sexta-feira, 20 de outubro de 2017

BLOGOSFERA || De: Carolina

Quando a Carolina me avisou que ia enviar um presente de aniversário, estava longe de imaginar os inúmeros miminhos que vinham a caminho, pensados e escolhidos ao pormenor, para mim.
É certo que já muito disse, no meu Instagram@innmartinsm —, mas se tudo começou na blogosfera, então faço questão de registar este momento no Bobby Pins.

Andamos há sete anos nisto e éramos miúdas quando começámos. Desde então, acompanhámos as mais variadas fases e acontecimentos; a vida adolescente do secundário, a nossa transformação de miúdas a mulheres, as vitórias, as provas que correram mal e os exames que correram bem, a vida académica, os corações partidos, os corações cheios, as más notícias e as boas. Não é ao acaso que digo que nos acompanhamos desde o tempo dos dinossauros e não é uma colega blogosférica qualquer; embora tenhamos mudado, tenhamos crescido e evoluído numa série de interesses, continuamos a identificar-nos uma com a outra nos valores, em imensas opiniões e nos mais variados princípios. E, como também já referi uma vez, mesmo naquilo em que discordamos, conseguimos compreender perfeitamente o lado uma da outra. Por tudo isso, pelos anos nas costas, pelas alterações subtis que fomos apanhando uma da outra, pelas mensagens que fizemos sempre questão de mandar (de forma pública ou privada) a prometer que estávamos aqui para qualquer coisa e que enviávamos força, o laço estreitou e começava a visitar a página da Carolina não só como uma blogger da vanguarda que admiro, como também de uma amiga à distância, como se enviássemos cartas uma à outra com actualizações da nossa vida e dos nossos interesses. E quando alguém que estimamos faz este tipo de gestos bonitos, o nosso coração fica mais preenchido.

Junto com um postal carregado de mensagens amorosas vinha um bloco de notas lindo, cor-de-rosa, com desenhos alusivos a Londres e dois DVDs para juntar à minha colecção Disney: o Divertidamente e A Dama e o Vagabundo. Escusado será dizer que amei.

A Carolina não escolheu nenhum dos presentes por acaso, mas eu compreendi a sua mensagem ainda antes mesmo de a ler, no postal. E aquilo que me deixa mais contente é que, cada vez que olhar para cada um destes itens, vou recordar-me dela; não só porque foi ela que os escolheu a dedo e com carinho, para mim. Não só porque foi um presente que eu sei que foi pensado com pormenor e empenho, mas também porque cada um destes presentes também reflecte muito a Carolina. 
Afinal de contas, é no filme A Dama e o Vagabundo que o seu beijo preferido do cinema se encontra; Londres não é apenas uma capital bonita e dinâmica aos seus olhos e coração; e eu admiro-a, todos os dias, pelas batalhas que trava na sua cabeça e por expressar de uma forma tão brilhante e delicada sempre tudo o que se passa consigo, de dentro para fora (Inside Out). Todos estes miminhos têm mensagens uma para a outra.

Agradeço este gesto com o coração tão aberto quanto o da Carolina, quando resolveu oferecer-me estes presentes incríveis. Perguntam-me qual é a minha parte preferida de ser blogger inúmeras vezes e eu sempre respondo "conhecermos pessoas que nos inspiram, com quem nos identificamos, e podermos partilhar o que nos faz feliz com elas". Estes gestos offline e sinceros apenas comprovam que tenho razão e que não há distâncias, ecrãs ou desculpas para mostrarmos aos outros o quanto os valorizamos e consideramos. E esta é mais uma opinião em que — quase como sempre — estamos as duas de acordo.


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

PRONTO A VESTIR || Hazel English Playing in The Background


No dia do meu aniversário, desafiaram-me a abraçar o meu lado mais fashionista e registar o visual escolhido através da fotografia. Não é a estreia ou o nascimento de uma rubrica, mas recebo imensas vezes   especialmente pelos Favoritos   pedidos para que partilhe mais vezes a forma como conjugo as peças que tanto falo e recomendo. Além disso, diverti-me muito com a minha guia, portanto, porque não mostrar-vos como me expresso no vestuário, no dia-a-dia? Alinham nesta publicação atípica?

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

BOM GARFO || Landeau Chiado


Desde que visitei o Landeau, é a imagem dele que me ocorre quando penso em cafés hygge. Escondidinho no Chiado e bem pequenino por dentro, o Landeau é o local perfeito para os amantes do aconchego e do chocolate.



O dia estava nublado e, quando entrámos, mergulhámos num mundo a meia-luz, acolhedor, com sofás que nos afundam e mesas gigantes onde eu certamente trabalharia, se vivesse ali perto. Jazz e blues a tocar ao fundo, uma decoração pensada ao pormenor como se fosse uma sala de estar onde queremos impressionar os convidados e uma certa ausência de ruído que se tornou muito aprazível.
A estrela do espaço é, claro, o famoso bolo de chocolate. Composto por três texturas diferentes, sendo que a base é em bolo, a camada superior é mousse e a cobertura é de chocolate em pó. A magia começa aqui: não é muito doce, tampouco é enjoativo.


Pedimos uma fatia para cada uma — porque amigas, amigas, bolos de chocolate à parte —, chá para acompanhar — o meu Earl Grey, o dela de menta — e sentámo-nos nas poltronas, prontas para conversar sem dar conta do tempo.
Se há algo que valorizo numa ida a um restaurante ou café, são os pequenos pormenores e atenções. Aqueles detalhes que muita gente quase nem liga, mas que eu registo sempre na memória. E um deles foi a empregada trazer um pequeno jarrinho com água para podermos regular a temperatura do chá — que chega sempre a ferver — para que possamos degustá-lo imediatamente com o bolo. Quantos cafés prestam o mesmo cuidado? Na maioria dos casos, sou eu que tenho de o solicitar, portanto, apreciei imenso o gesto (especialmente porque farto-me de consumir chás em cafés).



E o bolo, Inês? Certo, passemos então ao bolo. Bolo de chocolate é uma das melhores razões para sermos felizes, portanto, devo avisar-vos que não sou esquisita com bolos de chocolate, desde que não sejam secos. E este era tudo menos seco. Macio, cremoso, com o chocolate em pó aveludado a invadir-nos o céu da boca e a encher-nos o paladar de sabor. Não é, como já referi, um bolo demasiado doce ou enjoativo, tem um equilíbrio perfeito de açúcar e sal, o que o torna muito agradável para comer num lanche despreocupado, especialmente se tiverem uma bebida forte para cortar os sabores. No entanto, talvez tenha tido azar com a minha fatia, mas o meu bolo carecia seriamente da base de... bolo. A camada que eu esperava que fosse mais fofa e que estimulasse mais a mastigação estava, também ela, muito mole e com uma textura muito parecida com a da mousse. E tenho de vos confessar que, se por um lado, sou doida por bolo de chocolate, por outro não sou apaixonada por mousse, portanto, este excesso de creme não me conquistou. Gostei imenso do sabor, da harmonia no paladar e da ideia das três camadas mas, para mim, o melhor bolo de chocolate do mundo continua a ser aquele por onde sopro as velas, todos os anos, e que está a anos-luz deste nosso amigo.


Não regresso morta de vontade para comer mais uma fatia, sou honesta, mas fui feliz naquele lanchinho e regressava, certamente, para revisitar aquele lugar e passar um serão de trabalho por ali. Se não gostam de bolos enjoativos, apreciam uma boa mousse, ao contrário de mim, e ainda se identificam com o conceito de hygge — devo alertar-vos de que é um espaço completamente offline, reforçando ainda mais o conceito ao qual o associo —, então o Landeau é o local ideal para levarem uma bela companhia e tornarem a vossa tarde mais especial. Além do Chiado, ainda existe um espaço no Lx Factory e, se quiserem apenas fazer de júri do bolo, sem tempo a perder, têm ainda um espaço no El Corte Inglés. E aceitam encomendas.

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Rua das Flores, nº70, , 1250-195
Lisboa
Contacto: 911 810 801 (Chiado - faz encomendas) // 917 278 939 (Lx Factory - faz encomendas) // 213 711 700 (El Corte Inglés) 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

ISTO É TÃO INÊS || 23.


Hoje, celebro 23 anos de vida. Uma vida recheada de privilégios e momentos que, em parte, foram partilhados neste espaço, com vocês. Hoje, aos vinte e três, sinto que há muitas esferas da minha vida que não vejo totalmente resolvidas ou compreendidas, sinto que há muitos caminhos que ainda não desbravei totalmente. E faz parte. O meu crescimento, amadurecimento e a própria vida vão acabar por resolver. 

Por outro lado, sinto que criei uma relação muito bonita e especial comigo mesma e com diversos aspectos que, há alguns anos, não estavam resolvidos. Nem sempre me amei. Nem sempre me achei bonita (nem por dentro, nem por fora). Nem sempre tive auto-estima. E este é um dos trabalhos pelos quais mais estou grata: por ter feito as pazes comigo mesma, por ter encontrado beleza onde antes existiam reclamações e imperfeições intoleráveis, por me ter perdoado por todos os defeitos. Por compreender o que realmente é ser bonito, inteligente, interessante, importante e que podia ser tudo isto, sem senãos.

Chego aos vinte e três segura de que tenho o direito de me sentir bonita por fora, se assim o desejar; que tenho coisas interessantes para dizer e ainda mais para conhecer e aprender; que a ausência de interesse ou amor por parte de uma pessoa não anula que eu seja amável ou interessante; que o meu corpo, mesmo que não sendo esculpido por anjos, mesmo tendo um centímetro a mais aqui e outro a menos ali, é meu, e posso aproveitar todas essas características que me foram atribuídas da forma que me fizer sentir mais Inês. Que o meu entusiasmo pelas coisas que me fazem feliz não é patético ou exagerado, é válido porque é o meu entusiasmo. E se me mantiver honesta comigo mesma, com os meus interesses, com os meus desinteresses e com o que me faz feliz, as pessoas que me querem bem também ficarão felizes - mesmo que não partilhemos esses interesses -. Aprendi a abraçar a Inês sem mágoa, sem rancor, sem coisas por dizer ou perdoar. Eu apoio-me e torço por mim. E isso foi uma conquista muito importante, ao longo destas duas décadas.

Tenho vinte e três anos de memórias e obrigados. Tenho uma família que me mostrou o que era amor incondicional antes mesmo de eu ganhar consciência de tal conceito, que me deu uma educação maravilhosa e partilhou valores que levo comigo no coração, todos os dias.
Tive uma companheira maravilhosa que me escolheu e que cresceu comigo, lado a lado: a Laika. A minha amiga leal que me mostrou que o amor ultrapassa defeitos. Tenho uma outra companheira incrível, a Belka, que verdadeiramente me mostrou que podemos sempre voltar a amar, que temos sempre força para voltar a criar um laço e uma ligação forte. Que o "nunca mais" não existe quando somos bons por dentro.

Tenho um grupo de amigos sólido, que não me larga. Quando caio para o fundo do poço, eles agarram-me a mão e não me largam, cheios de teimosia. Não me dão um ombro para chorar. Dão-me os dois. E quando, finalmente, estou no topo do telhado, eles estão lá também. Verdadeiramente felizes por estar feliz. A torcer por mim. Conhecem-me de ginjeira, há anos. Sabem "o que a casa gasta". E eu sou grata pela confiança deles.

Ao longo destes vinte e três anos, li livros que me ensinaram a ver tudo de perspectivas distintas, não só ouvi música como a aprendi, fiquei mais confiante, rija e compreendi perfeitamente o significado de "compromisso" através do basquetebol - que apresentou algumas das pessoas que levo comigo para a vida -. Pisei novos continentes e vi o Sol a nascer do lado do mar. As viagens mostraram-me a arte, a cultura, as tradições, a natureza e as pessoas de uma forma inigualável. Mergulhei em águas únicas, aprendi a relativizar os meus problemas e a compreender a dimensão do mundo. Passei a valorizar ainda mais algumas coisas que damos por garantidas. Deslumbrei-me com os quadros e esculturas mais emblemáticos, caminhei em ruas cujas fotografias não conseguem fazer jus, provei sabores inesquecíveis, contactei com espécies de animais e plantas de uma forma natural e conversei com pessoas absolutamente inspiradoras. Conheci as suas histórias, fiz perguntas, e criei laços pelo mundo. 

Vi quase todos os meus artistas preferidos da primeira arte, escolhi um curso e uma universidade que me fizeram conhecer pessoas espectaculares. Aprendi coisas sobre saúde e sobre o meu corpo que, ainda hoje, me surpreendem. Usei a capa negra a preceito, disse sim a todas as festas que faziam sentido a minha presença. Criei histórias que ainda hoje contamos. Agitei fitas nos céus.

Criei o Bobby Pins e esta comunidade de leitores que eu estimo de coração inteiro. Que lêem o que penso sobre o mundo, sobre mim, sobre tantas coisas que me fazem feliz. Conheci pessoas incríveis graças a esta paixão e que me inspiram a ser ainda melhor.

Celebro estes 23 anos repleta de memórias inesquecíveis. Estas são as esferas da minha vida pelas quais estou mais grata, pois elas foram o principal gatilho para, hoje, ser a Inês que sou. Do jeito que sou. É uma juventude de histórias boas, de pessoas bonitas, de aventuras entusiasmantes, momentos marcantes e aprendizagens únicas. E é isso que eu festejo, hoje. A vida. Celebro a minha jornada pela minha auto-estima, celebro os lugares maravilhosos que me marcaram, celebro as pessoas que gostam de mim tal como sou, celebro as oportunidades únicas que eu não perdi. Celebro a felicidade que vive dentro de mim e a esperança que a acompanha, celebro todos os presentes que estes anos me trouxeram. Alguns materiais. Alguns com batimento cardíaco (os mais importantes). Celebro tudo isso. Porque tudo isso é o que faz a vida fazer sentido e é o que me faz feliz. É o que me deixa completa. Sou eu. Feliz aniversário!

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

FILMES || Lego Ninjago


Depois de ter ficado rendida com o primeiro filme da Lego e Lego Batman - o Filme, fiquei em pulgas para ver o mais recente lançamento, Lego-Ninjago, nome da cidade que é constantemente ameaçada por Lord Garmadon, um terrível vilão cujos seus planos para conquistar a cidade são sempre destruídos graças a um grupo de fantásticos ninjas, guiados pelo Ninja Verde, também conhecido por Lloyd - o filho de Garmadon.

Acontecimentos inesperados levam o Mestre Wu - sábio que lidera o grupo ninja - a levar os seus guerreiros para uma jornada que os fará conectarem-se com os seus elementos de uma forma mais profunda e a compreenderem o verdadeiro significado de família (a de sangue e a que escolhemos).

Confesso que, de todas as criações cinematográficas da Lego, este foi o que menos gostei. Adoro ninjas e toda a cultura oriental, mas achei os dois primeiros filmes mais bem conseguidos, quer ao nível da história, quer ao nível do requinte das piadas. Dos três, eu diria que este é o mais direccionado para as crianças, embora a fórmula vencedora da Lego não se tenha dissipado e ainda conte com a presença de piadas para adultos e pormenores mais subtis que passam ao lado das crianças mas que nós, mais velhos, apanhamos com facilidade.

É um filme super bem disposto, ideal para levarem os miúdos a uma sessão da tarde ou (porque não?) reunirem as vossas pessoas mais divertidas e darem umas gargalhadas. 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

LIVROS || Ser Blogger


Estava na minha wishlist de aniversário e, quando o ganhei através de um giveaway promovido pela Paula Laranjeira, fiquei radiante. Agradeço o presente de aniversário antecipado!

Ser Blogger traça o perfil de um blogger e de um leitor e dá-nos dicas muito válidas sobre como criar um blog - para quem ainda não reuniu toda a coragem -, como apresentar o nosso blog, fazê-lo crescer, rentabilizá-lo e geri-lo, tudo através de uma linguagem simples e de capítulos muito bem organizados. O Ser Blogger encara o vosso blog não só como um possível passatempo mas como algo sério e confia no vosso potencial para levá-lo a um patamar mais profissional, sem nunca esquecer a razão principal para o termos criado: paixão.

Embora alguns capítulos não se tenham adequado tanto à minha posição enquanto blogger (como saber se devo ser blogger ou onde alojar o meu blog) e eu gostasse de ter visto no livro alguns temas muito pertinentes, este livro respondeu-me a questões e dúvidas que eu nem sabia que tinha e ajudou-me a ter uma linguagem muito mais SEO em relação a este projecto. A verdade é que, sejamos sinceros, se começamos um blog pela razão certa que é a paixão por nos comunicarmos e partilharmos, o mais provável é que nem toda a gente domine todo o backstage de gerir uma página (não só a do próprio blog como das redes sociais), controlar visualizações e taxas porque nunca abordámos esse assunto na vida, sequer. Eu, sem vergonha alguma, admito que era uma dessas pessoas, onde o Bobby Pins nasceu e mantém-se de paixão e cujo os termos de marketing digital, de análise de métricas, de percentagens e tempos médios e tráfegos eram um dialecto completamente estranho para mim e que fui aprendendo na tentativa-erro e na intuição. Tenho absoluta certeza de que muitos outros bloggers sentem o mesmo, e o Ser Blogger foi uma ajuda preciosa para consolidar o que já sabia e compreender melhor alguns pormenores que ainda eram muito confusos para mim.

É um guia muito actual e necessário. Algo que amei neste lançamento é que é inteiramente nacional e, portanto, aplica todas as dicas, truques e parâmetros ao que já se faz e consegue em Portugal, o que nos ajuda a ter um alicerce de conhecimentos mais próximo da nossa realidade. Já perdi a conta de quantas vezes o consultei, desde que o recebi, e dos inúmeros post-its que colei nas páginas para assinalar pontos importantes.

Com sinceridade, embora o livro toque em muitos assuntos de forma superficial e não fale de outros tantos que gostava, achei o livro pertinente e fantástico não só para todos os bloggers que querem olhar para a sua página num tom mais sério e profissional - e não há mal nenhum nisso - como também para quem, inevitavelmente, tem de viver com este universo mesmo fazendo parte indirecta do projecto. Quantas vezes já tentaram explicar aos vossos amigos, familiares ou namorados "o que é ser blogger?" ou "o que fazes com um blog?". Considero que é um livro excelente para quem não compreende inteiramente o conceito de ter um blog e quer perceber um pouco melhor todo o trabalho que a sua amiga/namorada/familiar blogger tem de fazer. Acreditem que quem ler este livro não só vai compreender muito melhor o vosso trabalho como respeitá-lo - que também é algo que sentimos na pele quando diminuem todo o esforço que dedicamos a estas páginas -. Eu garanto-vos isto porque na minha esfera pessoal já quiseram ler alguns capítulos do livro e sentiram-se muito mais próximos com o que faço, portanto, julgo que é uma vitória dupla quando ganhamos mais confiança no que fazer ou como gerir e ainda temos um apoio mais sólido por parte de quem quer não só perceber o que fazemos como ajudar-nos. Ser Blogger é o guia de sonho de qualquer blogger português que está em "começo de carreira".

Autoras: Carolina Afonso e Sandra Alvarez
Número de Páginas: 247
Disponível na Wook (ao comprares o livro através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

FILMES || Interstellar


Assisti ao filme na sua data de estreia, em 2014, nas salas de cinema e isso é um privilégio que já ninguém mo tira (porque assistir a este filme numa sala de cinema é de perder o fôlego). Não cheguei a escrever nenhuma publicação para o Bobby Pins mas revê-lo, esta tarde, fez-me recordar desta enorme ausência.

Num futuro (talvez não muito distante), a Terra encontra-se por um fio e uma equipa da NASA inicia uma expedição no espaço para avaliar três planetas que, numa missão anterior, foram identificados como potenciais habitats para garantir a sobrevivência da Humanidade. Liderando essa equipa encontra-se Cooper, um ex-piloto da NASA que enfrenta a possibilidade de nunca mais regressar a casa e voltar para os seus filhos.

O que torna o Interstellar tão bom, é que não é um filme de ficção científica manhoso, mal construído ou demasiado fantasioso, e a premissa ameaçava isso. Procurar um novo lar noutro planeta de um outro sistema solar parece quase sonhador demais, mas o corpo do filme garante que a missão é muito objectiva, clara e lógica usando simples princípios elementares da física, de uma forma muito requintada e sem pontas soltas ou incongruências.  Além de toda a aventura que vivemos com o coração nas mãos e as costas bem longe da cadeira, absorvemos inúmeras mensagens profundamente complexas sobre a nossa existência, sobre as nossas relações enquanto seres humanos, sobre o próprio conceito de tempo e a ligação da gravidade com a física quântica, que parece ser uma relação (ainda hoje) muito difícil de enlaçar.

Com um corpo instrumental bem original e completamente diferente do que costumamos apreciar em filmes de ficção científica - Hans Zimmer sempre brilhante - é um filme inesperado, empolgante, enriquecedor e um gatilho para voltarmos a questionar uma série de coisas sobre a nossa realidade. Interstellar é confuso, angustiante, extraordinário, intrigante e inesquecível. E, no fundo, não são estas as características da física mais elementar?

O melhor professor acerca da relatividade. Recomendo muito.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

VÍDEOS || The Bowl


Provavelmente, já estão a revirar os olhos ao ver que estou a partilhar convosco mais um vídeo do Peter McKinnon. É justo, porém, hoje não partilho o vídeo por causa dos tutoriais ou das dicas de fotografia, como habitual. Hoje o assunto é completamente diferente e recomendo que assistam primeiro ao vídeo, agora, antes de começarem a ler toda a minha publicação.
Esta curta, gravada pelo próprio Peter, foi feita no Quénia, o que despertou a minha curiosidade. Mas quando ele mostrou a fotografia do balde é que me transportei imediatamente para aquela aldeia que visitei, no Senegal. Nunca um discurso fez tanto sentido para mim e fui ao encontro das palavras dele durante todo o vídeo, recordando-me da minha viagem.

Como em qualquer lugar, cada país é um país, com a sua cultura única, tradições e formas de viver distintas e próprias. No entanto, as dificuldades e as condições trágicas que Peter observou numa aldeia do Quénia, também eu observei no Senegal, e aquilo que o emocionou foi precisamente o mesmo que me emocionou a mim: a resiliência e capacidade de serem felizes com pouco.

Este assunto não é novo, aqui no Bobby Pins, e já me fartei de falar o quanto eu admiro este facto, tanto na República como em Cuba e, mais evidente ainda, no Senegal. Mas é mais importante do que imaginam porque ser feliz com pouco é uma coisa que nenhum de nós sabe o que é. Tendo cama, comida, tecto seguro, família estável, liberdade para escolhermos o que queremos fazer, o que queremos estudar, o que queremos comer, quando queremos comer e com quem queremos estar é ser feliz com muito e nem nos apercebemos.

Ainda hoje fico confusa com o paradoxo: nós é que fazemos a visita, mas também somos nós que passamos a maior parte do tempo com os olhos aflitos. Não têm nada e estão famintos, mas há um brilho no olhar que nunca mais encontrei em ninguém. Têm uma força e vontade de viver que eu não encontro num feed no Instagram. Têm uma resiliência, uma esperança, uma força para quererem superar os problemas e adversidades que me inspira. Para eles, o mundo não lhes virou as costas, é apenas mais um desafio e isso é evidente quando temos dois dedos de conversa. E é inspirador.

Na vida, vamos encontrar muitos baldes partidos e a maior parte de nós vai sofrer com isso e, logo a seguir, deitá-los fora. Sofrer é inevitável e justo, mas podemos sempre decidir que temos a linha na mão e remendá-los, mesmo que não tenha lógica, mesmo que nos digam que é um "caso perdido, mais vale arranjares outro". Por vezes, não há outro balde e remendá-lo, por mais imperfeito que fique, é a solução e é o significado de esperança. Talvez não remende tudo, mas corrige o principal. Não desistir, mesmo quando parece o caminho mais natural e lógico, não deixar de inventar soluções para assuntos que parecem perdidos e dar sempre novas oportunidades de recompor o mundo (o nosso, cá dentro do coração, e o nosso, lá fora, com árvores bonitas).

Eu continuo a ter obstáculos, eu continuo a ter as minhas tristezas e a chorar mesmo tendo uma vida privilegiada. Mas ter tido um contacto tão orgânico com a persistência e a felicidade pura ensina-me, todos os dias, a ser melhor e maior que os meus problemas porque há, todos os dias, pessoas inspiradoras a fazê-lo, com problemas maiores que os meus. Todos os dias dão-me força para relativizar e para olhar para os recursos que tenho. Dão-me força para voltar a ter esperança e voltar a ser feliz quando as nuvens negras se abatem sobre mim. Todos os dias, eles relembram-me que eu tenho uma linha que dá para coser o balde. Mesmo que me digam para deitar o balde fora.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

LIVROS || Cinco Livros para Lerem no Outono


Dá-me um prazer enorme ler livros cujo o ambiente da narrativa e o meu se fundam. Não estou a falar do enredo nem da temática, sequer dos personagens. Falo mesmo da época, do tempo. É uma harmonia que me reconforta na leitura e que me envolve mais no livro. Depois há livros que simplesmente têm algo que os faz tão apetecíveis de ler em determinadas alturas do ano, mesmo que a narrativa não aborde absolutamente nada acerca da estação. É precisamente isso que quero trazer para vocês, meus leitores: cinco sugestões para lerem no tempo outonal. E algumas incluem um toque Halloweenesco!

Por fim, e antes de passar já para as sugestões, quero dedicar inteiramente esta publicação ao Jota, que infelizmente não pôde regressar à blogosfera no timing que desejava mas que ainda tenho esperanças de que tal vai acontecer e que ainda nos vai presentear com as suas ideias, sempre inovadoras e que fazem a blogosfera acordar. Sinto, aliás, sentimos todos saudades disso!

domingo, 1 de outubro de 2017

ISTO É TÃO INÊS || Birthday Wishlist

Finalmente chegámos a Outubro, o melhor mês do ano, o verdadeiro mês do outono e... o mês do meu aniversário!!! Vocês já sabem; não tenho qualquer tipo de vergonha de dizer que gosto de fazer anos. Eu acho incrível que todos nós, no mundo, possamos ter um dia para celebrar a vida, para brindar com as nossas pessoas, para recebermos mensagens vindas do coração e lembranças escolhidas com carinho. Se eu celebro com entusiasmo o aniversário das minhas pessoas, porque não celebrar, também, com o mesmo entusiasmo, o meu?
Portanto sim, já estou praticamente em contagem decrescente e as estatísticas do blog não mentem: as minhas publicações de wishlist do Natal estão no pódio das mais lidas de sempre e vocês adoraram tanto quanto eu me diverti a fazê-las. A dezasseis dias do meu aniversário, decidi voltar a fazer uma lista dos sonhos, desta vez, para esta celebração. Algumas coisas mais acessíveis que outras mas a verdade é que são tudo desejos que eu conto atendê-los, caso não os venha a receber. E são sonhos que, inevitavelmente, também mostram um pouco mais de mim. Curiosos com os meus desejos para os 23?