segunda-feira, 9 de junho de 2014

FACULDADE || Universidades Privadas


Numa época tão marcada por exames, provas, transições e escolhas (muitas e muitas escolhas), achei que fazia todo o sentido falar-vos sobre um assunto que, para muitos é um deitar lenha para a fogueira, mas eu gosto de chamar "mostrar novos horizontes". E eis a minha opinião: é um erro quando falam de quererem escolher universidades e não incluírem as privadas.

É óbvio que vos falo estando numa privada, nem outro sentido faria alguém de pública falar de privadas, a começar por o número de estudantes em privadas e públicas ser discrepante. E é óbvio que também não falo apenas da minha, que já tanto foi pisada, passada entre mãos e eu tanto gosto dela (gosto mesmo, mas isso é outra história).

Portugal é dos poucos países que tem estudantes a desvalorizar o ensino privado. É, a sério. Todas as Universidades que olham no estrangeiro com olhos de gula, são privadas. Aliás, eles têm as Privadas e Comunitárias, e a visão estudantil é precisamente o contrário da portuguesa: ninguém quer ir para uma Universidade pública, todos tentam privadas.

Sei também o porquê desta fuga tão abismal: as propinas. O preço das inscrições. O preço dos recursos. E esta é a parte onde entro no que quero dizer ser um erro virarem costas às privadas: ao eliminarem de princípio uma instituição, nem sequer estão a dar oportunidade para aproveitar as oportunidades que ela quer abrir para vocês. As Universidades Privadas são garantidamente as instituições que mais vão vos oferecer, isso é uma promessa. Eles querem desesperadamente alunos.

Falo por experiência própria e de mais alguns colegas (sim, de universidades privadas diferentes para não virem dizer que é porque a minha é isto e aquilo). A minha propina, de facto, para quem olhar para um qualquer folheto é absurda, mas não é o que pago. Isto porque a minha Faculdade (E outras!!!) oferecem bolsas de mérito (a começar com 16, o que não é uma média assim tããão alta) aos alunos e reduz as propinas para uma bagatela inimaginável. Além das bolsas de mérito, oferecem também bolsas de estudo a quem não tem tantas possibilidades. E, ao longo do ano, promovem diversas oportunidades de pagarem muito menos que o valor estipulado.

Asseguro-me a dizer que tenho mais aulas práticas que teria numa pública já conheci mais gente do meu ramo que eles conheceram do seu e os professores sabem quem sou por haverem turmas pequenas e familiares e não uma conferência diária de 200 pessoas (nunca 200 mas digamos que sim). Por alguma razão as privadas são caras também: dão boas oportunidades. E têm de o admitir porque, de toda a gente que falei, o consenso sobre este assunto é igual.

Não digo com este post que as Universidades Privadas ou Públicas são melhores ou piores. Isso cabe a cada um decidir por sua experiência e digo-vos já que, pela minha, tenho vivido muita coisa que nunca esperei presenciar como mera estudante. Também não estou a dizer que agora devam escolher uma Universidade Privada em vez de uma Pública, cabe a vocês a decisão. E é óbvio que aguardo mil comentários de alunos da pública com uma visão brutalmente diferente da minha, à qual eu aviso desde já que sim, já ouvi essas opiniões e não, não mudo o que acho porque chegamos todos à mesma conclusão (uns mais depressa que outros) e portanto poupo-vos os dedos e o tempo para irem estudar.

Acho que, mais importante que saber se uma é melhor ou pior é saberem que virar as costas a uma instituição é o vosso primeiro erro. O segundo é terem trunfos convosco e não saberem usar. Vocês têm imensas formas de conseguir entrar numa Privada com aquilo que puramente têm e com o vosso mérito de trabalho e ignoram por acharem que é demasiado impossível. Vale a pena pesquisar. Vale a pena saber mais, vale a pena visitar as instalações (que normalmente reflectem aquilo para que pagam) e vale a pena ver os docentes que vos vão ensinar. Porque, no fim, mais importante do que terem na mão um canudo com uma Universidade prestigiada é saberem que tiveram à frente pessoas que vos inspiraram e que vos tornaram bons naquilo que querem fazer. 

Não eliminem de ante-mão Universidades, pesquisem antes. Vejam preços, vejam bolsas. Eles têm sempre as portas abertas, porque razão vocês as vão fechar? Sejam espertos e revertam o jogo: usem-se a vosso favor.

P.S.: E vamos parar, amigos, com a tontice de dizer que quem anda em privadas tem a vida facilitada. Trabalhamos todos, suamos e damos a pele por resultados, todos. Não há estudantes mais facilitados que outros. Vamos parar com esta birra ridícula.

24 comentários:

  1. Na minha area as privadas são uma anedota descomunal alias muitas publicas também são. E tenho a minha melhor amiga numa privada portanto sei aquilo que dá e fique agradavelmente surpreendida por ver que o contacto com as empresas é brutal mas a nível de currículo é péssimo.
    Dão cadeiras que para nós são capitulas básicos. Tem medias altíssimas. Não há mais de 20% dos alunos na minha fac com media acima de 14/15. Acho que sai super inflacionado para o lado deles.
    Agora acho que não é assim para todas as áreas. As tecnologias estão super mal representados nas privadas. Super mesmo. Agora sem duvida que é uma hipótese a considerar porque há cursos muito bem representados. A lusófona e a Europeia são as que conheço. E tens curso lá que são ridículos mesmo. Tenho amigas nas duas e quando me mostram o currículo e as facilidades até caio para o lado. Lá acontece coisas que se fosse na minha eram corridos a pontapé. mas pronto é a experiência que tenho, pode ser diferente por exemplo na tua area ou noutras.

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  2. A questão é que nunca vais conseguir comparar ou escolher a melhor se não olhares para todas as hipóteses. É onde quero chegar. Se eu fosse tão específica como estás a ser, o meu texto nunca mais iria estar terminado porque ia ter de falar de cada curso e isso não faz sentido.

    E o que para ti é um currículo péssimo ou uma condição péssima, para outro pode ser uma oportunidade de ouro, não esqueçamos isso...

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  3. a rivalidade entre públicas e privadas é algo que existe e vai existir sempre, e cada um defende a sua. Mas muitas vezes não se trata do facto de ser pública ou privada mas da faculdade em questão. Em relação aos custos, sei que há privadas que não oferecem qualquer tipo de ajuda, e qualquer coisa que os alunos precisem pagam imenso por isso, há que saber obter informações antes de tudo.

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  4. Sou de uma privada e concordo com o que dizes, temos de informar-nos sobre todas as hipóteses que há, tens toda a razão. No meu caso foi o que me salvou porque, se escolhesse a pública ia ter de mudar de cidade e ia pagar mais ainda do que pago agora. Informar, sim.

    E acho piada aos comentários porque são exactamente o que estavas a referir no texto, enfim.

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  5. Há universidades públicas excelentes e há universidades privadas excelentes. Há universidades públicas muito más e há universidades privadas muito más. Por vezes depende muito do curso em questão e não da universidade em si.

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  6. não te esqueças também que há universidades privadas que têm uma péssima imagem. para além de toda a gente pensar que é só facilitismos, como disseste, toda a gente conhece o caso do relvas ou o do sócrates, que andaram em privadas.
    se bem que já me disseram também, que nas privadas também há o outro lado. sim, podem facilitar-te tudo e acabares o curso com uma perna às costas; ou então eles podem fazer tudo por tudo para reprovares para continuares a pagar propinas e recursos. enfim, deve ter o seu lado bom e o mau.
    mas acho que a pública irá sempre ter melhor prestígio quando forem ver o nosso currículo.

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  7. p.s. não sei como é no estrangeiro, mas cá acho que as pessoas acabam por preferir a pública, porque lá só entram os melhores, quem tem as melhores médias, enquanto nas privadas, basta teres positiva para entrares e nalguns casos nem isso, como já ouvi dizer. é como se qualquer um entrasse. por isso é que acho que as públicas vão ser sempre mais prestigiadas a nível de currículo..

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  8. Sou da Lusófona e garanto-te que a única mancha do Relvas veio e ficou no Relvas e claro que sabia que alguém iria referir isso mais cedo ou mais tarde - acabaste por ser tu - mas não laves as mãos assim tão depressa porque tanto privadas como públicas, depois do Relvas descobriram-se mais 80 casos iguais. Quem sabe na tua Universidade também. E com isto encerro o Relvas porque o assunto já está mais que mexido, batido, cozido e comido.

    Quanto a facilitar tudo e reprovares para ganharem dinheiro, da primeira, mais uma vez, apelo para terminarem birras porque isso não acontece e não me prolongo. Já nas reprovações, duvido que o mesmo não aconteça em Públicas, parece-me ilógico empurrar.


    Por favor, não façam comentários a comparar públicas e privadas, este não é o objectivo do post e, se não o compreenderam, é preferível que não o comentem. Obrigada.

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  9. Quanto à média, a minha era de 17, a média da minha pública era 16 e eu preferi a Lusófona (e sim, fui aceite em pública). Mais uma vez, o teu comentário não está 100% correcto. Por isso é que volto a dizer, informem-me para fazerem boas decisões.

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  10. Desculpa secalhar fui bruta na minha opinião mas acho isso que disse quer das privadas que conheço que de publicas.
    Acho que isto vai ser sempre uma guerra e que na altura de escolher temos de olhar para todas as opções e nunca descartar as privadas temos é de saber se estamos a escolher a faculdade certa para o curso certo. No meu curso as privadas não prestam. Mas há outras areas da saude na egas moniz que sei que é óptimos e são uma privada e são uma excelente alternativa, tens a católica que também é uma boa alternativa para uma data de cursos ligados à gestão, comunicação. Eu vejo as coisas por cursos porque por exemplo com a crise que estás não vais tirar um curso de estudos para a paz seja numa privada ou numa publica porque simplesmente é dares dinheiro para ires para o centro de emprego.

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  11. Não esqueço a privada, mas na minha área as publicas são bastante boas e desenvolvidas, têm até mais prestígio que qualquer privada, já para não falar das propinas. O principal problema do estudante português é esse ... e sim há bolsas de mérito, mas nem todos as conseguem , mesmo a média de bolsa sendo a meu ver "baixa"

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  12. Na altura que entrei para a faculdade tanto tinha média para entrar na pública como na privada. E aquilo que fiz foi exatamente comparar curriculos e oportunidades. Estou na área da educação e antes de acabar o mestrado a instituição onde estudei já me estava a convidar para ficar a trabalhar nas escolas deles. há hipótese disso acontecer na pública? Não. Quanto a facilidades... desde o primeiro ano que tenho estágio, tinha aulas das 9h às 18h e tinha 12 cadeiras por semestre.... na pública resumem-se a 6 por semestre o que deixa muito mais tempo livre.... Há cursos que são melhores nas privadas como há cursos que são melhores nas publicas... há que, tal como dizes, saber comparar e escolher aquilo que melhor se adequai aquilo que queremos para nós.

    beijinhos :)

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  13. Alguém compreendeu o que quero dizer no texto, obrigada pelo teu testemunho Joana, beijinhos e muito sucesso :D

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  14. Olá Inês!! Ainda bem que fizeste este post, porque talvez me possas esclarecer uma dúvida: Em relação às bolsas das privadas, são em número limitado?

    Já falei com várias pessoas que frequentam o curso que quero seguir e todas elas (que andam em universidades públicas), para além de me recomendarem as melhores entre as públicas dizem-me sempre "se conseguires, vai para a Católica". Já pesquisei no site deles e vi que existem dois tipos de bolsa, umas que cobrem 100% e outras 50%. A minha dúvida é se as de 100% são limitadas e os que sobram ficam com as de 50% e por isso as pessoas com médias de 18's ficam logo com todas elas ou se há mesmo possibilidade de pessoas com médias entre os 16 e os 17 e qualquer coisa ficarem com alguma coisa. Eu sei que não andas na Católica mas talvez na Lusófona o procedimento seja semelhante e me saibas responder. Obrigada e beijinhos :)

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  15. Como sabes, eu ando na Católica. Estou em Turismo e acabei o Secundário (numa escola pública, só por causa das coisas) com 17.7 de média. Ora bem, nas Universidades e Institutos Politécnicos (Ensino Público portanto) a média para o curso que eu pretendia era, no local mais elevado, 14 quando concorri (agora já desceu ainda assim). Entrei. No entanto, preferi a Católica por estar bem conceituada na área da gestão, da economia e da comunicação (que, parecendo que não, tem muito a ver com o meu curso), por ter algumas cadeiras que nos permitem ter opções variadas e por ser acessível para mim uma vez que, deste modo, não teria de pagar renda, transportes e afins. Não me arrependo nada da escolha que fiz. Tive uma bolsa de mérito que me fez pagar menos de propinas do que na pública durante este primeiro ano e não tive qualquer nota inflacionada em nenhum semestre. Tive boas notas nas disciplinas que achei mais fáceis e tive notas menos boas naquelas que me causaram mais problemas, como acontece em todo o lado e a toda a gente. Se tive um 18 a Introdução ao Turismo foi porque trabalhei para isso e se tive um 11 ou um 12 ou seja o que for a Direito (que a nota ainda não saiu), foi porque, apesar do meu estudo, não bastou para uma nota em condições que me deixase orgulhosa porque, oh pá, aquilo não combina comigo. Isso de estudar e queimar pestanas e depois ficar a ver navios e passar à rasquinha também me acontece a mim... Também há chumbos na minha turma. Também há pessoal que deixa cadeiras para trás. Há de tudo, como em todo o lado. Não me digam que na Privada são só meninos ricos porque não é verdade. Há de tudo, volto a dizer. Porque na Pública também os há, para além dos que estudam à custa de bolsas.

    Sou como tu neste aspecto. Entrei na Privada porque quis. Porque vi todas as opções antes de tomar uma decisão. Porque fiz comparações detalhadas entre planos curriculares, docentes, gastos e condições.

    Ah! E quanto a casos de Relvas, Sócrates e outros que tais... Só não falam nos casos que acontecem na Pública porque simplesmente não dá jeito mostrar ao mundo que o Ensino do Estado está corrompido... É tudo uma questão de interesses... Há maus profissionais em todo o lado, não me venham com tretas. Há o bom e o mau em TODAS as instituições, em todos os grupos de amigos e em todas as famílias. Resta-nos escolher aquilo que consideramos mais vantajoso para nós...

    Exemplo fácil: a universidade de Coimbra, tão conhecida internacionalmente tem uma qualidade tão incrível na área do Direito mas é uma desgraça no curso de Turismo, que não prepara minimamente os alunos e que os direcciona a todos para uma só área (que é o plano curricular que conheço, não vou falar das que não conheço). Como em todo o lado, é óptima e terrível, dependendo do curso.

    As nossas opções têm que ser vistas como casos únicos. Temos que pensar no que é bom para nós. Nas vantagens que aquilo nos vai trazer. O que importa essa estupidez da Pública ser melhor? É melhor nos cursos em que é melhor. É pior noutros. Simples.

    Eu não iria para um curso de Tradução ou de "Estudos da Paz". Nem na Católica (que nem sei se tem) nem noutro lado qualquer. É restrito. Não me serve de nada. E generalizar as Universidades porque um dos cursos é mau não tem jeito nenhum. É parvo!

    Se eu escolhi a Católica foi porque quis. E agora que vejo as oportunidades (e palestras e conhecimentos extra-aulas) que tenho tido versus as oportunidades que amigos meus do mesmo curso noutras instituições têm, dou graças pela minha escolha... As médias, no fim do curso, de nada servem (a não ser para acessos a mestrados) e eu acredito que a melhor universidade é mesmo aquela que nos abre portas. É, pelo menos, aquela que nos dá as ferramentas necessárias para procurarmos a chave. É claro que numa turma de 20 consigo sobressair. Secalhar numa turma de 200 não conseguia. E se o país está como está, eu cá acho que conseguir sobressair é uma vantagem.

    (Desculpa lá o testamento, fico tão indignada como tu).

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  16. Cada qual tem os seus pontos bons e maus. Ando numa privada e durante algum tempo sentia-me mal mas a verdade é que acabei por adorar a minha escolha. Pago muito, um exagero às vezes, mas tenho boas condições, alguns bons professores, muitas conferencias e muito importante, estou perto de casa. Todos os dias vejo quem amo e quem me ama e isso para mim é muito importante.
    Levo com muitas boquinhas por andar numa privada, mas a verdade é que o meu curso é mais exigente na minha faculdade que em muitas públicas.
    Acho que devem ser consideradas nas opções, a minha melhor amiga entra este ano e a primeira coisa que lhe disse foi para ela ver as privadas, ficou encantada.

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  17. Olá Inês, sabes se Engenharia Agrónoma na Lusófona abriu este ano que passou? Eu estou a ver opções mas ainda não me decidi qual a faculdade.
    Obrigada e beijinhos :)

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  18. Na minha área de estudo há poucas faculdades privadas boas. Pelo menos perto da minha área de residência. Além disso a faculdade em que estudei é uma das mais conceituadas e muitos locais pedem especificamente pessoas lá formadas. E há quem vá mais longe: impõe nota mínima de final de curso. Nunca ponderei uma faculdade privada por um simples facto: sabia que aquela que tinha escolhido me ia dar uma das melhores formações que actualmente existem em Portugal. E não me arrependo nada.

    Acredita que o que ouves falar mal da privada eu também já ouvi falar da pública. O melhor que temos a fazer é aceitar que a formação nas faculdades vai sempre ser diferente. E o mais importante é que façamos a melhor escolha para a nossa formação!

    Tu, claramente, fizeste a tua melhor escolha :)

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  19. Olá Inês :)
    Acabei de ler o teu post e a primeira coisa que tenho a dizer é que agradeço muito que o tenhas feito, como aluna que se vai candidatar este ano ao ensino superior. Concordo que cada curso e universidade são um caso diferente. Eu em primeiro lugar acho que não se deve comparar o nosso sistema de educação com o de países como os Estados Unidos ou o Reino Unido, uma vez que o acesso ás universidades privadas é realizado de uma forma completamente diferente e muito mais exigente do que cá. Eu falo pelos casos que conheço, conheço uma rapariga que acabou o secundário sem qualquer prova de ingresso e está neste momento a tirar Medicina Veterinária numa privada. Vou ser sincera e admitir que não sei como é que isso é possível e que nao me informei muito bem como é o acesso a essas universidades, mas a a verdade é que casos como o dela há muitos. E isso deixa-me com a perna atrás em relação às privadas. Como é que têm credibilidade? (Só um aparte é vê-la falar de como é fácil, mas isso é outro assunto). Acredito que nem todas as privadas sejam assim, mas preocupa-me o aspeto da credibilidade quando acabar o curso. Mas muito obrigada pelo post :)

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  20. Fiz este comentário também no da Carolina.

    É assim, eu ando na escola secundária de Lisboa que mais "ricos" tem, mais pessoas com pais influentes na sociedade portuguesa: advogados, gestores etc que cederam aos pedidos dos meninos e os quiseram pôr numa escola pública.

    Eu sei e conheço pessoas que nunca fizeram nada na vida - nunca- nunca estudaram etc prejudicam as aulas dos colegas e depois chegam a gastar 400€ por mês só em explicações e estão simplesmente a "cagar.se" se os colegas conseguem aprender nas aulas.

    Essas pessoas já sabem onde vão estar para o ano... vao estar na católica de lisboa, simplesmente porque já sabem que entram. Lá na católica não querem saber da tua media, querem saber de dinheiro. E aquelas pessoas que ganhas as boas... ahahahha a piada. no ano seguinte tiveram uma média tao baixa que já nao recebem bolsa nenhuma (porque nao compensa aos da catolica tarem a pagar-lhes bolsas). E é se essas pessoas conseguirem entrar porque geralmente (e sei do que falo) as medias sao inflacionadas em algumas pessoas com conhecimentos lá dentro. Um exemplo que poderas compreender:

    - Aluno A (rico) media 10 -- entra
    - Aluni B (pobre) media 16 - ñ entra

    E depois qual é o futuro dos tao bons alunos que vao para a católica, qual é? PSD, CDS...
    ~
    Eles (catolica) não querem saber de mais nada a nao ser dinheiro. E as cadeiras sao muiiiito mais faceis que num ISCTE e uma NOVA. Não estou a falar do teu curso e do da carolina que se calhar compensa. Estou se calhar a generalizar todos os cursos na catolica de lisboa mas isto acontece mesmo e é coisas assim que estragam o ensino privado e portugal!

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    1. Eu tenho média para entrar em qualquer faculdade de direito em Portugal e no entanto a católica é a minha primeira escolha.
      Isso que estás a dizer de só lhes interessar o dinheiro é, desculpa o que vou dizer, uma burrice. Não é à toa que na área de direito, super saturada, a Católica é aquela que forma melhor os estudantes na medida em que lhes oferece mais oportunidades e que abre mais portas. Não em partidos mas em empresas, escritórios e tudo mais...
      Eu falo pelo menos da católica do Porto que é daquela que eu tenho conhecimentos...Só acho que não devias generalizar a tua opinião em relação ao ensino superior privado porque tanto há alunos geniais no privado como medíocres no público, e viceversa.. Há de tudo

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  21. Gostei muito deste post, aliás, tive conhecimento dele através do blog da Carolina.
    Gostei mesmo da perspetiva que deste porque eu própria admito que muitas coisas que li aqui me eram novas e que desconhecia por completo!
    Tanto as privadas como as públicas têm cursos bons e maus e acho que é tudo muito relativo. Depende não só do curso como do estudante em si... Eu vou em setembro para a faculdade, tenho amigos em privadas e em públicas, informei-me, pesquisei, fiz mil e uma questões a várias pessoas e achei que o melhor para mim seria a Pública do Porto. Mas para outras pessoas, outros cursos, talvez não seja... Elas saberão o que é melhor para elas, tal como tu, que tens razão no que dizes, eu sei o melhor para mim. Comparações ggeneralizadas são, à partida, desnecessárias...

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  22. Penso que esta tua publicação é mais do que pertinente, mas lamento que tenhas adoptado imediatamente uma atitude de defesa, isto é, nota-se claramente que já estavas à espera de comentários negativos, uma vez que se trata de um assunto polémico. À parte isso, gostava de partilhar contigo a minha opinião.

    Acabei o secundário com média de 17,2 e candidatei-me à licenciatura em Ciências da Comunicação da FCSH-UNL com 17,5. A NOVA sempre foi a minha primeira opção. Não pesquisei privadas, mas sei que existe comunicação na Católica, até porque uma amiga minha se candidatou à privada. Contudo, além de não ter hipóteses financeiras, também não tinha vontade absolutamente nenhuma de ir para outra faculdade. O meu curso é dos mais prestigiados na minha faculdade, que pertence a uma universidade muito prestigiada. Na minha candidatura só acrescentei a ESCS e a Técnica. Nenhuma das duas me enche as medidas, muito menos a Técnica. Sabia que ia entrar na NOVA e entrei. A sensação que tenho é a de que o programa precisa de algumas reformulações e a componente prática tem de ser intensificada. Contudo, continuo felícissima com a minha escolha. Ainda assim tenho de referir que já estive nos estúdios de rádio da Universidade Autónoma, também privada, a gravar um programa para a Rádio Clarão. Os estúdios são brilhantes e na minha faculdade nunca vi algo minimamente similar. As privadas distinguem-se, pelo menos na minha área, no que diz respeito ao equipamento disponível: as infra-estruturas são magníficas e é óbvio que isso é uma grande mais valia, porque permite que os alunos ponham em prática os conhecimentos apreendidos em sala de aula. Como não tenho infra-estruturas na FCSH, utilizo as das outras faculdades, quando e se possível, e ganho experiência autonomamente (escrevendo para o Espalha-Factos, requisitando câmeras de filmar no departamento para aprender sozinha, ...). Concluindo, não odeio privadas, não acho que sejam piores que públicas, acho até que oferecem oportunidades brilhantes a nível prático, mas também considero que oportunidades brilhantes não estão só dentro das privadas mas na rua, fora das faculdades, e o que nos distingue não é se somos de uma privada ou de uma pública mas se somos proactivos, interessados e ambiciosos. De qualquer forma, confesso que me sinto orgulhosa por, no final deste ano, poder enviar CV's a dizer que me licenciei na NOVA. É uma óptima universidade. E a tua também pode ser - mas no final de contas o que interessa é se tu és uma óptima pessoa e profissional e, sinceramente, penso que pouco interessa onde é que aprendeste a ser assim, porque provavelmente não foi apenas a faculdade que o influenciou.

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    1. Acho que interpretaste, de todo, mal o conteúdo do meu texto. Em primeiro lugar, o único assunto no qual me disse que ia defender e esperar comentários foi no parágrafo onde me refiro que nenhuma Universidade Pública ou Privada prevalece sobre a outra e que vivi experiências que na pública não viveria. E a minha defesa aí termina.

      A pertinência deste texto é falar sobre o facto de a maior parte dos estudantes darem as costas às Universidades Privadas na altura de fazer as suas escolhas ou analisar opções. Claro que eu dei o meu testemunho e, sendo estudante de uma privada, só faria sentido falar da minha experiência em privada e do feedback dos meus amigos em relação às mesmas vivências mas numa pública. Sobre a experiência em universidades públicas existem milhares. Poucos são os estudantes de privada que partilham as suas vivências e eu achei oportuno.

      Agradeço imenso a tua partilha de experiência e fico feliz que tenhas alargado os teus horizontes além da tua Universidade e que gostes tanto da Nova. Mas nada do que referes na tua opinião choca com aquilo que referi no texto. Claro que as grandes oportunidades estão lá fora e na nossa capacidade de nos pormos a jeito delas. Mas também não é espectacular e muito interessante ter grandes oportunidades na nossa vida académica? Claro que é. Eu só apelo a boas escolhas, horizontes abertos e congratulo a minha decisão. Fim.

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