quarta-feira, 11 de novembro de 2015

FILMES || 007 SPECTRE


Este é um filme que se concentra em duas intensas missões; Enquanto James Bond recebe uma secreta mensagem que o encaminha para desmascarar uma misteriosa organização, M enfrenta uma crise de confiança em agentes secretos sem precedentes. O mundo mudou, é mais tecnológico, mais informático e mais intuitivo e cada vez menos contam com a eficácia de agentes em terreno. Serão os agentes uma peça obsoleta nos serviços secretos? Estarão os elementos da mais avançada tecnologia certamente mais aptos para desempenhar as missões anteriormente executadas por homens armados e astutos? E estarão as cabeças chave da execução destas novas medidas com um pensamento verdadeiramente visionário em relação à segurança mundial?

Se eu só tivesse uma palavra para descrever todo este filme, a primeira que me viria à cabeça é luxo. Não é preciso fazerem grandes raciocínios para verem onde todo o dinheiro foi transformado nem precisam de saber os maiores fundamentos da cinematografia para confirmar que este filme foi o mais caro. Os destinos são variados e com paisagens de cortar a respiração, os cenários são altamente sumptuosos e pensados ao pormenor, o guarda-roupa, os detalhes. Tudo ajuda a tornar o filme mais completo, detalhado e interessante. Alimenta o guião, enaltece os personagens, dá uma outra vida à história. E é por isso que acho que nunca se viu um filme do 007 assim. Não com tantos cenários, não com tantos destinos, não com tanta coisa. E o que me deixa mais impressionada é que, desta vez, mais foi mais. Não houve um exagero na imensidão. E foi uma estratégia claramente fantástica da produção. Depois de um Casino Royale que fez os nossos corações lacrimejarem traídos, de um Quantum of Solace muito discreto, de um Skyfall arrebatador, como é que se faz mais um filme 007 sem que este caia em "mais do mesmo"? Eu acho que só assim pode ser feito.

Já tinha comentado com muita gente que o Daniel Craig não era o melhor exemplar de James Bond, aliás, pobre actor, a culpa não é dele mas criaram um James Bond mais bruto, com mais acção e com uma enorme perda de elegância, charme natural e delicadeza muito típico da geração 007. Faltava-lhe o toque, a suavidade. É normal, os filmes do agente secreto menos secreto do mundo têm vindo a adaptar-se à procura das novas gerações e trabalham muito mais o combate, a acção, a frieza nos golpes. Mas penso que este foi um filme em que se conseguiu melhorar um pouco isso. Não foi perfeito, de longe, mas uma grande melhoria. É um filme que mistura poder, actualidade na história, algum humor nos sítios certos, romance (além da já típica sedução) e muita suavidade. Writing's On The Wall do Sam Smith foi a escolha certa. Uma Adele não se enquadraria neste filme. Uma guitarra eléctrica não faria sentido na elegância da história. E com a abertura e todo o ambiente de cinema, a música ganha um impacto bem diferente. Não é tão "pãozinho sem sal" como muita gente rotulou. Ganha um certo poder.

Com participações impressionantes de Gajo-Que-Faz-Montes-De-Papéis-Nos-Filmes-Do-Tarantino, Lord Voldemort e James Moriarty, confesso-me um pouco desiludida com o facto de o Sherlock Holmes a certa altura não ter entrado por ali dentro e ensinado ao Bond como se aniquila inimigos. O filme está recomendado. E para ver em sala de cinema, para se babarem a nível astronómico com as paisagens. E tenho quase a certeza de que esta é uma despedida. Se é ao 007, tenho dúvidas (será difícil recriar um 007 depois deste final mas não é impossível) mas quanto ao Daniel as minhas certezas são quase completas.

6 comentários:

  1. Fui vê-lo no Domingo e gostei bastante! Eu li algures que ele ainda tinha contrato para mais um, veremos :P

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  2. Acredito que o Daniel não vá fazer mais nenhum filme, ele próprio já o confirmou...
    Eu sei que é suposto o agente ser charmoso, menos frio, etc, tal como os restantes actores o foram. Mas, a meu ver, o Daniel interpreta-o da forma como eu encaro um agente secreto: frio, sedutor e bruto. Gosto, acho que se encaixa na perfeição.
    Eu adorei o filme :) Dos 4 que ele fez, gostei bem mais do Casino Royal e Skyfall, mas este não me desiludiu :)

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    Respostas
    1. Um agente secreto devia ser assim mas o 007 não... Não é esse o perfil clássico do 007. Não é um agente secreto qualquer x)

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    2. Eu sei que não, e quando o Daniel Craig apareceu à cena no primeiro filme, toda a gente ficou bastante reticente (eu incluída) porque tanto física como psicologicamente ele não tem nada a ver com a caracterização do 007. Mas agora que faço um balanço dos últimos 4 filmes, confesso que gostei bastante da prestação dele. Ele sabe ser bruto, frio e bastante sedutor quando tem de ser :) Só lhe falta o charme, talvez x) E alguns sorrisinhos marotos que os outros actores faziam

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