terça-feira, 10 de novembro de 2015

FILMES || Django, O Libertado


De todos os filmes do Tarantino, só me faltava o Django. Percebo que Tarantino não seja um realizador fácil de gostar. Mas a razão também é simples: não percebem-no. É um mestre do humor negro que faz filmes que vão muito mais além do que as enormes explosões de sangue e corpos a voar. É soberbo na comédia, ainda que não pareça.

Django é um escravo vendido a um caçador de prémios, Dr. King Shultz, com o objectivo de capturar três irmãos (que Shultz desconhece os seus rostos aos contrário de Django) e matá-los. Em troca, o dentista promete a libertação de Django e ainda uma recompensa. O sucesso da missão faz com que os dois permaneçam juntos mesmo após a sua libertação na caça de fraudes e criminosos a monte. Porém Django tem o objectivo de resgatar Broomhilda, sua mulher e também ela escrava, cujo o seu paradeiro ele perdeu há muitos anos. A procura pela mesma leva-os aos encontro de Calvin Candie, dono da belíssima Candyland, onde Broomhilda está escravizada e partem para um resgate disfarçados de compradores interessados em escravos que lutam entre si por desporto até à morte (a mando dos seus donos). Porém o resgate não vai ser tão fácil como pensam e enfrentam muitos desafios pelo caminho.

Bom, Tarantino é Tarantino e se não gostam de sangue, tripas, corpos todos desfeitos e ensanguentados, não se atrevam sequer a ver o filme. Se até têm estômago e conseguem ver o filme para além desses pormenores, está mais que recomendado pelo humor subtil mas soberbo, pela qualidade da fotografia, pela história que é gira que se farta e pelas sátiras que vão encontrando pelo meio. Foi um filme adaptado de uma banda desenhada e nota-se que o Tarantino quis fazer-lhe justiça com os zooms exagerados, os pormenores enquadrados e o exagero típico de bandas desenhadas. Está merecido o Óscar de Melhor Actor Secundário atribuído neste filme e toda a popularidade que atingiu na altura. Não é o meu favorito do Quentin, mas está lá perto e prendeu-me ao ecrã de uma forma absolutamente genial!

3 comentários:

  1. Também não é o meu favorito do Tarantino mas tenho que admitir que é um óptimo filme. Muito sinceramente não achei que merecesse a "hype" enorme que teve, mas partilho da tua opinião quanto à parte técnica :)

    Ricardo, The Ghostly Walker.

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  2. Eu adorei o filme, apesar de também não ser o meu favorito dele.

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