sexta-feira, 3 de julho de 2015

BOM GARFO || PARK


A decisão de irmos ao PARK foi completamente imprevista. Não estava nos nossos planos iniciais mas era final de tarde, estava um calor imenso e que nos convidava a sentar e pedir uma bebida fresca. Nem uma ponta de brisa, pelo que me ocorreu a ideia. "Não é longe daqui?" eu encolhi os ombros, na incerteza. O meu instinto dizia-me que não mas a minha orientação é muito fraca e a ideia que eu tinha de onde estava o lugar podia ser completamente errada. "É sempre seguir em frente. Se virmos que é longe e que não estamos a dar com aquilo, voltamos para trás". A parte mais fácil é mesmo encontrar o bar. Não é necessário andar à procura de letreiros ou portinhas. É um bar em cima de um parque de estacionamento, portanto, a única missão é procurar um parque de estacionamento que tenha um terraço. Fácil. E perto, como o meu instinto dizia!

A parte mais complicada é perceber como se entra para lá. Nós pensávamos que as portas com os elevadores ou escadas estavam de fora do estacionamento, quando é precisamente o contrário. Mesmo sem carro, têm de entrar lá para dentro e procurar uma porta hiper escondida com o símbolo do elevador. 
Tirem a ilusão de que vão para um terraço gigante e que vão sentar-se imediatamente e aproveitar a vista. É um sítio que ainda continua (com toda a razão e mérito) badalado e que carece de muitas mesas, pelo que, quando lá chegarem, é provável que esteja tudo ocupado nos melhores sítios. Um pouco de paciência e olho vivo é o truque certo para darem um pulo dos lugares onde se tiveram de conformar para trocarem com as pessoas que já estão a sair. Mas é um aviso: isto vai acontecer-vos a não ser que vão para lá aquecer lugar (que não faz o mínimo sentido para mim).

É um espaço que, agora percebo, não vale apenas pela vista arrebatadora sobre Lisboa e que me fez ficar o tempo todo a olhar para o além. Toda a decoração e o próprio lugar conquistou-me. A madeira domina em tudo, nos bancos, nas mesas, nos balcões e na própria estrutura como se, do nada, eu tivesse saído de Lisboa para ir para um bar de praia. Porque é precisamente isto: O PARK é um bar de praia no topo do centro de Lisboa. Fim.


A música descontraída e envolvente contagia-te e os empregados foram altamente competentes e simpáticos. Uma simpatia genuína e jovem, que não é forçada e que estão ali para tornar a tua experiência agradável. Curiosamente (e por culpa de quem lá foi primeiro que eu e me deu estas opiniões) achávamos que seria muito mais caro do que se revelou. É um bar onde pagas a vista, certamente, mas acho que vale cada cêntimo. Ficou por provar a comida mas nenhuma de nós estava particularmente faminta e a vontade mesmo era de beber algo fresco. Têm as mais variadas bebidas e apesar de eu ter escolhido apenas uma coca-cola, ficou por provar os cocktails sem álcool que eles têm disponíveis. Sim, eles têm cocktails sem álcool! Como sabem, eu não bebo, pelo que o facto de terem pensado em alminhas como eu foi um ponto a favor! 

Para mim, é o típico bar que faz todo o sentido visitar no final do dia e começo da noite. Não é um bar para entrar, beber um copo e seguir. É para ficar, é para aquecer o banco e tagarelar à medida que o Sol desce. É para saborear tudo. Não aconselharia um grupo muito grande, embora dê sempre vontade, mas a logística dos lugares é realmente complicada, especialmente se vão com um grupo. Nós tivemos sorte em escolher um dia sem brisa e por isso em momento algum estar tão acima do chão se tornou desagradável. E a vista... Eu não me canso de falar da vista, mas vale mesmo a pena, com a bebida certa a alegrar-vos o paladar!

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Calçada do Combro, 58, Piso 6, Bairro Alto
Lisboa
Contacto: 215 914 011

7 comentários:

  1. Realmente a ideia que tenho desses lugares é que são incríveis mas que fazem a carteira chorar... Numa viagem a Lisboa tentarei visitar o Park! (e muitos dos outros locais que já recomendaste também)

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  2. Já lá fui algumas vezes e é um espaço espetacular. Só é pena ser tão dificil arranjar lugar sentado, aquilo está sempre a abarrotar de gente.

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  3. Que aplicação usas para tirar fotos?

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  4. Ola Ines, preciso de um conselho teu... Já alguma vez pensaste que conhecias uma amiga e ela afinal revela ser outra pessoa completamente? As coisas entre voces mudam, as suas atitudes... Ela foi/é muito importante para mim, ajudou-me, mas parece que sou a unica a tentar salvar esta amizade...

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    1. Este tipo de conselhos são difíceis porque eu não estou a par do background da vossa história sequer para poder dar um conselho que faça o mínimo de sentido. Mas se há coisa que te posso dizer é que faz parte. Também eu já conheci (e vou conhecendo ao longo dos anos) pessoal com quem me identifiquei naquela altura e que durou imenso tempo (anos, se preciso) e depois os acontecimentos, as mudanças de personalidade, o próprio crescimento ou o acumular de vivências foi proporcionando um afastamento. É normal. Assim como ela já não é a mesma pessoa, talvez tu já não sejas, correcto? Não podes ser a mesma pessoa que eras no ano passado. E aprende depressa que não existe isso de "as pessoas revelam-se". As pessoas sempre foram assim, nós é que vamos prestando mais atenção a determinadas coisas ou determinadas atitudes ao longo do tempo e crescimento. E quando isso acontece, das duas uma: ou ambas respeitam-se mutuamente e percebem que crescer faz parte e tentam alimentar a amizade da forma que conseguem, ainda que com as vossas diferenças ou perdem os interesses. Pelo que me dás a entender no comentário pareces estar mais interessada na amizade dela do que ela na tua (o que também acontece) mas se ela está a borrifar-se, let it go. Não forces a barra e deixa-a ir. Não vai ser uma amiga melhor por ficar ou por te esforçares porque já não está no seu interesse e quem pode vir a sair magoada és tu. As pessoas têm grandes momentos importantes na nossa vida e devemos ficar gratos, SEMPRE. Mas a gratidão por serem importantes numa altura da nossa vida não as torna garantidas e se nenhuma de vocês cumpre mais o papel, respira fundo, desanseia-te disso e segue em frente. Há mais pessoas para conhecer, mais amigos para fazer e só ela é que fica a perder a tua amizade. Cabeça erguida e mente aberta :)

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  5. Tive oportunidade de lá ir e o que menos me agradou foi exactamente o movimento. Aquilo está recheado de gente... toda a estrangeirada conhece aquilo, é incrível. xD Mas também acaba por ser um pouco engraçado a luta pelas mesas.

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