terça-feira, 19 de junho de 2018

1+3 || Uma Regra


Uma das regras mais saudáveis que impus a mim mesma foi tornar o meu quarto offline. Embora ainda traga o telemóvel comigo — algo que, se também corrigisse, seria perfeito, mas que reconheço que é mais difícil —, o wi-fi está desligado (e não sou aderente a nenhum pacote de dados móveis).

O meu quarto é a divisão da casa onde passo menos tempo. No entanto, é o lugar onde mais gosto de estar. Adoro porque é o meu cantinho, com a minha identidade, as minhas coisas, a minha privacidade, mas gosto de estar nos espaços comuns da casa, de estar com a minha família na sala ou a conversar na cozinha. E quando tenho de trabalhar e escrever no blog, faço-o no nosso escritório. O meu quarto torna-se, assim, no meu local seguro e tranquilo. Representa descanso, representa repouso, representa leitura, representa música, representa-me. E gosto de saber que quando passo a minha porta os e-mails, as notificações, os chats, os toques irritantes e superficiais ficam para trás. Reconheço que ainda não sou capaz de deixar o telemóvel numa outra divisão — em grande parte, porque já tive provas de que, em situação de emergência, foi excelente ele estar à mão na madrugada — mas tranquiliza-me saber que quando vou para o meu quarto, vou numa altura em que só poderei ser contactada por pessoas muito próximas e com as quais tenho todo o prazer em dialogar e que não me vão trazer ansiedade, revolta ou impaciência. Ou que não me vão contactar ao desbarato. Pelo contrário.

É tentador ver Youtube antes de dormir. Escrever qualquer rascunho para o blog ou meter um episódio a dar. Ver instastories até dar sono. Mas a conclusão que cheguei (e que me fez adoptar este método há mais de um ano) é que esta dinâmica e energia da internet — que eu admito que gosto e que pode trazer infinitas possibilidades — não me faz bem na hora de me desconectar com o telemóvel e me conectar comigo mesma e com o meu dia. A internet nunca descansa, nunca deixa de processar, nunca desliga, nunca dorme. Mas eu sim. E nada me dá mais prazer do que entrar numa espécie de Modo Avião quando entro no meu quarto e desfruto de outros prazeres como passar os meus cremes, escrever no meu FYJ, ler o meu livro ou ouvir os meus cd's. É o meu momento, não do mundo. O meu quarto é o lugar mais pacífico que conheço e sei que está potenciado por esta regra. 

segunda-feira, 18 de junho de 2018

BOM GARFO || Brigadeirando


O que pode ser mais doce do que uma tarde dourada em Lisboa e um encontro de amigos que se querem bem? Chocolate, claro! E para isso, o local ideal não podia ser outro: Brigadeirando.
Localizado no sempre badalado LxFactory, o Brigadeirando é pequenino, discreto e ideal para companhias tão doces como a oferta da casa. A esplanada é perfeita para refeições ao Sol e a decoração digna de uma casa de bonecas inspira-nos a desejos gulosos e caprichados!




À nossa mesa veio parar um croissant com brigadeiro, uma fatia de bolo de chocolate, uma waffle com topping de Nutella e frutos do bosque e um salame de brigadeiro com coconut ralado. A inglesa do grupo não podia deixar de pedir um Earl Grey a acompanhar para dar corpo e corte aos momentos açucarados que estávamos prestes a desfrutar!



O meu croissant estava absolutamente divinal. O creme de chocolate era guloso e aveludado, casando tão bem com a massa estaladiça. Dos restantes pedidos, provei ainda o salame de brigadeiro, que estava a fazer olhinhos para mim desde que nos cruzámos na montra. Tinha um toque de leite condensado que eu amo e que me conquista numa só dentada. A minha companhia não foi capaz de o terminar — suponho que sem uma bebida aprazível que corte o doce, o lanche fica complicado de acompanhar, mesmo entre bons garfos — pelo que o meu paladar ficou muito feliz!



Tão boa esta visita ao Brigadeirando...! Definitivamente o local ideal para um encontro doce apaixonado, para rematar um passeio comprido pela bela Lisboa ou para levarem os vossos miúdos a desenharem os típicos bigodes de chocolate. E se me permitirem mais uma sugestão — só mais uma! —, vale muito a pena pedirem para levar e surpreenderem os doces da vossa vida com uma caixinha amorosa.
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LX Factory, Rua Rodrigues Faria, 103, Alcântara
Lisboa
Contacto: 963 481 132

segunda-feira, 11 de junho de 2018

BOM GARFO || FOL Popcorn


Amo pipocas. Acho que é o snack que mais prazer tenho e desejo comer. No cinema (as minhas preferidas), ou numa sessão de filmes em casa, em qualquer evento, são sempre muito bem-vindas! Amo as doces, deliro com as salgadas e quando estão misturadas eu sou uma pessoa ainda mais feliz. Escusado será dizer que fiquei radiante por descobrir uma loja que vendia pipocas de vários sabores.

É esse o conceito da FOL Popcorn; abrir os horizontes dos sabores além das tradicionais doces, salgadas e de manteiga. Há de tudo: sabor chocolate, sabor pizza, sabor bacon, sabor pistachio, sabor queijo, sabor batata (...), são mais de vinte sabores e o difícil mesmo vai ser escolher — mas não se preocupem, porque podem provar! —.

Com loja no Porto, Amarante, Vila Real, Leiria e Braga — mas posso quase jurar já as ter visto também no Cinema City da Beloura, em Sintra —, foi na última que as experimentei pela primeira vez. Provar fez toda a diferença, e é o que recomendo!
Queria uma mistura de doces e salgadas — como eu mais gosto — mas devo confessar que não fiquei impressionada com os sabores salgados. Porém, devo ressalvar que não haviam muitos à data da minha visita (os sabores disponíveis vão variando de semana para semana). Recomendaram-me que não seleccionasse as de queijo por terem um odor muito intenso e desagradável — passo a recomendação para aqui também, caso estivessem a pensar dividir uma pipocas inocentes de queijo num primeiro date — mas os sabores doces foram um sucesso. Entre pistachio e chocolate, acabei por pedir umas de caramelo salgado. Ao que sabem? Exactamente aqueles rebuçados de caramelo Werther's! Só lamento não ter encontrado nenhum sabor salgado do meu agrado para cortar um pouco o sabor doce. O pacote mais pequeno chega na perfeição — podem tornar-se enjoativas —.

Sempre tive curiosidade em experimentar sabores de pipoca diferentes e não resisti quando a oportunidade surgiu. Porém, sinto que precisava de provar mais sabores para dar uma opinião final, mas admito que a relação quantidade-preço não me seduz, especialmente depois de ter concluído que muitos dos sabores são subtis e nada intensos — como é premissa da marca —. Talvez uma segunda prova fosse essencial, mas se já acho os preços de pipocas no cinema um absurdo, dificilmente irei regressar de propósito para arriscar em mais um sabor que tem chances de ser uma desilusão agridoce.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

1+3 || 13 Qualidades


Na Praxe do meu curso, existia um jogo que consistia em pedir aos caloiros que pegassem num rolo de papel higiénico — que nós oferecíamos — e que tirassem o número de quadrados que lhes apetecesse. Os mais cautelosos e desconfiados eram comedidos e tiravam um, dois, no máximo três quadrados. Os mais audazes, tiravam tiras enormes. No final, pedíamos que cada um se levantasse, se colocasse no centro da roda e partilhasse uma qualidade sua por cada quadrado que tivesse na mão. Os que tinham tiras e tiras inteiras ficavam brancos de pânico. E no fundo, foi um pouco assim que me senti quando vi este tema. Como se tivesse sido audaz e tivesse tirado treze quadrados. A desorientação deu lugar à ideia.

Embora este seja um tema (e projecto!) dedicado à auto-valorização e auto-estima, não podia deixar de incluir as minhas pessoas neste exercício. Acredito que há qualidades que só nós vamos ser capazes de enxergar — porque são coisas tão intrínsecas que não faria sentido de outra forma — e acho importante que as consigamos identificar por nós próprios. Saber olhar para dentro e automatizar a lista de qualidades tanto quanto somos capazes para a lista de defeitos não é vaidade, é amor próprio. É confiança. E precisamos de compreender que se não usamos as nossas qualidades para anular os outros ou para desresponsabilizar os nossos defeitos, então não há nada de vaidade em as reconhecermos.

Porém, existem certas qualidades que só fazem sentido reconhecer quando estamos na nossa rede. Porque são qualidades que funcionam mais para os outros do que para nós. Porque vivemos em sociedade e isso significa que estamos constantemente conectados a quem nos rodeia. E porque a forma como quem amamos nos enxerga é inesperada e importante de reflectir. Não deixa de ser uma auto-reflexão se maturarmos a ideia e acreditarmos nela. E é por isso que uma parte desta lista tem qualidades que as minhas pessoas referiram (e que eu reflecti) e outra parte é composta por qualidades enxergadas por mim. E é também por isso que não vou discriminar quais são quais. Porque acredito em todas. Porque nenhuma está aqui só porque alguém que gosto muito e me conhece na palma da mão o disse. Porque eu acredito. Acredito em mim e acredito que sou capaz de entregar esta qualidade. E é por isso que o meu trabalho neste tema não ficou descartado ou facilitado por ter pedido uma mão. Não foi uma mão qualquer. Foi a mão das pessoas que mais gosto. Afinal de contas, este não é um desafio de bem estar, de equipa e de corrente?

Aqui estão as 13 qualidades que eu acredito que tenho dentro de mim:

segunda-feira, 4 de junho de 2018

PASSAPORTE || E o próximo destino da #InêsDeMalaRosa é...


... Noruega!! Têm dicas para mim?

BOM GARFO || Tíbias de Braga


O ponto de encontro do meu pequeno-almoço com elas tinha de merecer referência. Localizado perto do Arco da Porta Nova e junto ao Museu da Imagem, o café Tíbias de Braga ergue-se em todo o seu esplendor num tom de azul lindíssimo graças aos seus azulejos tão portuguesinhos. O interior não fica atrás; tons brancos e uma decoração digna de uma casa de chá para bonecas, com uma montra de pastelaria e doçaria a rigor e o burburinho que eu adoro em qualquer café de clientes a desfrutarem da vida com as suas pessoas. Tão bom...!

O nome Tíbias de Braga — digam-me que não sou a única a pensar em ossos?! — deve-se a uma doçaria típica bracarense do mesmo nome e, embora tivessem uma óptima cara, os croissants foram amor à primeira vista. Um chá preto para despertar as energias, um chá de menta para refrescar as ideias e água para nunca esquecermos o fundamental.


O encontro foi doce por si só, mas há que reconhecer que o pequeno-almoço caprichado ajudou — nem que seja para fazer barriguitas felizes! —. Os croissants eram brioche e a massa estava bem cozida, o chocolate na dose certa, o chá preto era Tetley, não há muito por onde falhar, e o atendimento foi absolutamente simpático. O Tíbias de Braga recebeu-nos por umas horas e irei sempre recordar este salão com carinho e uma certa água na boca. Obrigada, Carolina!
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Praça Conde de Agrolongo, 30, 4700-210
Braga
Contacto: 253 035 625

sábado, 2 de junho de 2018

VÍDEOS || Preferidos de Maio 2018

"Welcome to the Eurovision Song Contest in Lisbon" | Maio de 2018 fica registado como o ano histórico em que o Festival da Eurovisão foi transmitido em Portugal. Como acompanhei tudo de uma forma muito superficial — não consegui assistir a nenhuma gala, sequer — foram os vídeos e as partilhas que me permitiram ficar por dentro do que é que fomos capazes de produzir para o mundo. E este vídeo introdutório está apenas fantástico, caracterizando muito daquilo que eu considero ser música: tudo. Tudo para mim é música, ritmo, comunicação e conversa. E resta-nos a sensibilidade para caracterizarmos o que ouvimos como ruído ou melodia. Está super bem conseguido.

"Amar Pelos Dois (cover) - Georgia" | Ainda do universo Eurovisão, não podia deixar de partilhar este cover que os concorrentes da Georgia presentearam para nós. Esta globalização — que não me interpretem mal, eu amo! — permite-nos ser, verdadeiramente, cidadãos do mundo e o inglês acaba por ser a ponte global para chegarmos ao outro. E acabamos por nos esquecer, por vezes, do quanto a nossa língua é bonita, articulada, difícil, expressiva. É um detalhe que sentimos com mais força quando ouvimos pessoas de outras origens, culturas e línguas a cantar. Dou os parabéns pelo esforço, cortesia e não podia deixar de partilhar.

"Esse é o seu vestido ideal?" | Eu sou uma criatura curiosa; nunca tive grande desejo de me casar, não está nos meus planos (sequer sonhos) mas adoro ver Say Yes to The Dress. De todo o conteúdo de televisão que se poderá considerar 'fútil', este programa é o único que assisto. E assisto de verdade, felicíssima, comentando em voz alta tudo! Podem imaginar o quanto eu delirei quando a Karol Pinheiro publicou um vlog a visitar a loja Kleinfeld (onde é gravado o programa) para procurar o seu vestido de noiva, certo? Acho que, se alguma vez for noiva (nem sequer consigo conceber, sinceramente) faço questão de também ir lá! Com tudo o que mereço!!

"Why tech needs the humanities" | É inegável que as ciências sempre foram mais valorizadas e destacadas que as humanidades. Não é novidade para ninguém que todos acreditam que o caminho para a empregabilidade, para o sucesso, para a destreza intelectual e de raciocínio é nas ciências, descartando as humanidades. E embora seja de ciências, nunca concordei com esta ideia. Ao assistir a este vídeo, finalmente senti que a justificação era boa e sedimentada. Os dois mundos são precisos e sim, podem e devem complementar-se. Por vezes, estamos tão programados e treinados para encararmos determinado desafio ou problema no mundo profissional da forma como toda a nossa academia nos preparou que nem nos apercebemos que existem um milhão de caminhos diferentes para atingir o mesmo resultado. E que existem graças aos mais variados raciocínios e formas de encarar o desafio. É por isto que afirmo tão afincadamente para as pessoas seguirem e formarem-se naquilo que lhes motiva e para procurarem saber mais sobre outros temas e universos que não apenas aquele para o qual se formaram. Não precisamos só de ir a formações directamente ligadas à nossa formação académica ou profissional. Podemos explorar outras áreas que nos interessem e para as quais sentimos aptidão. Provavelmente, vamos descobrir capacidades extraordinárias que não sabíamos que tínhamos, simplesmente porque nunca tínhamos pensado daquele jeito.

"O que fazer com apenas 30 dias de vida?" | Este vídeo é um react do Felipe Neto a um videoclip. Antes que revirem os olhos — sou só eu que estou fartinha de reacts? — devo alertar-vos de que este é muito bom, e embora possam sempre contar com o bom humor do Felipe, o tema é pesado e deixa-nos a reflectir. Por que só tentamos ser pessoas melhores (ou as que sempre ambicionámos ser) quando vemos a linha a chegar ao fim? Por que reflectimos nos outros comportamentos que condenávamos quando alguém nos fazia a nós? O videoclip está sensacional e gostei dos comentários do Felipe — os sérios e os não tão sérios — ao longo de todo o vídeo. Recomendo muito.


Qual foi o vosso preferido?

sexta-feira, 1 de junho de 2018


Maio foi um mês extraordinário. Talvez um dos meus preferidos do ano. Foi um mês de paz, de concretização, de momentos especiais e marcantes. Foi um mês intenso, preenchido e exigente. Mas recompensou-me muito bem e, por isso mesmo, não consigo acabar este mês sem me sentir verdadeiramente grata. Recordar momentos bons do meu mês sem grandes esforços é, para mim, a melhor definição de fazer um balanço feliz. Tenho tantas coisas boas para partilhar convosco...!

quinta-feira, 31 de maio de 2018

1+3 || Uma Peça de Roupa: Uma História


As minhas roupas são histórias. Abro o meu armário e vejo cada uma delas com uma informação diferente e escondida — umas mais simples, outras mais complexas. Cada peça de roupa conta quem eu sou. No que é que eu acredito. Descreve uma parte do que é que eu considero moda e beleza. As minhas roupas dizem quem é que me inspira. O que é que é tão Inês. A minha cultura, em todas as vertentes da palavra. A minha liberdade.

As minhas roupas contam a história de como me sinto, todos os dias. Ou como está a organização da minha vida. Como encaro os eventos e ocasiões onde tenho de estar presente. Reflectem alguns traços da minha personalidade. Umas contam histórias de surpresa, de presente, de pessoas maravilhosas que pensaram em mim ao olhar para determinada peça. Outras contam histórias das minhas etapas, das minhas vitórias, das minhas tradições. Algumas contam memórias. Cada vez que as visto, uma parte de um momento que já passou regressa até mim pelo toque da forma como a roupa veste em mim, ou por um perfume, ou pela cor. Tenho peças que trazem até histórias com palavras! E outras que guardam em segredo acontecimentos que eu não tenho outra forma de recordar sem ser pela memória. 

Uma peça de roupa minha traz consigo uma história. Sobre quem sou, o que faço, no que acredito, no que me inspira e sobre os momentos que fazem de mim a Inês que sou hoje. Já me desfiz de muitas histórias — porque, tal como a roupa, também elas deixam de servir — mas sei sempre que cada aquisição que entra no meu armário traz um capítulo consigo sobre tudo o que me representa.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

FILMES || Deadpool 2


Depois do tremendo sucesso que foi o primeiro filme de Deadpool, as minhas expectativas estavam na estratosfera. Mantenho-me sempre apreensiva em relação às sequelas, mas os trailers e a música oficial da Céline Dion — dava sequer para prever uma participação destas? — prometiam que vinha aí algo igualmente sensacional e de gargalhadas garantidas. E as promessas foram cumpridas.

Desta vez, a aventura do melhor super-não-herói de sempre passa por trabalhar em equipa depois de um evento devastador. E embora este seja um filme que, ao contrário do primeiro que se aproveitou da desconstrução do conceito, vai mais ao encontro da linha típica de filmes de super-heróis — o que, honestamente, me perdeu um pouco, já que não sou fã de filmes de super heróis — existem inúmeros momentos absolutamente deliciosos e que privilegiam este sarcasmo relacionado com o mundo da Marvel e da DC.

Podem contar com várias piadas — das boas —, milhares de referências cinematográficas, participações geniais (e que tornam as referências do filme ainda melhores) e muita boa disposição, mesmo quando as cenas são mais tristes. Afinal de contas, é o Deadpool. Dava para esperar outra coisa?

Ah, e claro, fiquem sempre até ao final dos créditos.