terça-feira, 30 de setembro de 2014

Se querem fazer, façam-no como deve ser


Há muitas coisas que me fazem rir mas ver pessoas vestidas à civil ("ai não vou praxar de traje com este calor é uma estupidez") com a capa aos ombros a praxar (porque há Códigos - que nem sei eu como assim foram feitos - que o permitem em certas Faculdades) e trajadas embonecadas de batom, eyeliner e rimel dão cabo de mim.

A segunda já nem tem a ver com praxe. É um completo desrespeito académico e tira o significado completo  e a mensagem que um traje deve passar: somos todos iguais, somos universais e nenhum se destaca em relação ao outro.

Mas sim, dá cabo de mim estas duas coisas. Acho uma palhaçada. Garanto-vos que não enchia uma unha por Veterano nenhum que fosse a mandar-mo fazer com calças de ganga. "Tá" muito calor para trajares? Então para mim também "tá" muito calor para obedecer.

16 comentários:

  1. Concordo, acho completamente ridiculo mas enfim vai haver sempre um estupido qualquer!!

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  2. Concordo plenamente. Sem tirar nem pôr. Não há cá desculpas! Na minha bênção das fitas estavam mais de 30 graus e lá estava eu, trajada, sem maquilhagem, e a escorrer suor por todo o lado, é bem verdade, mas estava a rigor e respeitava o código! Os sapatos fizeram-me bolhas e era doloroso estar com eles mas lá andava eu, de sorriso no rosto e trajada como manda a tradição. Se com 23 graus esses senhores já acham que está demasiado calor para trajar então não sei para que compraram o traje sequer...

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  3. Epah, realmente concordo um bocado contigo, tipo, se o querem fazer, façam como deve de ser feito e não às três pancadas. Quer dizer, se tem o traje e se vão praxar, usem-o, não se vistam como bem querem e vos apetece. Digo eu, não sei

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  4. E mais nada. A mim sempre me disseram que os veteranos tinham de estar trajados para praxarem...

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  5. Concordo totalmente! Aqui na UMinho, como deves saber, temos o tricórnio e, sem ele, não podes praxar (exceto se fores Cardeal - cinco matrículas - que podes praxar destrajado). Mas quando algum doutor me mandava fazer algo sem tricórnio ou sem a capa traçada, eu não obedecia. Acho uma falta de respeito e mesmo uma atitude ingrata!
    Mesmo quanto aos cardeais poderem praxar sem traje não acho piada, mas pronto :)

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  6. Na minha universidade o traje feminino inclui um chapéu. Nós não somos obrigadas a usá-lo na cabeça, mas temos que o ter sempre no pescoço e preso no segundo botão da camisa. Basta não o ter para não podermos praxar.

    Concordo contigo e é algo que vou ensinar aos meus caloiros, a não se deixarem ser praxados por alguém que não está devidamente trajado.

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  7. Concordo contigo! Não acho que faça sentido! *

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  8. Se é para trajar é para trajar como deve ser!

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  9. Na UTAD os veteranos podem praxar apenas com a capa, o que eu já acho uma estupidez, mas mesmo assim há muitos doutores a quererem dar ordens sem estarem trajados. E sim, já vi algumas cheias de rímel, eyeliner, unhas de gel e coisas desse género. É o que tu dizes, para além de estúpido é uma falta de respeito para com a Academia, para com o Traje e o seu significado mas também para com aqueles que praxam em condições e trajam como manda o Código de Praxe!
    Enquanto caloira pedia desculpas mas não obedecia quando me mandavam praxar sem estarem trajados e enquanto praxadora quero trajar como deve ser, respeitar todas as regras e espero transmitir aos meus caloiros o verdadeiro valor e significado do Traje! Nem faz sentido de outra maneira!

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  10. Concordo totalmente contigo. Só respeito quem me praxa de traje. Fora disso é uma pessoa normal como eu e não lhe devo respeito nenhum.

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  11. Uma coisa que odeio em Lisboa, é as raparigas andarem de traje académico e com a mala "Chanel" ao ombro. Ridículo.

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  12. concordo tanto contigo!!! mas o que me irrita mais é mesmo o desrespeito que alguns têm pelo traje, sem dúvida!

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  13. Estou no último ano de licenciatura. Eu trajo. Também praxo. Às vezes praxo sem traje. Aliás, no meu curso, Ciências da Comunicação na FCSH-UNL, não é necessário sequer trajar para praxar. Tenho colegas que foram praxados, mas que decidiram não trajar, sobretudo por motivos económicos. Na minha opinião, praxe e traje fazem ambos parte do espírito académico, mas não estão necessariamente ligados, daí também defender a hipótese de não-praxantes poderem trajar. De resto, quando se traja tem de ser bem trajado, sem maquilhagens ou outros adereços não autorizados.

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    Respostas
    1. Vamos por partes:
      Concordo que nem toda a gente tenha possibilidade de trajar por motivos económicos. O traje é caro, a maior parte das vezes não compensa o número de vezes que o utilizamos e tem de ser uma compra bem pensada.

      Sei perfeitamente que o traje tem uma conotação que vai muito além da praxe mas a praxe faz parte de um simbolismo académico do qual o traje está incluído. Senão não seria a passagem tão solene quanto é no nosso início académico, certo? Não teria o peso que tem no baptismo, no Enterro e no Traçar. Porque o traje faz parte da praxe e tem um peso de respeito, de simbolismo, de referência e de passagem. É a ele que o caloiro olha com deferência e encara com respeito e admiração. Supostamente temos orgulho nos nossos cursos e nos alunos que dele fazem parte e aprendemos a respeitar e a admirar os nossos Doutores, não é? Numa doutrina de deferência, correcto?
      Então se um praxante reclama tanto respeito por parte do caloiro e por parte de toda a equipa de praxe que se engloba, porque não pode ter o respeito pelo caloiro trajando-se a rigor para o receber e acompanhar na sua viagem de caloiro? Porque não pode vestir o traje que passou um ano a almejar tê-lo (porque, neste caso, estamos a falar de praxe e pressupõem-se que o caloiro queira trajar, não estamos a falar dos casos de pessoas que não foram à praxe de pois trajam - como também podem e devem fazer) para receber os mais novos?

      Vejamos, a questão aqui não é económica nem de ligação. É uma questão de deferência e respeito - que os valores de praxe tanto gritam, além da integração -. É uma questão de a pessoa já ter o traje e não o usar por motivos obsoletos. Por calor, porque não apetece, porque é muito mais giro praxar os miúdos de t-shirt e chinelos. Não encaram a praxe como algo importante para o caloiro, na minha opinião, ou não iam vestidos daquela maneira para receber caloiros.
      Percebo que defendas o teu percurso (afinal, foi assim que foste praxada e tenho a certeza de que te passaram bons valores ainda assim, não é isso que estará em questão) mas eu acho que é de bom tom e uma grande imagem de consideração aos caloiros vir de traje. Eu seria incapaz de praxar alguém à civil. A praxe é um marco importante para o caloiro e eu respeito essa importância desta forma: vestindo-me a rigor (e bem trajada) :)

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    2. "não foram à praxe E DEPOIS trajam"*

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