domingo, 15 de junho de 2014

EVENTOS || Primeiros Santos


"Tu levaste-me ao melhor Carnaval de sempre, eu levo-te aos Santos de Lisboa!", prometeu-me a Rita e eu concordei, até porque ainda não tinha experimentado uma noite de primeiros Santos Populares. Os trabalhos estavam concluídos, as frequências terminadas e esperar as notas em casa não combina comigo. Por isso lá fui aos meus primeiros Santos! Não tem grande interesse de ler mas fica aqui registado para posterior leitura da minha parte!




Confesso que me diverti e que estava à espera de mais claustrofobia. Tirando a rua de Alfama que estava insuportavelmente cheia, conseguíamos andar bem, não andar a colidir ombro com ombro com as pessoas (que odeio), o que diminuiu a probabilidade de sermos banhados com bebidas (que odeio ainda mais). Melhor ainda, não havia aquela estufa de tabaco no ar, tão incomodativo. Posso dizer que andei realmente bem nos Santos, coisa que nem sonhava fazer.

O meu grupo era relativamente pequeno, coisa que gosto porque grupos grandes é sempre um enorme atrofio. Há sempre alguém que se perde, três ou quatro que desaparecem, mais mil que se perdem... Ninguém do Cafucho foi na noite que eu fui por estarem em exames, por isso éramos apenas quatro, que foram encontrando toda a gente pelo percurso que a Rita tinha definido. É um ambiente com cheio a sardinha e bifana, com muitas cores nas ruas. Fitas, manjericos, luzes. Pessoas a dançar e a cantar, mesas espalhadas ao longo das ruas onde famílias estão a comer e a conviver. Pitoresco, que revertia aquela ideia tão urbana de Lisboa. Foi o momento em que senti que Lisboa era quase uma aldeia.

Outra coisa que reparei foi no facto de ser mãe de mais de 70% das pessoas que andavam nas ruas. Imensos miúdos de 14 e 15 anos, mais emborrachados que eu nem sei, completamente perdidos na borga. Senti-me um pouco velha nesse momento, e senti também que me apetecia dizer a alguns quantos que se armavam em grandes senhores "vai dormir, os patinhos já passaram e a única coisa que devias ter na mão era uma coca-cola". A sério? Sim, eu sinto-me um pouco retrógrada nesse aspecto. Especialmente quando estavam mais bêbedos que o meu grupo que está todo acima dos 20. Vamos moderar-nos.

Evidentemente e sendo eu a sóbria eterna do grupo (sim, apesar das fotos no Instagram, a maior parte delas é a gozarem comigo por eu não beber e, por isso, colocam-me dezenas de copos à frente como se eu os tivesse bebido a todos), estava encarregue das fotografias, de impedir que fossem contra postes ou que fizessem muitas figuras tristes. Não é um trabalho difícil neste grupo em particular porque são todos bêbedos bem dispostos e que não fazem grandes asneiras, o que me reconforta.

A meio da noite a Rita foi pedir mais um balde de sangria com a nossa outra amiga e eu fiquei na esplanada com o Tiago. Nisto passa um daqueles Qué-flô? e eu digo-lhe que é a oportunidade perfeita para ele surpreender a Rita. E ele compra-lhe não uma, mas duas rosas. Deviam ter visto a cara dela quando ele lhas entregou. Primeiro pânico, depois uma surpresa agradável e depois uma sensação de amor indescritível. Ninguém podia tocar nas suas rosas, tão docemente entregues por ele. Tenho de confessar que às vezes sou uma excelente casamenteira.

Encontrámos ainda todo o pessoal da nossa Faculdade que esteve um pouco connosco no Terreiro do Paço e depois desapareceu. Foi nesse momento que ele me ligou e perguntou-me se ainda estava no Terreiro, ao que eu respondi que sim. Estivemos uns minutos a tentar localizar-nos um ao outro mas não estava a resultar, os pontos de encontro eram complicados e o barulho não dava para grandes diálogos geográficos. Estava prestes a desistir da ideia de que o ia encontrar nessa noite até que o Tiago se agachou e disse "Sobe para as minhas cavalitas". E lá fiquei eu uns metros acima da multidão, gritando ao telefone para ele procurar alguém "destacado". E do nada ele diz "já te vi, fica assim, fica assim!" E finalmente encontrámo-nos. 

Apreciação final: gostei muito, acho que tem tudo a ver comigo e recomendo a que festejem. É um ambiente alegre e muito pitoresco, que enche as medidas a qualquer festeiro. Espero repetir um dia.

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