segunda-feira, 16 de maio de 2016

FILMES || O Livro da Selva


Em jeito de confissão, digo-vos que a minha infância não foi marcada pelo filme que fez nascer a música mais preguiçosa de sempre "Necessárioooo, somente o necessáriooooo". Não tenho sequer a cassete e creio que só cheguei a ver O Livro da Selva 2. Ainda assim tinha inúmeros livros da Disney e a história é-me familiar, embora não a tenha na memória nem no coração como as restantes. Não sei falas de cor, nem músicas nem sequer a história pormenorizada.

Ainda assim o trailer cativou-me e a Festa do Cinema (com bilhetes a dois euros e meio) foi o gatilho perfeito para ver um filme que até tem tudo para eu gostar: passa-se na Selva (eu tenho uma paixão por selvas e florestas tropicais) e tem animais. Fui decidida a ver esta adaptação da Disney que, também confesso, estava com um medo de morte que fosse roçar o estilo da adaptação d'A Alice no País das Maravilhas (que na minha opinião foi um fiasco).

Não consigo precisar-vos se todos os detalhes desta adaptação coincidem com a história original da nossa infância pelos motivos que já vos expliquei, mas o contexto geral - que é o que eu sei - está garantido. E, para mim, foi uma adaptação extraordinária que facilmente ultrapassa a original (e é muito raro eu concluir tal coisa semelhante); A fotografia está di-vi-nal, os gráficos são absurdamente bons ao ponto de quase acharmos que efectivamente o miúdo esteve a falar com ursos e a lutar com tigres bengala e o fluir da história está magnífico. Adoro os pontos factuais que eles foram subtilmente introduzindo ao longo do filme, inclusive questões morais, éticas e ambientais poderosíssimas, tudo com a subtileza já muito típica da Disney.

Como sempre, e apesar de muita gente ainda não se ter apercebido disso: não é um filme para crianças. A maior parte das piadas garantiram gargalhadas dos pais e não dos miúdos, há imagens muito fortes e algumas acho que demasiadas para um filme de crianças (muitos dos miúdos agarraram-se em pânico aos pais e uma das miúdas saiu a chorar). Não há violência gratuita, mas trabalharam muito o suspense e as cenas de duelo e adrenalina, coisa que não combina muito bem quando são pais e querem levar o filhote de cinco anos a passar uma tarde leve. Estes miúdos vão todos hoje sonhar com um tigre debaixo da cama.

Recomendo imenso e, acima de tudo, é mais um daqueles filmes que recomendo que vejam no cinema. A fotografia, repito, é maravilhosa e vale a pena o ecrã grande e todo o ambiente sonoro para vos envolver. Se são fãs de paisagens tropicais e exóticas, não podem perder esta oportunidade, especialmente com bilhetes mais acessíveis (até quarta!). Foi uma forma de me manter inteiramente a par da história e não estou nada arrependida desta alternativa. O Mowgli não foi o meu favorito na infância mas conquistou o meu coração de 21 aninhos.

E, já agora, muitos parabéns pela escolha do miúdo. Tem a pinta toda.

Poster

5 comentários:

  1. Conheco a historia de tras para a frente e mal posso epserar por ver este filme!

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  2. Também não foi o meu favorito em criança mas agora fiquei com muita vontade de ver.

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  3. Nunca vi esta versão, mas a anterior vi e revi umas 20 vezes!
    Beijinhos :)
    http://those-colorful-words.blogspot.pt/

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  4. Estou exactamente na mesma situação que tu: acho que só me lembro de ver o Livro da Selva 2 e do original tinha apenas algumas noções da história. Talvez por essa razão estava com as expectativas super em baixo quando fui ao cinema vê-lo mas também gostei imenso desta adaptação. Talvez pelos cenários e as cores, mas fiquei cativada o filme inteiro (o que é raro porque tenho o attention spam de um peixinho dourado).

    Marta Rodrigues, Majestic

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  5. Não te sintas mal, a minha infância também não foi marcada pelo Livro da Selva. Aliás, não conhecia praticamente nada da história. Vi-o no cinema e não me arrependo nada, a adaptação está fantástica! Desde a parte mais técnica aos próprios cenários, tudo resulta. Concordo completamente com a opinião sobre o jovem actor, não podiam ter escolhido melhor!

    Ricardo, The Ghostly Walker.

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