domingo, 21 de janeiro de 2018

PASSAPORTE || Parques de Sintra


Adoro a Serra e os parques de Sintra. Os cheiros, os sons, a imensidão, o nevoeiro que, por vezes, surge e torna todo o ambiente mais assombrado. Claro, as histórias, lendas e boatos ajudam — e admito que me arrepio com algumas delas — mas, em geral, a área natural de Sintra é o local perfeito para (literalmente) me perder e deixar encantar. Não sou louca por campismo, mas adoro uma boa caminhada.

Uma das melhores particularidades destas extensões de Natureza é o facto de serem gratuitas o que, tendo em conta que nos estamos a referir a Sintra, é um alívio para a carteira. Adoro calçar as minhas sapatilhas de trilha, meter a mochila atrás das costas e ter o telemóvel pronto para captar uma imagem deslumbrante. Entre lagoas, barragens, cascatas e arvoredos, é nestes parques que encontro a paz que, muitas vezes, me falta.

Adoro o som crocante dos meus pés a calcarem os caminhos, dos pássaros que se comunicam, sempre melodiosos, dos cheiros térreos e naturais. Adoro quando o Sol consegue encontrar uma brecha no meio dos arvoredos e deixa os seus raios iluminarem os caminhos de uma forma muito gentil. As lagoas são sempre calmas e serenas, onde o reflexo se mistura com a realidade. Grutas pequeninas, escadas à escala de duendes e pequenos tesouros escondidos no meio da Natureza, que ninguém sabe muito bem precisar a localização e que se tornam numa recompensa para os corajosos e aventureiros que decidem explorar mais além.

Há todo um ambiente de mistério e tons escuros que nos faz esquecer que estamos no nosso país. Portugal privilegia-nos com tantos espaços naturais, mas nenhum tem a identidade de Sintra, com o seu ar sombrio e encantado, cheio de miradouros escondidos.

Regresso à civilização sempre de bochechas rosadas, joelhos sujos de terra por escorregar, as solas das sapatilhas numa lástima, mas sempre renovada. Passear pelos parques de Sintra — passear a sério, a pé, a sujar, a subir por onde não há escadas, a descer de pernas dobradas e mãos esticadas, embrenhar na imensidão — é uma experiência única e libertadora. É um outro mundo à nossa disposição. E à nossa espera.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

FOTOGRAFIA || Álbum de Viagens


Numa viagem, existem vários pormenores memoráveis; as cores, os cheiros, as paisagens, os sabores, as heranças culturais e influências de outros países, a dinâmica, as pessoas (daquele lugar e as que fazem a viagem contigo), as histórias, as aventuras, as expressões... E a fotografia. Para mim, fotografar um destino é como um jogo, um desafio: tento sempre capturar aquele lugar da forma mais fiel como o estou a observar e sentir. Quero que possam olhar para as minhas fotografias e que sejam capazes de compreender a essência daquele lugar, os pormenores que eu reparei, a identidade real. Mas também gosto de registar as comidas, pormenores que só o grupo de viagem compreenderá, os rostos de quem dividiu essa aventura comigo. As minhas fotografias de viagem são o meu tesouro mais precioso.



Por isso mesmo, quando tive oportunidade de testar os álbuns da Saal Digital, sabia perfeitamente que queria fazer um álbum com todas as viagens que já tinha feito na minha vida. A palavra-chave da Saal Digital, com certeza, será 'personalização'; existem vários tipos de formatos de álbum, em diferentes materiais, com diversos acabamentos e a formatação e disposição das fotografias pode ficar ao vosso critério e criatividade.



Ter este álbum nas minhas mãos é uma sensação muito especial. Tudo foi pensado com muito pormenor e carinho, e todas estas fotografias não são apenas bonitas, artísticas ou retratos: são histórias. Conseguir reunir, num só lugar, dezenas de fotos de viagens tão especiais — e poder senti-las com o meu toque — é uma sensação impagável. Confesso, tinha muito receio em relação à qualidade das fotografias mais antigas (as nossas câmaras de 2005 não eram extraordinárias, por exemplo), mas tudo está perfeitinho, pronto para me deliciar a folhear.




Eu sou o tipo de pessoa que gosta de ver as fotos de viagem dos outros — embora este tipo de pessoas seja uma raridade, a maioria acha sempre que é desinteressante —. Mas eu gosto. Adoro, aliás. E adoro ver as minhas próprias fotos e dedicar um tempo a recordar tudo. Este álbum tem uma parte muito importante da minha existência e guarda as minhas melhores histórias. É tão bom poder observá-las como se fosse um livro de encantar, antes de dormir. Não coloquei (nem achei necessário colocar) todas as páginas do álbum nesta publicação, mas ficam aqui alguns detalhes.




quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

ISTO É TÃO INÊS || Foco

No ano passado, debrucei-me muito sobre tentar ser uma pessoa presente e vivê-lo dessa forma. Não é nada fácil ter foco, especialmente quando começo a aliar a ausência de foco com a ansiedade. Mas preciso, não só porque é um trabalho muito importante para a minha maturidade como também me permite ser uma pessoa muito mais presente e completa em todos os acontecimentos, o que não só é mais saudável para mim como para os outros.

Há muito que já faço este exercício e quero manter o comportamento, em 2018 e nos anos que virão. As bolinhas cheias de números das notificações já não me incomodam, o meu coração não fica apertado quando não respondo, no mesmo segundo, a um e-mail ou a uma mensagem porque sei que vou responder. Não me preocupo em abrir mensagens e que apareça o 'Visto' porque não estou a ignorar nada e porque ninguém fica sem uma resposta minha, se o assunto é relevante. Guardo o telemóvel na mala durante uma conversa na esplanada, um workshop ou palestra na certeza de que o mundo não acaba por não ter atendido a chamada, no momento. 

Ausência de foco não tem de ser extrapolada para ausência de organização, e cada vez mais confio em mim e na minha capacidade para memorizar compromissos — ou registá-los —. Se não respondi, no preciso momento, a um e-mail ou a uma qualquer mensagem, sei que naquele momento não estou com a disposição ou foco suficientes para me debruçar sobre o assunto (seja ele leve ou mais complexo). Prefiro demorar a responder, na certeza de que estou a tornar-me disponível a 100% à conversa do que fingir uma atenção que não lhes pertence por estar a distribuir o foco em dezenas de assuntos que mereciam mais da minha parte. O que quer que exista para eu saber e resolver, continua a existir algum tempo depois, mesmo que a minha cabeça queira insistir no contrário.

Seja que tarefa ou acontecimento que esteja a viver — limpezas, cozinhar, ler, conversar, trabalhar, aprender — faço questão de estar lá. De corpo e mente. Nunca me suportei por, algumas vezes, estar presente apenas em corpo e deixar a mente voar para assuntos dos quais, naquele momento, não posso, não preciso ou não tenho urgência em tratar. E desde que me tenho esforçado para ser uma pessoa mais focada, sou uma pessoa mais tranquila e feliz, também. Porque sinto que fico ansiosa nas ocasiões em que a ansiedade e a preocupação são válidas e não deixo que, em outras ocasiões, me perturbem, desconcentrem ou me impeçam de viver o agora.

Vivemos num mundo que se comporta como se tudo fosse acabar amanhã e em que somos incapazes de estabelecer certas prioridades ou de interpretar os casos de formas menos extremas como "de vida ou de morte". Muito por culpa da nossa fisiologia. Mas podemos contrariar da forma que mais está ao nosso alcance e confiarmos mais na nossa capacidade para sermos responsáveis, presentes e sensatos. Estou farta de sofrer em dobro.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

FILMES || Um Desastre de Artista


The Room é, muito provavelmente, um dos filmes mais constrangedores, estranhos e fenomenais da Era do cinema. Um filme tão mau e tão estranho que se tornou genial. E o segredo para esta tragédia bem sucedida só tem um nome: Tommy Wiseau, que escreveu, dirigiu, representou e financiou todo o filme. Ninguém sabe, mesmo nos dias de hoje, de onde ele é, que idade tem nem como teve meios para financiar toda a produção, mas The Room é uma pérola tal que merecia um filme para contar a história de Tommy e de como toda a ideia surgiu. E assim foi.

Existem vários factores para que Um Desastre de Artista seja tão brilhante, a começar pela caracterização quase perfeita. James Franco está absolutamente irreconhecível e só soube que era ele quando mo segredaram ao ouvido, enquanto assistíamos. A transformação está muito fiel e extraordinária (e tenho de confessar: durante todo o tempo em que o Dave Franco estava caracterizado com barba, achei-o super parecido com o Ricardo!). O pormenor de os dois irmãos trabalharem juntos leva a química além da tela e dá o à vontade que fica em falta em The Room.

Embora possa nomear dezenas de razões para o filme ser uma obra prima, a verdade é que aquilo que torna o filme tão bom é o facto de ser verídico. Todos os momentos de humor non-sense dignos de uma comédia à séria ficam com a qualidade elevada por sabermos que realmente tal momento completamente imbecil aconteceu. O humor está na realidade e no retratar dos factos.

Recomendo completamente que assistam a The Room antes de partirem para Um Desastre de Artista porque, evidentemente, a experiência será ainda mais maravilhosa. Este ano estou completamente a leste no que toca a candidatos ao Óscar mas o James Franco merece-o pelo papelão. Já não chorava a rir a assistir a um filme há muito tempo.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

MÚSICA || Thank you, O'Riordan.

Já o partilhei aqui convosco que a minha infância não foi marcada por Britney Spears, Backstreet Boys ou Spice Girls. Em vez disso, cantava a Yellow dos Coldplay de olhos fechados e cresci a ouvir The Cranberries. Aliás, embora Coldplay seja a minha banda, aquela que acompanho desde sempre, The Cranberries marcou a minha pré-adolescência e quase a totalidade da mesma.

Com dentes de leite e franjinha, pedia para tocarem a Zombie no carro e cantava-a a plenos pulmões. Ainda hoje, The Cranberries é a minha banda preferida para ouvir no carro  também já partilhei isso convosco, numa outra publicação . Quase todas as músicas guardam uma memória incrível de uma fase muito especial de auto-descoberta, crescimento e afirmação. E é tão bonito sermos transportados para momentos da nossa vida com uma simples música.

Foi a primeira vez que senti um vazio ao saber que um artista musical tinha partido porque foi a primeira artista a partir que carregava às costas as músicas que eu ouvi apaixonada, com desgosto de amor, com amigas num mp3 durante o intervalo da escola ou a música que resultou numa private joke que conta uma história de amor muito especial. The Cranberries, especificamente, Dolores O'Riordan carregava isso consigo, mesmo sem o saber.

Tenho muita pena de nunca ter chegado a assisti-los ao vivo, e a perda de Dolores O'Riordan deixa-me com uma sensação vazia no peito e de sabor amargo. É simplesmente estranho (e triste) que a vocalista de tantas músicas simbólicas na minha vida tenha partido e que nunca mais as venha a ouvir dos seus lábios. As músicas ficam, as gravações, as letras, os sucessos (e, claro, as memórias) mas tudo ganha um peso fantasmagórico que torna as recordações boas e amargas, ao mesmo tempo.

Ser fã de artistas e de música é mesmo assim. Acredito que, todos os que são como eu, compreendem-no. Quando vivemos música e criamos playlists como quem cria álbuns de fotografia, em que cada faixa é uma expressão de um retrato que capturámos ou uma memória escondida, é difícil saber que não há mais. The Cranberries será sempre a banda da minha adolescência e a herança de Dolores ficará sempre carinhosamente guardada nos meus cd's e playlists. Obrigada.

BOM GARFO || Café Império


Para celebrar a penúltima noite de 2017, decidimos escolher um lugar com história. Inaugurado em 1955, o Café Império é, para muitos, um dos lugares mais icónicos da capital para degustar um bife. Com uma decoração dedicada à época de inauguração e com inúmeras referências a grandes personalidades do mundo da música e do cinema, o Café Império apresenta serviço de café, bar e restaurante, sendo que conta também com um espaço dedicado às crianças, para que se possam entreter.




Fiquei deslumbrada com os detalhes da decoração, desde câmaras antigas, jukebox, pianos, a mobília e o próprio ambiente em si, como se entrasse numa máquina do tempo à medida que descia a enorme escadaria.
Outro detalhe cheio de carisma é a carta, num formato de revista que, enquanto nos apresenta a ementa, dedica também páginas para publicidade, horóscopo e consultório amoroso, tudo num design de época muito apelativo. 




Como era a estreia, decidimos escolher a estrela: o bife da vazia com o famoso molho à Café Império. Torcemos o nariz quando identificámos logo um bife do pojadouro em vez de um bife da vazia como a carta prometia — e este é, provavelmente, o único senão de toda a visita — mas a experiência gastronómica foi muito agradável; a carne era muito tenra e o molho absolutamente viciante. Não vos posso garantir que é o melhor bife de Lisboa, como muitos apregoam, mas certamente garanto-vos que saí muito satisfeita e feliz. Super indicado para quem adora um bom bife com molho!

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Avenida Almirante Reis, 205A, 1000
Lisboa
Contacto: 919 029 012

domingo, 14 de janeiro de 2018

LIVROS || Sapiens — História Breve da Humanidade


Depois do encanto que senti ao ler um livro que resumia tudo o que havia para saber sobre a esfera científica, decidi mergulhar nas páginas de outro que, embora não seja do mesmo autor, colmata as temáticas em falta do primeiro: Sapiens — História Breve da Humanidade.

Este é o manual de paleontologia, antropologia e sociologia que qualquer curioso como eu vai querer ler. Comparo-o com a Breve História de Quase Tudo pela semelhança de conceito: Sapiens engloba todas as informações relevantes e interessantes sobre a Humanidade — ou tudo o que deveríamos saber — e apresenta-as de uma forma cadenciada e fluída. Porém, considero a leitura menos 'leve', apenas porque a apresentação dos temas tem menos cunho pessoal e humorístico que a Breve História de Quase Tudo o que, neste tipo de livros, pode revelar-se uma lufada de ar fresco. Ainda assim, a narrativa é acessível e muito fácil de ler.

Compreender a Humanidade e como evoluiu de pequenas comunidades primitivas à superpopulação tecnológica dos dias de hoje é a premissa do livro. Conceitos como a agricultura, ideologias políticas e religiosas, dinheiro, as relações entre Seres Humanos e a ciência são não só desconstruídos até compreendermos a sua origem e existência até ao significado mais elementar, como também são utilizados para percebermos de que forma estes conceitos moldaram e permitiram à Humanidade ser aquilo que reconhecemos, nos dias de hoje, e o quão incertos e efémeros são estes conceitos. Como é que um mundo tão diferente e discrepante, entre si, consegue funcionar, em conjunto, à base de construções imaginárias e que envolvem uma confiança global como o dinheiro, as marcas, os Direitos Humanos? Como é que a biologia pode ter uma relação directa com a História? E será a História bem contada e justa?

Estas e outras questões são abordadas no livro de uma forma incrível e interessante. A leitura deste livro foi absolutamente estimulante e enriquecedora. Só lamento não o ter lido mais nova, durante a época em que ainda tinha Filosofia, por exemplo. É um óptimo livro para amantes de História, Biologia Humana e Sociologia ou para quem simplesmente quer saber com mais rigor qual é a História da Humanidade e como tudo ao nosso redor, na verdade, funciona. Da mesma forma que recomendo vezes e vezes (e vezes!) sem conta a Breve História de Quase Tudo, chegou a hora de recomendar vezes sem conta Sapiens. É impagável a sensação de clareza e conhecimento que este livro nos proporciona. Abrimos 2018 com chave de ouro, no campo da leitura. Já é o preferido do ano e estamos em Janeiro.

Autor: Yuval Noah Harari
Número de Páginas: 486
Disponível na WOOK (ao comprares o livro através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)

sábado, 13 de janeiro de 2018

FORMAÇÃO || A Humanização da Publicidade

No passado dia 9 de Janeiro, decidi estar presente num workshop sobre a Humanização da Publicidade, um assunto que me intrigava bastante. Num mundo cada vez mais actualizado, explodindo informações por todo o lado, e sempre a apostar na novidade, como inovar e cativar o consumidor do agora? 

Cada vez mais somos consumidores conscientes, participativos — as redes sociais potenciam-no — e procuramos ligar-nos a marcas que nos inspirem, que se relacionem connosco de uma forma emocional e que tenham consciência social e ambiental. A inovação sem garantia de funcionalidade já não chega e cada vez mais queremos ser observados como Humanos e não como Números ou Consumidores. Este é o mais recente paradoxo do marketing, que caminha numa nova direcção, despindo-se dos valores e conceitos pelos quais se regia, em outros tempos.

Este foi o ponto de partida de Ana Coelho, fundadora da agência publicitária Human Insight, para o desenvolvimento desta formação, onde deu respostas a estas questões e ajudou-nos a compreender de que forma é que as empresas podem comunicar-se de uma maneira mais eficaz, mais real e mais humana.
Todo o workshop foi bastante interactivo e acessível a todos os tipos de público (desde os experts do mundo da publicidade, a curiosos como eu — afinal de contas, não tenho qualquer tipo de formação em marketing). O workshop teve lugar no LabCenter de Torres Vedras, promovido pela INOV-E, mas a formação tem caminhado por todo o país e, pela experiência enriquecedora e pelo tema fascinante, não posso deixar de vos recomendar e aconselhar que procurem estar presentes, se o tema for de encontro aos vossos interesses.


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

SÉRIES || Dark


Dark é a mais recente aposta de sucesso da Netflix. Uma série alemã que, imprudentemente, foi comparada a Stranger Things e que eu começo por advertir que não são, de todo, semelhantes. Nem perto disso.
É dificílimo partilhar convosco a história da série porque qualquer detalhe que partilhe convosco será um spoiler. Dark é uma série que nos deixa na penumbra e às cegas até ao momento certo. E, de repente, o que era mistério, relações e acontecimentos confusos, informações inesperadas e inexplicáveis, torna-se num gigantesco momento de Eureka! onde tudo faz um sentido brutal e nos apercebemos de que as respostas estavam todas à frente do nosso nariz. Tudo passa a ser óbvio.

Não é o tipo de narrativa que vai sacando cartas especiais do bolso com uma informação que desencanta toda a charada. De facto, todas as informações que precisam para compreender a história, à primeira, estão no ecrã, à vista. Por isso mesmo, torna-se muito importante assistir a esta série com a concentração certa — a mínima distracção pode custar-vos a compreensão da história — e atenção a todos os detalhes (incluindo a abertura, e respectiva música, da série). Os episódios são longos e a acção é lenta, mas nada é-vos apresentado de forma superficial e com o único propósito de entreter, prometo.

Com uma fotografia absolutamente maravilhosa, toda a série carrega um clima de mistério e é relativamente pesada — tanto na história em si como no facto de ter alguns detalhes de suspense que podem assustar os corações mais sensíveis (odeio a música instrumental por isto mesmo, adianto) —. Mas a temática é absolutamente intrigante.

Se estão à procura de uma série que realmente vos agarre e vos incite a querer saber o que (raio) se passa, esta é a série certa. O tipo de série que vocês vão querer ter alguém que já a tenha assistido para comentar e desabafar tudo o que acabaram de ver. Irreverente.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

WEB || Netflix

Querem uma curiosidade que, sempre que conto, faz toda a gente ficar de boca aberta e disparar mil perguntas? Nunca tive TV Cabo. A forma mais sincera de responder ao vosso 'porquê?' é... nunca calhou. Normalmente é uma das coisas que as pessoas fazem logo questão de tratar quando mudam de casa, mas nós deixámos isso passar durante tanto tempo que agora os serviços disponíveis para nós são obsoletos demais.

Na verdade, o nosso interesse por cabo seria apenas para termos acesso e uma oferta maior de séries, filmes e documentários, e foi por essa mesma razão que sugeri a Netflix para a nossa casa. Iria preencher os nossos requisitos sem passarmos pelos defeitos que quem tem cabo acaba por se queixar. Como não temos qualquer interesse em talk shows, concursos, ou em canais desportivos, alinhámos muito facilmente. E é uma viagem sem retorno.

Nunca pensei que fosse adorar tanto Netflix como adoro. Cada um tem acesso a um perfil ao qual recebe sugestões exclusivas aos seus gostos e onde pode ir para retomar uma série precisamente no episódio onde estava — para mim, uma das melhores funcionalidades, uma vez que detesto ter de memorizar em que episódio me encontrava — sem que os gostos dos restantes familiares interfiram no seu painel ou nas suas sugestões.

Um outro pormenor que adoro é o facto de os episódios transitarem sem que tenha de fazer qualquer comando. Para muitos, pode ser um presente envenenado — porque facilmente perdem a noção do tempo e deixam-se ficar a ver a mesma série por horas — mas, como já vos disse, sou incapaz de fazer binge-watching, portanto, é simplesmente um detalhe que me deixa muito satisfeita. Não ter de clicar em oitocentos botões para ver um episódio de cada vez é um pequeno prazer de primeiro mundo.
Também tenho a aplicação no telemóvel porque permite que eu transfira episódios e possa assisti-los em modo offline, perfeito para viagens!

Sem dúvida alguma que o factor mais interessante é o preço. Mesmo o pacote mais caro (dito Premium) não chega aos catorze euros, o que torna a experiência relativamente acessível. Para nós, que só queríamos mesmo ter oferta de séries, documentários e filmes, a escolha foi muito simples.

E eu, que não era uma a maior aficionada por filmes ou séries, dou por mim com a watchlist a crescer com conteúdo que realmente me desperta interesse e vejo que os meus serões são mais agradáveis por poder escolher o que quero assistir. O sistema cumpre o que promete e tem sido uma experiência muito feliz!

Também têm Netflix? Recomendam-me algum original?