quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

ISTO É TÃO INÊS || Mau humor?! Tu?!


Se recebesse 10 euros por cada vez que oiço tamanho choque, eu estaria de mau humor numa penthouse em Nova Iorque. Não há pessoa com um pior feitio que eu e quando eu digo isto faço de todos os defeitos combinação para este feitio tão complicado.
Não há pessoa que conheça melhor os meus defeitos do que eu. Tenho noção de cada um deles e dos seus limites. E também sei que tenho um mix dos mais complicados. Tenho mau humor matinal, daqueles em que o mínimo toque me deixa irritada, tenho pouca paciência para explicar coisas mais do que uma vez, sou ansiosa (muito, mas mesmo muito) por antecipação e isso faz com que me irrite com as coisas ou não preste atenção ao mundo. E quando fico aborrecida, amuo com facilidade. Difícil, certo? Eu concordo, por vezes não há pachorra para mim.

É por isso que quando me dizem "Tu?! Tens mau feitio?! Mau humor?! Não posso!" percebo logo que a pessoa não tem a mínima noção. E não gosto disso. Eu quero que me conheça quando sou um chewbacca. Eu quero que tenha de revirar os olhos e perguntar "porque é que Deus me obriga a aturar esta gaja?" eu quero. Eu não tenho um humor dos deuses e quero que a pessoa se aperceba com quem está a lidar antes que tenha um balde de água fria e perceba que eu não sou tirada do Circo Chen. 

The point is, eu não finjo nada quando conheço as outras pessoas. Eu não gosto de ser antipática ou rude para quem não conheço nem razões tenho para o ser. Eu gosto de ser palhacinha e por palhacinha refiro-me a tentar ver a vida no seu lado mais cómico e positivo possível. Gosto de rir sem medidas e gargalhar e gosto de dar a minha opinião com fervura no olhar. Sou interessada em muitas coisas e por vezes consigo ser pachorrenta com certas atitudes. Mas eu não sou um mar de rosas nem uma comediante em palco. E tenho manhãs horríveis, amuos e mau feitio. Eu faço beicinho.

Então, por muito alegre que seja, não assumam que tenho de estar sempre debaixo do holofote. Assim como todos temos dias de "Não me toca", eu também. Especialmente quando me aborrecem.

E nestes casos eu prefiro sempre que as pessoas conheçam o pior de mim. Desgrenhada, olhos semicerrados, grunhidos T-Rex e mau feitio. Para que reconheçam que as minhas qualidades, como em todo o comum mortal, não são vitalícias nem de durabilidade infinita.

Sou um bicho daninho. Mas quem cuida de mim quando assim o sou, tem a minha lealdade, confiança e afecto para o resto da vida. Seja quem for. 

5 comentários:

  1. É bom quando temos uma noção perfeita de quem somos. E ainda melhor quando o conseguimos "confessar", sem medos, aos outros. Isso deixa-nos um passo à frente: temos o poder de afirmar: "não podes dizer que eu não te avisei". Se alguém se desiludir com o teu mau feitio, podes dizer com todas as certezas "eu não desiludi ninguém, eles é que se iludiram". E isso, na minha opinião, é meio caminho andado para evitar confusões e desentendimentos nas relações (de amizade, profissional, amorosas...enfim, de todo o tipo).

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  2. Identifico-me tanto contigoo! É incrível

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  3. Só o facto de admitires o facto de seres assim, dá logo a conhecer a personalidade ultra-fantástica que tens, é incrível! :D
    Há pessoas que se escondem e que não admitem, mas tu não, é assim mesmo xD
    É por isso que nós gostamos muito de ti!

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