto "no cinema VIP". Nem tem qualquer importância para o texto em si. Enfim, continuação de um bom trabalho aqui pelo blog.

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    1. Coloquei por ter sido uma surpresa e por ter adorado a experiência. O Bobby Pins não é apenas um espaço de reviews, é também uma casa de memórias onde gosto de deixar pequenos detalhes especiais porque, quando reler as minhas publicações (e eu faço-o) vou inevitavelmente sorrir. Lamento que te tenha perturbado e justificado um comentário com essa observação mas não me arrependo, de todo, por ter valorizado na minha publicação uma surpresa tão adorável que me deixou tão feliz. "Nem tem qualquer importância para o texto em si" mas tem para mim e para o meu coração. Obrigada :)

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  2. Tal como tu fiquei fascinada pela cenografia e pela parte técnica, sendo que o que para mim se destacou foi a fotografia e não tanto a parte musical - eu sabia que o Ryan Gosling sabia cantar alguma coisa, como demonstrou no filme Blue Valentine, mas não gostei particularmente da voz da Emma Stone embora goste imenso dela.

    Quanto à história em si, é normal. Não há nada nela que a torne espectacular, a não ser o simbolismo que foi dado a cada cena, evocado pelos pormenores técnicos. E sim, o que tornou este filme diferente foi definitivamente o twist.

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  3. Não podia concordar mais contigo quando dizes que os detalhes do filme acabam por se sobrepor à história em si. Estou cada vez mais deliciada com a banda sonora e cheia de vontade de rever o filme para poder rever as coreografias e as roupas tão características da época! Coincidência ou não, mas tenho um post preparado também sobre o filme para amanhã :)

    With love, Miss Melfe

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    1. Peço desculpa, mas roupas características de que época?
      O filme passa-se na LA dos tempos modernos...

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    2. Eu creio que a Dalila queria referir-se às roupas vintage :)

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  4. Que engraçado, também fiz uma review do filme hoje :) ( mas, obviamente, que a tua review está melhor).
    Não me ocorreu essa comparação da Disney, mas agora que penso, realmente, faz lembrar os clássicos da Disney nessas cenas.
    Apesar da história com uma mensagem poderosa sim, são os pormenores técnicos, a banda sonora, as roupas vintage que dão beleza ao filme e que o tornam lindo!
    Ao início, fiquei um pouco parva com final, mas depois adorei-o, achei, tal como tu, que foi o que fez sentido ao filme.
    Beijinhos,
    Cherry
    Blog: Life of Cherry

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  5. Também adorei o guarda-roupa e a cor... e a música "Lovely Night" está tão perfeita...
    http://sunflowers-in-the-wind.blogspot.pt/

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    1. É a minha música preferida, de todo o filme :)

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  6. Sinceramente fiquei desiludida. Tinha as expectativas bastante altas e o filme não conseguiu corresponder =(

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    1. A verdade é que a qualidade técnica leva o filme todo às costas :)

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  7. Sou sincera, não adorei o filme porque achei que foi excessivamente longo e que o enredo poderia ter sido mais profundo, mas o final foi muito bom e a banda sonora foi igualmente incrível!

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  8. Como sabes gostei tanto do filme que o considerei o melhor de 2016. Por norma não sou apreciador de musicais mas este trocou-me completamente as voltas. A história em si não é nada de mais, mas era essa a ideia. Mostrar a fase inicial e realista de uma relação/paixão com splashes de fantasia. Tenho estado viciado na banda sonora há quase um mês e ainda não me cansei dela :)

    Ricardo, The Ghostly Walker.

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  9. Aquilo que se calhar gostei mais na história do filme foi o simbolismo do final. Quanto à banda sonora, algumas pessoas comentaram comigo que acharam um pouco repetitiva, curiosamente, eu adorei esse detalhe, acho que faz com que toda a soundtrack se torne numa só longa música (que é o que sinto quando a ouço de seguida).

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