sexta-feira, 28 de outubro de 2016

SÉRIES || Black Mirror


Em algum momento da nossa vida já nos perguntámos sobre o quão diferente seria o nosso quotidiano se determinada invenção tecnológica existisse. E, inevitavelmente, discutimos - nem que seja na nossa cabeça - toda a ligação moral e ética de determinadas invenções. Pois eis que, em 2011, a Netflix apresentou-nos uma série que reflecte precisamente isso: Black Mirror.

É uma série que, para mim, ganha por alguns pontos principais, sendo que o primeiro deles é que não tem trezentos episódios por temporada. Até agora tem 3 temporadas, sendo que só a terceira é que tem seis episódios, as outras duas só têm três episódios cada e eu acho isso excelente porque, já sabem, eu não sou grande aficionada em séries. O outro ponto bónus é que cada episódio tem uma história exclusiva, por outras palavras, a série não tem uma história linear e contínua, com personagens contínuos ou principais. Em cada episódio conhecemos uma nova realidade, novos personagens e novas histórias, embora existam algumas particularidades que são semelhantes de episódio para episódio. Só para que tudo se mantenha harmonioso.

E do que se trata, exactamente? Da sociedade e da tecnologia, basicamente. Apresenta-nos uma realidade cheia de invenções avançadas que podem ser muito possíveis e é isso que me intriga muito na série; é que, apesar de existirem algumas ideias ou invenções mais complicadas, é tudo muito possível de as gerações futuras viverem. Porque atendem a questões que hoje fazemos e a desejos que hoje procuramos serem atendidos. São invenções, gadgets e quotidianos que eu julgo que não são tão fantasiosos como noutros filmes e séries. Vou dar um exemplo suave: a possibilidade de acedermos a todas as nossas memórias com detalhe, como se estivéssemos a ver um filme.

Aliada a esta invenção e evolução de gadgets, está abraçada a nossa sociedade, que já conhecemos como é hoje. As pessoas, os sentimentos, as ambições, reacções... Black Mirror é basicamente um espelho do futuro; vemos como é que a sociedade reage perante a existência destas tecnologias e como se comporta. Como interagem entre si através da existência destas invenções e como é que isso pode unir ou separar pessoas e torná-las mais humanas ou o preciso oposto: monstros desumanos.

A série não é brutalmente escandalosa mas eu acho-a ligeiramente pesada. No sentido de mexer com muitos assuntos difíceis e fazer-nos pensar e desacelerar ao fim de um episódio. Pessoalmente, não consigo assistir a tudo seguido - porque acho que é demasiado e porque há determinadas temáticas da série que mexem comigo. Simplesmente não consigo ficar indiferente às histórias - mas isso também cabe à sensibilidade de cada um. Tenham isso em conta quando decidirem assistir.

É uma série que dá para discutir com amigos, sabem? Daquelas séries em que podemos sentar à mesa e, a partir da série, somos transportados para outras temáticas e onde inevitavelmente toda a gente tem uma opinião. Não sei mais o que escrever para vos convencer a dar-lhe uma oportunidade. Apenas que a recomendo!

Poster

3 comentários:

  1. Inês! Wow, eu estava a pensar começar a ver essa série hoje!!

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  2. Incrível. Comecei a ver esta série uns dois dias antes do teu post, e até tinha pensado em falar nela no blog - dizer qualquer coisa do género "se querem ficar a pensar seria e dolorosamente na vida, vejam isto!". acho Black Mirrors incrível.

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  3. Ainda esta semana li uma notícia sobre esta série e fiquei tão, mas tão curiosa! Pareceu-me mesmo boa e super interessante... Vou dar-lhe uma oportunidade, sem dúvida :)

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