sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

(DE)CORAÇÃO || Ceramiquices


Encontrar pequenos tesouros... Durante as minhas viagens e passeios, o olhar vai sempre atento a todos os recantos, pormenores e... lojas. Especialmente as que têm um toque único e de exclusividade. A sensação de que não vou encontrar estes artigos em mais nenhum lugar. 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

FILMES || Fevereiro • 2019


Dois documentários, uma comédia romântica com uma história original, um filme desportivo e um drama. Foram estas as cinco produções que assisti em Fevereiro e que gostava de vos recomendar. Este novo formato procura colmatar a minha insatisfação com as publicações relacionadas com o conteúdo cinematográfico e tirar um pouco da carga dos Favoritos, pelo que, se gostarem e tudo correr bem, os filmes vão sair dos Favoritos e vão ter o seu tempo de antena mais alargado numa compilação de tudo o que fui assistindo, ao longo do mês. Poderão haver exceções, mas estou a gostar muito do resultado final. Mas esta casa também é vossa e, como são sempre muito honestos comigo — e é assim que eu gosto da nossa relação —, fico a aguardar o vosso feedback em relação a este novo formato. Combinado? 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

PASSAPORTE || Monte das Aranhas


Um fim de semana off. Era tudo o que precisávamos. De um pulinho, de um pequeno refúgio aqui perto mas suficientemente longe. Neste fim de semana, consultei zero e-mails, enviei um número de mensagens que posso contar pelos dedos de uma mão, consultei as redes sociais uma vez — e já no regresso. Conta? — e estivemos completamente desligados do mundo, das notícias e das tendências da atualidade. Mas mais ligados do que nunca ao que realmente importa.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

LIVROS || A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da


Descobri a existência deste livro através de um vídeo de recomendações da Estée Lalonde, em 2016, e, desde então, fiquei de olho. O lançamento da versão portuguesa ajudou no processo para o encontrar! Um título arrojado com uma mensagem forte e urgente: A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da não defende que não nos importemos com nada e sim o quanto é importante escolhermos com o que nos queremos importar.

É um livro de poucas páginas e o tipo de leitura que exige alguma reflexão e a sua demora, no entanto, aproveitei o fim de semana em modo off para me debruçar nele e acabei por terminá-lo nessa viagem. Embora A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da encaixe perfeitamente na categoria 'auto-ajuda', Mark Manson não tem paninhos quentes e faz considerações duras e muito sinceras sobre o quanto somos iludidos com expectativas irrealistas sobre o mundo e nós próprios. Não é só a linguagem que é brutal — o título assim o adverte; a mensagem também custa a engolir. Discordei com muito pouco — e o que discordei, reconheço que a sua argumentação é muito válida e que nada foi escrito ao desbarato pelo simples prazer de colocar o dedo na ferida — e, de facto, das experiências que já tenho tido na minha curta vida, muitas das conclusões e lições vão de encontro às do autor.

Não é um livro consensual e divide opiniões, e eu faço parte do grupo que acha que A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da é muito mais do que um livro com um título cómico — que encaixa muito bem com algum do humor ao longo de toda a narrativa. É muito realista, com afirmações (quase cruelmente) honestas, que reforça a importância de nos preocuparmos muito mais com questões, problemas e capacidades que nós podemos controlar e a dar importância aos valores certos — enumerando os errados, que muitos se iludem ser os princípios mais nobres. Acho que é um livro urgente para a minha geração.

É importante reconhecer as nossas falhas, incertezas, contrariedades e momentos negativos para que possamos ser pessoas mais preparadas para lutar e abraçar os momentos positivos. Não nos importarmos com nada não é cool. Preocuparmo-nos com tudo não é saudável. Filtrar um mundo altamente estimulado é fundamental. Assumir as nossas responsabilidades com tudo — mesmo que não tenhamos culpa — é crucial. E o mundo não está contra nós; são estas algumas das ideias principais que o livro expõe através de experiências de vida do próprio autor e de curiosidades muito interessantes.

A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da é, acima de tudo, um livro muito prático e objetivo, sem dicas pouco palpáveis e com muito pouca recorrência — nenhuma, aliás — aos instintos e à intuição, o que tem tanto de audaz como genial. É um livro que nos ensina que não precisamos de procurar, descobrir nem criar nada dentro de nós para sermos mais felizes e resolvidos na vida; já temos (e conhecemos!) todas as ferramentas. Estão na nossa mão. Só precisamos de as usar.

Autor: Mark Manson
Número de Páginas: 200
Disponível na WOOK (ao comprares através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)

domingo, 17 de fevereiro de 2019

APP || Cool Cousin


Se já me seguem há algum tempo — ou acompanham os artigos do Passaporte — sabem que gosto do equilíbrio entre visitar lugares mais populares e turísticos e descobrir as dicas locais. Acredito que ambos podem coexistir na mesma viagem e torná-la ainda melhor.
No que toca às dicas populares, não faltam páginas com sugestões. Mas na hora de registar as melhores dicas locais, a informação dispersa-se e a necessidade de pesquisa e muitos filtros aumenta, tornando o planeamento mais longo.

Descobrir a aplicação Cool Cousin foi uma lufada de ar fresco! A app é uma espécie de rede social que agrupa milhares de utilizadores de diferentes regiões do planeta e que, voluntariamente, dão as melhores dicas e sugestões da cidade onde vivem. A aplicação acaba por ficar um pouco refém das origens dos seus utilizadores para diversificar os destinos mas basta consultarem a barra de pesquisa para confirmarem que a grande maioria — ou os mais populares — já lá estão!

Quando pesquisam a cidade que querem explorar, têm acesso aos múltiplos perfis dos utilizadores que moram nessa cidade e é neles que têm de aceder para lerem as suas recomendações, desde os melhores lugares para fazer compras, onde levariam alguém que conhecesse a sua cidade pela primeira vez, tesouros escondidos, os sítios que não damos nada por eles mas que são fantásticos, lugares que não recomendam ou não apreciam — e aqui recomendo algum sentido crítico porque muitos referem lugares turísticos pelo óbvio desconforto de serem sítios, geralmente, muito frequentados mas que, para turistas, acaba por ser giro visitar. Mas muitos também referem lugares que não recomendam por razões mais interessantes para nós como a segurança ou uma particular desilusão.

Os perfis funcionam à base de pergunta-resposta e incluem informações sobre o utilizador que eu passo à frente, como profissão, séries preferidas ou músicas. Embora não ligue muito, não acho desnecessário, uma vez que acaba por ser uma tentativa de traçar um pequeno perfil dos interesses da pessoa para que identifiquem o seu estilo e para que também possam confirmar se os interesses gerais do utilizador vão de acordo com os vossos (para encontrarem as sugestões mais personalizadas ao vosso tipo de gostos e vontades). Podem, inclusive, enviar mensagens aos utilizadores para tirar dúvidas ou pedir sugestões extra. Por fim, se realmente gostarem do guia de viagem sugerido por alguém, podem guardar um mapa já com os pontos indicados pelo utilizador e utilizá-lo durante a viagem!

Cool Cousin é simplesmente genial e um conceito que realmente faltava e que vinga por ser útil e prático para qualquer viajante que goste de conhecer, de antemão, um pouco do que a cidade pode oferecer. Cumprindo a ideia primordial da aplicação, é como se perguntássemos aquele amigo que está fora e que conhece todos os spots incríveis e secretos quais são as suas melhores dicas!

sábado, 16 de fevereiro de 2019

SÉRIES || Dogs


Que série podemos criar para deixar a Inês mais feliz? Tenho a certeza de que foi esta a pergunta central na hora de produzirem a série Dogs. Uma produção original e documental da Netflix que, para já, só conta com uma temporada de seis episódios independentes. O único ponto em comum, claro, são os cães. E o nosso amor por eles. Cada episódio tem como protagonista um patudo diferente e as histórias são tão heterogéneas quanto os nossos amigos de quatro patas. No fim, o objetivo é o mesmo: mostrar o quanto os laços entre humanos e cães são poderosos e especiais.

A importância de Rory na autonomia de Corrine, o desespero do refugiado Ayham em resgatar o seu melhor amigo de quatro patas, Zeus, do país em guerra que deixou para trás, a história da amizade de longa data entre Ice e o seu dono pescador, o culto do grooming, a coragem de Álvaro e Lya para resgatar cães abandonados e a vontade de Anna em ajudar no transporte de dezenas de patudos desde os seus abrigos até às famílias que os adotaram e lhes ofereçam uma nova oportunidade. São estes os seis episódios documentais da primeira temporada e, embora nem todos procurem ser comoventes, confesso que não consigo conter as lágrimas logo que o genérico se inicia — e me lembro da minha Laika e Belka.

Todas as histórias são pertinentes, interessantes, atuais e amorosas — porque eles são todos uns fofinhos! Dogs reforça a ideia de que 'o cão é o melhor amigo do Homem' e demonstra-o através de histórias incríveis e originais ao redor do mundo. Se também têm patudos na vossa vida, vão amar esta série!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

FILMES || 5 Filmes Românticos


... com um twist! Para o S. Valentim, já tivemos sugestões de ideias e experiências. Desta vez, decidi partilhar as minhas sugestões para quem procura celebrar o dia do amor de uma forma íntima e económica. Afinal de contas, quando se ama, não é preciso muito: um sofá, umas pipocas, um filme e a melhor companhia do mundo basta (e muito!). As minhas sugestões são românticas, porque o dia assim o pede, mas fiz questão de escolher cinco filmes que não são, de todo, típicos ou previsíveis. São perfeitos para se aconchegarem juntos. Pode ser?

A Linha Vermelha
Um filme argentino que conta a história de Manuel, um passageiro de bordo que se apaixona por uma das assistentes de voo, Abril. O interesse é correspondido mas, por uma série de infortúnios, ambos perdem contacto ainda antes de criarem qualquer tipo de laço. Sete anos depois, com as suas vidas num outro rumo, reencontram-se.
Tem os seus momentos previsíveis mas se acham que é um filme água com açúcar, talvez venham a ter uma surpresa. Embora seja um filme muito leve, fala sobre vários tipos de amor e paixão que nos leva a refletir sobre o quanto não podemos decidir quem o nosso coração escolhe.

Age of Adaline
O meu romance preferido de sempre não podia escapar desta lista! Adaline tem 29 anos e não consegue envelhecer. Dada a sua condição insólita e para se proteger, a protagonista decide tomar duas decisões muito importantes: não contar a ninguém sobre a sua condição e não se envolver o suficiente com ninguém para proteger o seu segredo.
Age of Adaline é uma das melhores sugestões por ser um filme muito romântico, que fala sobre amor de uma forma muito carinhosa e real mas por ter uma certa densidade que carece à maior parte dos filmes de romance. É encantador, envolvente, muito intrigante e com a pitada certa para suspirarmos de ternura mas, ao mesmo tempo, ficarmos de olhos colados ao ecrã expectantes por acompanhar as cenas seguintes.

Definitely Maybe
De todas as sugestões da lista, este é, provavelmente, o mais antigo e assumidamente uma comédia romântica. Em Definitely Maybe, Maya, uma criança amorosa, pede ao pai, Will Hayes (protagonizado por Ryan Reynolds), que lhe explique como conheceu e se apaixonou pela mãe e como é que duas pessoas que se amavam decidem pedir o divórcio. Will acede ao pedido da filha mas propõe um desafio: contar a Maya a história de como conheceu as três mulheres com quem se relacionou e mudar-lhes os nomes reais, sem nunca revelar qual delas é a mãe. Maya terá de adivinhar com base nos relatos do pai.
Embora seja um filme leve, com humor e muita doçura, não deixa de ser um filme que fala sobre o amor e sobre como as relações são tão complexas. Não é demasiado fantasioso, tem o toque de comédia certo e é uma produção altamente amorosa!

About Time
Mais um dos meus romances preferidos! Aos 21 anos, Tim descobre que todos os homens da sua família — incluindo ele — têm o poder de viajar no tempo. Ao fim de algum período de adaptação e aceitação, Tim apercebe-se do potencial do seu poder e usa-o a seu favor para conquistar a miúda doce e amorosa por quem se sente atraído.
Por muitos sorrisos que possa arrancar, About Time é um filme muito rico e competente em demonstrar o quanto o nosso tempo é precioso. Na forma como o gastamos e dedicamos às pessoas que amamos. É uma reflexão sobre o quanto damos os nossos dias e pessoas por garantido e o quanto devíamos aproveitar cada momento. É um filme com um elenco incrível, uma banda sonora maravilhosa, doce, simbólico e incrível para assistir abraçadinhos!

I Origins
Ian é um biólogo que se apaixona perdidamente por uma rapariga, numa festa, e lhe pede para tirar uma fotografia ao seu olho. É um hobby que adora uma vez que, tal como as impressões digitais, cada olho é totalmente único — um universo lindíssimo que nos é exclusivo, sem nos apercebermos. No entanto, Ian acaba sem saber quem é a rapariga que o atraiu e resta-lhe apenas a fotografia de uns olhos com um traço muito peculiar para a encontrar.
É uma espécie de Cinderella dos tempos modernos mas a história vai um pouco mais além e creio que, aliado aos diálogos recheados de simbolismo mas sem excessividade romântica, é isso que torna o filme mais robusto e interessante, superando-se enquanto romance. Há muito espaço para a reflexão sobre a nossa identidade e sobre a relação da ciência com Deus.
De todas as sugestões da lista este é, talvez, o romance menos óbvio e que se tenta transcender além da óbvia história de amor. Se são um casal que não aprecia filmes românticos, talvez esta seja a indicação mais apropriada da lista.

Gostaram das sugestões ou já assistiram a algum destes filmes? Têm planos para o S. Valentim? Por aqui, como é habitual, a data morre um pouco porque dias depois celebramos o nosso aniversário e gostamos muito mais de investir nessa data! Feliz dia dos namorados!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

BOM GARFO || Amélia


Celebrar a amizade à distância com encontros doces que se querem numa mesa que nos deixe bem pertinho; não me parece existir um encontro melhor do que este! A escolha de um espaço para saborear foi espontânea e pouco planeada, depois de uma visita guiada por Lisboa. Já todas tínhamos visitado o Nicolau e, portanto, decidimos conhecer a sua namorada, Amélia.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

PASSAPORTE || Guia de Lisboa


Já o afirmei, perdido nos confins deste arquivo, que a minha relação com Lisboa não foi perfeita nem linear. Na verdade, cheguei a viver uma fase em que detestava a capital; não me sentia segura, era confusa e, em geral, não me conseguia encontrar na identidade da cidade. A entrada na faculdade obrigou esta small town girl a criar uma rotina em Lisboa e se esta era a fórmula perfeita para tudo correr mal, a verdade é que fizemos as pazes. Encontrei os meus lugares e a minha identidade por Lisboa, aprendi a conviver numa cidade grande e sinto que, hoje, é uma das minhas cidades. Pela minha história com ela, pelos milhões de memórias que já criei por lá, pela nossa relação de ódio iniciar um amor inquestionável no final. Deixo-vos aqui os meus lugares preferidos de Lisboa!

domingo, 10 de fevereiro de 2019

BOBBY PINS || 5 Anos



O meu número preferido. Uma mão cheia de conteúdos. Cinco anos a escrever, a conquistar novos leitores, a dar um abraço de despedida a tantos outros, a receber os de sempre com a mesma vontade que se sintam bem como se cá estivessem pela primeira vez.

Entrem, sentem-se, estejam à vontade. Tenho chá para servir, se gostarem de Earl Grey e umas bolachinhas para adocicar a alma. Sobre o que queremos conversar hoje? Assuntos mais leves, como o filme que acabei de assistir? Talvez um livro que estejam mesmo a precisar de ler? O que aconteceu esta semana que vale a pena conversar ou recordar? Talvez um assunto mais denso que não precise de ter um desfecho pesado. Talvez algo que ajude a cabeça a desanuviar. Talvez uma recomendação de amiga.

É isto que sinto cada vez que crio algo para o Bobby Pins. Que estou convosco na melhor estufa do mundo, cheia de luz solar e plantas bonitas; um lugar agradável para nos perdermos no tempo a conversar. Trocar ideias e recomendações, partilhar momentos, histórias, emoções. E para sairmos mais leves. Visualizo muito como gostava que o Bobby Pins fosse, se ele existisse fisicamente; com luz, com natureza, com um calor leve que não incomoda mas aquece por dentro, com várias canecas com chá para vos servir, com as vossas vozes e gargalhadas, preocupada em garantir que se sentem em casa. Porque quando visualizo este espaço, o Bobby Pins... é como encontrar o lugar que sempre estive à procura.

Fiz questão de o fazer, em privado, a cada um mas quero, uma vez mais, agradecer a todos os que participaram com estas fotografias, que tiraram um tempinho da vossa rotina para recordarem este espaço com carinho através da vossa originalidade e que me permitiram cumprir o objetivo de celebrar esta data especial do vosso lado, da forma que me foi possível. Cada fotografia veio acompanhada de uma história, de uma mensagem, de uma razão ou simbolismo que eu gostei muito de conhecer e saber. É incrível como consigo reconhecer a identidade e veia criativa de muitos dos autores destas fotografias e isso deixa-me ainda mais feliz porque tornaram o Bobby Pins numa coisa vossa e provaram aquilo que há muito sinto: já não é só um gancho.