terça-feira, 21 de julho de 2015

PASSAPORTE || Palácio da Pena


Fotografia da minha autoria, por favor, não a utilizar sem autorização prévia
Instagram: @innmartinsm

A vantagem de irmos aos locais turísticos com alguém local é que descobrimos sempre os truques, manhas ou aventuras que, nas etapas tipicamente turísticas, não aparecem. Toda a gente sobe a Serra de Sintra para ir ao Palácio da Pena (ou de carro, ou a pé). E ele tinha prometido que me levava ao Palácio da Pena no Verão numa aventura bem gira. E cumpriu.



Desafiou-me a subir a Serra de Sintra para irmos ao Palácio da Pena e eu não digo que não a desafios! Não fomos pelo caminho típico com que se sobe a Serra - o mais fácil também - e escolhemos um igualmente acessível mais mais divertido, sem o perigo de carros e com uma passagem pelo Castelo dos Mouros. Seja por um caminho ou por outro, eu recomendo-vos a fazer o mesmo. Deixem o carro na Vila e não se assustem com o grande monte verde que vos espera. A Serra é desafiante mas é acessível à maioria. Não é um exercício impossível nem esgotante. E é gratificante sentirmos o corpo a mexer envolto de toda a paisagem que é de cortar a respiração. A Serra tem aquela receita mágica de parecer um bosque encantado, onde somos abraçados com um cortinado verde de carvalhos e outras árvores, caminhos de terra alados de pedras e escadinhas ao longo de todo o percurso e não dá para enjoar, para fartar. Porque nenhuma curva é igual à outra nem nenhuma paisagem se iguala à que está para trás das nossas costas. Os meus joelhos choraram (especialmente nas subidas das escadinhas de pedra) e fiquei mais rosada que um tomate. Mas a paisagem perfeita, a vontade de cumprir o desafio, uma boa garrafa de água e um parceiro de aventura maravilhoso com imensas histórias para contar pelo caminho foram a ajuda ideal para ter a motivação certa.

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Há anos que desejava ir ao Palácio da Pena, por isso, eram 10 da manhã e estava no portão com um sorriso de orelha a orelha, como se o Natal tivesse chegado mais cedo. De mapa na mão, deixei-o guiar-me até ao palácio e admirar a vista exterior. E se até agora, em Sintra, era ele que me guiava pelos lugares e me explicava as coisas e os detalhes, no Palácio eu estava na minha praia. História será sempre das disciplinas que mais gostava (a única na área das letras) e cada detalhe ou estilo artístico e arquitectónico de época servia para lhe apontar para os sítios certos e dizer-lhe o que sabia. Para desolação dele, quando lá chegámos ainda estava muito nevoeiro (nós chegámos lá muito cedo) e estava uma enorme condensação de nuvens mesmo no meio do Palácio. Não se via absolutamente nada a não ser cinzento e o "fumo" da condensação e ele estava entristecido porque queria mostrar-me o Palácio da Pena no Verão para poder ter acesso à vista magnífica...

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O Palácio da Pena é uma junção do Mosteiro de Nossa Senhora da Pena (daí chamar-se Palácio da Pena e que corresponde à parte arquitectónica vermelha) com o Palácio Novo conduzidos pelo Rei D. Fernando II, D. Maria II e pelo Barão Von Eschwege (que corresponde à parte arquitectónica amarela). O mais incrível deste Palácio é que não vão encontrar mais nenhum em Portugal com esta mistura tão cromática, temporal, estranha e harmoniosa que se lhe iguale. Ao longo de todo o percurso encontramos dezenas de influências diferentes, essencialmente derivado da sua demora na construção e porque são a junção de edifícios de épocas diferentes que foram acompanhando diferentes estilos arquitectónicos ao longo das épocas, desde detalhes Manuelinos (os típicos adornos do mar) ao Barroco (muitas cornucópias), Gótico, influências hispano-árabes, entre outros. Existem imensos recantos e miradouros incríveis para ter uma visão a 360º de toda a Sintra e o interior faz tanto jus como ao exterior.

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São corredores apertadinhos em que uma divisão dá imediato acesso à outra, cada uma decorada com imenso detalhe onde predominam os azulejos coloridos e as paredes e tectos muito decorados e detalhados. Não vão ao Palácio da Pena sem olhar para cima!!! Todos os quartos dão uma sensação e textura de dimensão muito diferentes graças à ilusão colocada em cada parede. Móveis luxuosos, salas sumptuosas, ao virar da esquina há sempre algo novo para nos maravilharmos. Somos verdadeiras princesas lá dentro!

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Conseguimos sair de lá com o dia aberto e imenso Sol, o que deixou o Diogo um pouco mais feliz e eu com uma outra perspectiva da vista que não nevoeiro. E sim, a vista é maravilhosa, ridiculamente espectacular e que valeu cada minuto de espera! Foi com este Sol simpático que nos dirigimos para o Parque da Pena, que emoldura o Palácio (e onde o Diogo dirigiu novamente o comando das explicações e factos) e onde pudemos ver a Cruz Alta - o ponto mais alto da Serra de Sintra, com uma vista de babar e onde o dia já estava tão limpo que até se via o mar - e por onde nos cruzámos com imensos caminhos, mais uma vez, assemelhando-se a jardins encantados, com pequenas cascatas, pontes minúsculas, lagos cheios de peixinhos ou cisnes, castelos nas ilhas dos lagos, mais caminhos curvos e sinuosos e muito mato verde para explorar, muita gruta para entrar e muitas rochas para subir. Foi um dia mágico e já disse que quero lá voltar e vou lá voltar! Ficou tanto por (re)ver...

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E o meu conselho é este, pessoal. Arrumem carros, digam não a transferes e autocarros, calcem os vossos melhores e mais confortáveis ténis e enfrentem a Serra, subam desde a entrada até ao Palácio e aproveitem. Há imensa coisa, detalhes, paisagem que vão perder se preferirem não ir desta forma. A entrada custa 14 euros a partir dos 18 mas se forem na Happy Hour (que foi o que fiz) das 9:30h às 10:30h, descontam-vos um euro. É um euro, malta! E vale muito a pena irem de manhã para não ficar demasiado confuso, o Palácio tem corredores pequenos e que fazem muito calor. Agendem aí um dia para ir à Pena, divirtam-se e, na descida, quando "aterrarem" na Vila, ganham de presente (mais que merecido) um travesseiro ou uma queijadinha, como eu me permiti a fazer.

10 comentários:

  1. É um sítio que durante vários anos vi da janela do me quarto diariamente e, inacreditavelmente, não me lembro de visitar. Mas há algum tempo que quero lá ir,sem dúvida que será este verão :)

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  2. Nunca visitei o Palácio da Pena porque nunca fui a Sintra, mas está na minha lista. O meu irmão quando o visitou trouxe fotografias fabulosas que me deixaram ruída de inveja!
    A estátua que está numa das tuas fotografias assusta-me imenso desde que vi o episódio do Uma Aventura nesse palácio x)

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  3. Adoro Sintra e vou lá passear bastantes vezes mas por acaso nunca fui ao Palácio da Pena. O meu monumento de eleição na vila é a Quinta da Regaleira. Sou capaz de passar lá o dia inteiro e perder-me nos túneis!

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  4. Eu adoro o palácio da Pena, é magnifico! x

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  5. A ultulima vez que lá estive foi à 4 anos e é um local que adoro por toda a história e pela arquitectura, era um dos sítios que mais gostava de visitar e não vejo a hora de voltar a por lá os pés!

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  6. A última vez que fui ao Palácio da Pena estava no Secundário, já lá vão uns aninhos haha. Apesar de ser uma manta de retalhos enorme, a mistura das diferentes influências e estilos arquitectónicos é fenomenal. Sem dúvida um dos locais mais bonitos do nosso país. Nem vou falar dos travesseiros que se vendem na vila porque já estou a salivar haha.

    Ricardo, The Ghostly Walker.

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  7. O Palácio da Pena saiu no exame de HCA este ano!! ahaha Escrevi tanta coisa sobre ele, mas nunca o visitei e está na minha lista há anos!

    Adoro que tenhas falado da serra em volta do Palácio porque lembrei-me que toda essa vegetação foi colocada de forma pensada e "artificial" e é normal encontrar esses ecletismos todos no Palácio porque este foi construído no romantismo. Conhecido por enaltecer o passado, nomeadamente o Gótico e, em Portugal, o Manuelino. Penso que isso seja visível em outros sítios de Sintra.. :D

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  8. Não entrei no palácio mas fiz a subida e valeu cada segundo.

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