segunda-feira, 9 de setembro de 2019

SÉRIES || Victoria


Estreada em 2016 e já com três temporadas, há muito que tinha curiosidade em relação à série Victoria — especialmente depois de ter apanhado aleatoriamente este episódio que partilhei convosco aqui — mas só quando visitei Dublin é que este interesse se intensificou. Aproveitei um serão de sofá para me aventurar.

Victoria é uma série biográfica da monarca que batiza a própria produção, desde o momento em que foi proclamada rainha de uma Inglaterra em crise social e económica. Jovem e fora dos padrões mais nobres da realeza — baixa estatura e com uma impulsividade própria da idade — Victoria vê-se em constante necessidade de validar as suas capacidades enquanto regente. Com quase 64 anos de reinado, detinha o título do reinado mais longo do Reino Unido — apenas ultrapassado, em 2015, pela atual rainha Elizabeth II. Ao longo de toda a sua Era, acompanhou enormes transformações sociais, culturais, industriais e políticas. Se tudo isto não desperta curiosidade sobre a monarca, é intrigante a flutuação de popularidade que sofreu durante todo o seu reinado.

Confesso que — a par de The Crown — não me sinto refém da necessidade de verificar a veracidade de cada detalhe ou informação da série e que a consumo sabendo que, muito provavelmente, existem várias versões igualmente plausíveis sobre o mesmo episódio. Isso permite-me acompanhar a produção com alguma leveza e despreocupação, embora mantenha o sentido crítico. 

O profissionalismo do elenco, os figurinos, o guarda-roupa e os cenários, a música de abertura magistral que já me tinha conquistado muito antes da própria série, a história de amor inusitada e os desafios e deveres (profissionais e pessoais) com que a rainha se vai deparando ao longo do seu crescimento (enquanto monarca e mulher) cativam-me a cada episódio. Não é uma série que faça questão de consumir compulsivamente — a prova disso é que ainda nem a terminei. Mas é a escolha ideal quando quero terminar o dia com uma história que tem alguma robustez e um enredo interessante.

sábado, 7 de setembro de 2019

VÍDEOS || Penpal With Me

O universo da papelaria fascina-me não só pelos seus produtos mas também pela infinidade de possibilidades que podemos fazer com eles. Já assistia com fascínio ao talento e criatividade depositados nos bullet journals — embora não faça nenhum e ache que, na prática, não conseguiria levar o projeto avante — mas agora descobri todo um novo universo que não só tem muito mais a ver comigo, como também tem-me deixado fascinada nos últimos tempos: Penpal With Me

Penpal With Me é uma tendência do Youtube que alia o talento e criatividade da caligrafia, dos produtos de papelaria e da arte dos recortes, desenhos e colagens para uma finalidade igualmente bonita: cartas! As Youtubers mostram como decoram as suas cartas e como transformam uma simples folha de papel com uma mensagem especial em algo mais personalizado e que reflete todo o empenho e carinho. Desde a carta em si ao envelope, nada é esquecido e até há possíveis temáticas de decoração, sem nunca esquecer os ‘extras’, pequenos miminhos que cabem no interior do envelope e que a remetente faz questão de presentear simbolicamente a destinatária. 

Não tenho um canal específico para vos recomendar porque o movimento Penpal With Me segue uma linha muito transversal a todos os canais: vídeos em tempo real, com luz natural, músicas suaves — alguns até sem música e onde a Youtuber deixa os sons do papel, da caneta e do recorte protagonizarem o vídeo — e sem nunca esquecerem de mostrar os detalhes e como fazem cada elemento decorativo acontecer. Sendo a redação de cartas e postais uma atividade que eu estimo tanto e que gosto de fazer com aprumo, já tirei inúmeras ideias para tornar as minhas próprias cartas mais bonitas, aprimoradas e especiais para quem as recebe.

domingo, 1 de setembro de 2019


Agosto...! Mês do pico do verão, das férias, da despreocupação, dos mergulhos, das festas de aldeia, das cores, do calor e das bebidas frescas! Foi também um mês de trabalho mas finalmente pude saborear o verão com a chegada deste mês. Tenho várias coisas leves, bonitas e felizes para partilhar convosco (e recordar com carinho, deste lado). Acompanham-me num dos meses, de 2019, que mais gostei?

sábado, 31 de agosto de 2019

FILMES || Agosto • 2019


Run Boy Run conta a história verídica de Srulik, uma criança de 8 anos polaca e judia que foge de um gueto de Varsóvia e tenta sobreviver sozinho, durante três anos, na Polónia ocupada pelos Nazis. Para trás deixa a sua família, as suas memórias e as suas raízes e crenças.
Poderia correr o risco de ser só mais um filme sobre uma temática que está longe de ser original mas que eu julgo que se pode destacar por alguns elementos muito interessantes como o facto de ser uma história real — o que nos deixa ainda mais fascinados e horrorizados , os diálogos serem nas línguas originais e as próprias peripécias da história serem contadas sem paninhos quentes. É um filme pelo qual sentimos empatia desde o início e não descolamos o olhar do ecrã para sabermos como é que ele supera cada adversidade e perigo. Espelha muito bem — e à semelhança de grande parte das produções que seguem este tema — o que de pior e melhor somos capazes de fazer enquanto Humanidade.

Agosto marcou o meu regresso ao cinema — e quantas saudades eu tinha! — para ver esta produção extraordinária no grande ecrã. O mais recente filme do Tarantino passa-se em 1969 e tem como estrelas principais a dupla mais carismática de sempre: Brad Pitt e Leonardo DiCaprio. Ambos protagonizam dois atores que tinham estado na ribalta há uns anos e que caíram no esquecimento e fracasso. Ambos procuram recuperar a fama e o reconhecimento que sentem que perderam.
Embora esta pareça uma premissa simples (até demais), relembro que estamos a falar de um Tarantino e que a verdadeira história que ele procura (re)contar é a de Sharon Tate. Não foi uma produção com crítica consensual; muitos não compreenderam o protagonismo das duas personagens masculinas ao invés da discreta participação de Margot Robbie e, sem conhecerem a história de uma das mais acarinhadas e bonitas estrelas de Hollywood, é possível que não entendam nem o alinhamento da história nem o seu desfecho. É um filme que exige trabalho de casa antes de nos sentarmos na grande sala com um balde de pipocas no colo. Pessoalmente, adorei e embora não seja o meu filme preferido do Tarantino, é evidente que foi um trabalho que lhe deu gozo a realizar e que não se preocupou em tornar o seu projeto em algo mais balizado e popular. Os elementos Tarantinescos estão todos lá: diálogos catchy, cenas de pancadaria sanguinolentas e twists.

Depois de ter lido o livro e de ter ficado completamente rendida, fiz questão de assistir à adaptação cinematográfica que me deixou com sensações paradoxais. Não me vou alongar muito no resumo da história porque podem ler na minha opinião sobre o livro. Em imensos aspetos, o filme está muito fiel ao livro e isso agradava-me. Diálogos, pormenores que a câmara foca e que eu apreciei que fossem valorizados e composição dos cenários e das personagens secundárias. Quase compensava o acting fraquinho dos atores — que não me convenceu muito. Porém, as cunhas próprias do filme são incompreensíveis e inconvenientes. Não se trata de uma reinterpretação livre da história: há alteração de detalhes importantes que eu considero essenciais porque dignifica ainda mais a mensagem urgente que o livro procura passar (e como está no trailer, eu acho que não é spoiler em dizer: ele não segurou na escova. Ela estava arrumada). Não compreendi a necessidade porque o livro é objetivo e visual o suficiente para a recriação ser possível (especialmente porque o fizeram em outras cenas da produção). Por todos estes fatores, terminei com a sensação de que o filme tinha um potencial tremendo mas que não chegou lá (nem perto). The Hate U Give manifesta-se como um filme jovem e inovador mas que teria de pedalar muito mais para conseguir chegar ao valor da obra literária. Embora eu saiba que mais facilmente carregam no play do que pegam no livro, eu recomendo muito que façam o último para não serem induzidos em erro e para desfrutarem de uma experiência muito mais enriquecedora.

Já assistiram a algum destes filmes? Ficaram com curiosidade?

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

PASSAPORTE || Satsanga Spa Vila Galé - Palácio dos Arcos


Uma manhã de domingo pareceu-nos a altura ideal para terminar a semana em grande e desfrutarmos de uma experiência de spa. Entre as opções disponíveis, acabámos por apostar nos serviços de spa do Vila Galé no Palácio dos Arcos.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

LIVROS || The Hate U Give


Encontrei The Hate U Give, pela primeira vez, nas prateleiras da secção infanto-juvenil e fiquei intrigada de tal forma que a curiosidade falou mais alto e acabei por o procurar no meu Kindle. Ainda bem que o fiz porque foi um dos melhores Young Adult que já li. 

Starr Carter é uma adolescente negra que assiste à morte violenta de um dos seus melhores amigos por um polícia branco. Sendo a única testemunha do acontecimento, Starr é chamada a depor para relatar o que realmente aconteceu naquela noite e a usar a sua voz em defesa daqueles que a veem silenciada, todos os dias. 

O livro prima pela originalidade e audácia da história. Embora tenha registos típicos de um YA — as inseguranças na adolescência, as relações de amizade e amor, as convenções típicas da idade —, o livro agarra num tema fraturante e explora-o sem medo das críticas. Conceitos como racismo, brutalidade policial, preconceito social e cultural estão presentes de forma sublime e refrescante. É extraordinário observar algumas das coisas que realmente acontecem, atualmente, através dos olhos e pensamentos da Starr. Parece surreal que certas injustiças ainda aconteçam. Que tantas pessoas sejam destratadas — e não se sintam seguras — unicamente pelo tom da sua pele e pelas suas origens.

The Hate U Give fala sobre sermos mais do que as nossas circunstâncias. Sobre injustiça, sobre o propósito de se protestar e ter uma voz com uma mensagem para partilhar — e defender. Sobre sermos fiéis a nós próprios. Não consegui pousar este livro por um segundo, e embora a linguagem procurasse reproduzir a própria forma de dialogar da protagonista — com algumas gírias e vernáculos próprios da adolescência — a narrativa está muito bem construída, a leitura é fluída e avançamos nos capítulos sem dar conta do tempo mas prestando atenção, finalmente, a detalhes que, para muitos, representam a sua segurança e dignidade. É um YA mas deveria estar na prateleira de qualquer leitor, não importa a idade. Um livro atual, urgente e envolvente. Nunca esquecerei a Starr nem o Khalil.

WOOK

Bertrand
Livro | E-book

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domingo, 25 de agosto de 2019

EVENTOS || Anavitória nas Festas do Mar 2019


A minha estreia nas Festas do Mar, em Cascais, foi marcada no dia 22 de agosto com o único propósito de assistir, de novo, às Anavitória. Depois do concerto sublime e intimista que tive a oportunidade de assistir em 2017, no show-case da FNAC, a vontade de as ouvir ao vivo mais uma vez era tremenda, especialmente desde o lançamento do seu mais recente trabalho.

Com a brisa do mar bem próxima do recinto e um clima de noite tropical, Cascais recebeu a dupla brasileira de braços abertos e entusiasmo na voz. Não consegui evitar não comparar os dois concertos e embora ache que o espetáculo da FNAC (íntimo, para um público pouco mais extenso que cinquenta pessoas) combinasse mais com o seu estilo, foi interessante observa-las num registo mais monumental. Ainda assim, alguns elementos mantiveram-se fieis em ambos os concertos, entre eles o guarda-roupa a preto e branco, os pés descalços e a conversa doce entre músicas. A setlist incorporou os dois álbuns e nenhuma música mais popular ficou esquecida. Embora o clima fosse inteiramente de festival (e um pouco mais impessoal) as vozes delicadas e meigas da Ana e da Vitória aproximaram-me do palco e trouxeram um quentinho no coração que evaporou o cansaço de um dia de trabalho. 

Terminei o concerto feliz, grata por as poder ouvir de novo e com saldo positivo deste evento estival. Foi a minha primeira vez nas Festas do Mar mas o ambiente alegre, o cartaz inteligente e a entrada gratuita despertaram a minha atenção para edições futuras. Obrigada, Leonor, pelo aviso!

sábado, 24 de agosto de 2019

PASSAPORTE || Dicas e Factos Sobre a Disneyland Paris (parte II)


Dias | Conforme o tempo, os viajantes e as carteiras, uma visita à Disneyland segue vários módulos; há quem aproveite a viagem a Paris para dar um pulinho de um dia à Disneyland, indo e voltando. Há quem fique uma semana. Há quem fique um par de dias. Se o vosso objetivo é ver os dois parques  Disneyland e Disney Walt Studios Park  com calma e desfrutar de todas as diversões, acho um dia muito audaz. Será uma visita com muita informação, muito violenta e corrida onde presumo que não terão tempo para respirar. Porém, se não são fãs de montanhas russas, posso adiantar que a Disney Walt Studios visita-se mais rapidamente do que a Disneyland. Tanto na viagem de 2005 como na de 2019, ficámos 3/4 dias e é o que recomendo. São dias suficientes para irem a todas as diversões, desfrutarem dos dois parques com calma e ainda repetirem os vossos preferidos antes do regresso.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

WEB || Ecosia


Nunca se explorou tanto sobre comportamentos e alternativas sustentáveis como agora — e o planeta implora por isso! — e embora algumas sugestões ainda não estejam ao alcance da realidade de muitas pessoas (ou carteiras), há sempre opções práticas, económicas e funcionais que podemos seguir para melhorar a nossa passagem pelo planeta. O Ecosia é um excelente exemplo disso.

Já é o meu motor de busca há anos e julgava ser de conhecimento comum, mas as minhas mais recentes conversas provaram-me o contrário e senti toda a urgência em partilhá-lo — afinal de contas, é uma ideia genial!

Ecosia é um motor de busca gratuito que planta árvores a partir dos lucros obtidos pelas nossas pesquisas. Funciona para computador e telemóveis. Basta fazer o download da extensão e automaticamente ele associa-se ao vosso motor de busca original. Pronto! Rápido, gratuito e que fará, certamente, a diferença. 

O interface é simples e facilmente se habituarão — na verdade, é igual ao Google, praticamente. Não noto qualquer diferença de um para o outro mas a verdade é que há. As minhas buscas são mais sustentáveis, uma vez que os seus servidores funcionam integralmente através de energia renovável; a empresa é transparente e informa-nos de que forma é que os lucros gerados a partir das nossas pesquisas estão a beneficiar o mundo, e — um ponto que nada tem a ver com sustentabilidade mas que é igualmente atrativo — o Ecosia não vende as nossas informações e dados para terceiros. Em média, são necessárias 45 pesquisas para plantar uma árvore e, depois de instalada a extensão, o site informa-vos quantas pesquisas já fizeram até ao momento. O site disponibiliza, também, vários artigos e novidades relacionados com o impacto do seu projeto no ambiente.

À data desta publicação, o Ecosia já plantou mais de 65 milhões de árvores graças às pesquisas de todos os utilizadores. E que poderão ser muitas mais se dermos a conhecer este motor a mais pessoas. Muitas vezes damos por nós a questionar como podemos fazer a diferença, mesmo que em gestos mais simples e humildes. Esta parece-me uma ótima sugestão. Sem desculpas para não alinhar!

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

PASSAPORTE || Disneyland: TGV


Uma das nossas preocupações durante o planeamento da viagem para a Disney foram os transportes do aeroporto para a vila onde se encontra a Disneyland. Após várias comparações de preços, optámos por voltar de TGV da vila para o aeroporto.

Escolhemos o TGV por vários motivos, entre eles o preço não se desviar muito daquilo que iríamos pagar por uma viagem noutros transportes e a rapidez  a viagem de Marne-la-Vallée ao aeroporto Charles de Gaulle dura 10 minutos. Além disso, seria uma estreia. Nunca tínhamos andado em TGV.

O bilhete teve o custo de 18€ e embora a viagem tenha sido tão curta que nem conseguimos apreciar todo o potencial deste meio de transporte, foi muito confortável. Já fui e voltei da Disneyland de autocarro e de carro e este foi, de todos, o mais cómodo. Um outro ponto que acho muito interessante é que existe um TGV na mesma estação com ligação direta para Londres (com duração de uma hora) e que é este o meio de transporte que os britânicos privilegiam quando querem ir à Disneyland. Já imaginaram? Em 1 hora atravessarem a fronteira e irem à Disneyland? Pareceu-me surreal de bom! 

Na hora de escolher transportes, vale sempre a pena avaliarem todas as opções e compararem. A época em que vão viajar, o aeroporto de onde partem e a antecedência com que vão comprar os bilhetes influencia bastante nos preços. Para nós, este foi o que mais compensou e garantiu-nos uma estreia.