domingo, 19 de novembro de 2017

DAILY || Passeios Outonais


Embora esta seja a época em que os dias ficam cada vez mais curtos e em que o frio, de noite, chega a ser quase insuportável, esta é a altura em que mais gosto de sair de casa e andar pela cidade. Gosto de passear pelo centro quando o céu já está com um belo tom azul bebé e o Sol já não tem altura para nos ofuscar com raios solares. A partir daqui, o azul apenas escurece um tom de cada vez e eu deixo-me aconchegar pelo meu casaco.

Gosto de descer as ruas e de ver os candeeiros de rua já acesos embora a noite ainda não tenha chegado em absoluto. As lojas abertas e com a típica luz amarelada a sair pelas montras e a preencher as ruas num clarão confortável e caloroso. Nesta época, ninguém sai à rua sem gostar, verdadeiramente, de sair e é assim que nos cruzamos muito mais com casais apaixonados e amigas a transbordar de saudades. O dia não podia estar mais frio mas, ao meu redor, apenas encontro calor.

Gosto de desfrutar dos maravilhosos "Chá das Cinco" na minha casa de chá preferida. A temperatura, no interior, está sempre equilibrada e perfeita. Nunca se entrega ao frio da rua e nunca está absurdamente quente. Sabe a casa de avó.
Adoro sentar-me perto da janela que ilustra a rua escura enquanto seguro a chávena do chá com as duas mãos, como sempre. De molhar os lábios e sentir o sabor da bergamota a inundar-me o gosto. Oiço jazz na ao fundo, mas nunca se sobrepõe à conversa da mesa, que me faz rir ou pousar o queixo na mão, como tanto gosto de fazer quando quero escutar alguém. 

Scones quentinhos por onde o doce de frutos vermelhos escorre. Tão doce como ouvir o saxofone e ver as primeiras lojas a fechar, lá fora. Tudo num ritmo perfeito. Sem grandes pressas, em movimentos sonolentos. Dá gosto deixar-me ficar sentada e aproveitar todo este momento enquanto como scones com chá e roubo bolachinhas de canela, numa antecipação natalícia.

Saio sempre agarrada ao cachecol e observo o vapor a sair da boca como se fosse um dragão prestes a ser descoberto pelo mundo. A meia-luz aconchega-me e deixa-me feliz. Os sinos tocam ao fundo da rua e a sensação de aldeia que eu tanto adoro reconforta-me. Sinto-me sempre mais próxima de tudo o que me rodeia quando os sinos tocam. Sinto-me presente, a viver precisamente este momento. Sem pressas, compromissos ou outros lugares onde quisesse estar. 

Adoro passear nesta época do ano porque aproxima-me de tudo o que é familiar e seguro no meu coração. 

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

BOM GARFO || Gelados para cães? SIM!


A NUTWOOD já não é novidade por aqui, afinal de contas, já a apresentei em 2015, nesta publicação. E depois de me conquistarem a barriga com todos os gelados deliciosos e cremosos — e outras tantas gordelícias — foi a vez de conquistarem a barriga da Belka, ao criarem gelados pensados para os nossos patudos.

Já sabia desta novidade desde o verão mas só agora tive oportunidade de levar a Belka para experimentar. A esplanada da NUTWOOD já era pet friendly e agora é ainda mais desde que criaram estes gelados carinhosamente pensados para os nossos cães e gatos. Os ingredientes e combinações foram cuidadosamente escolhidos para não prejudicarem a saúde dos nossos melhores amigos e são gluten free e adoçados com stevia — de momento, o adoçante mais natural e seguro  do mercado —. Os gelados são de manteiga de amendoim sem sal, iogurte e banana e são servidos num "pauzinho" de gelado criativo: um palito de cenoura, tornando possível os cães e gatos comerem o gelado na totalidade em completa segurança!




Estava tão curiosa para ver como a Belka ia reagir a este miminho guloso pensado para ela e... adorou! Foi um momento memorável observar a sua língua-fiambre-de-dois-metros a degustar o seu gelado e proporcionar-lhe um momento feliz e tranquilo. Gostou de todos os sabores excepto da cenoura, que nunca antes tinha provado e não gostou muito. Cumpriu uma tradição muito humana: descartar o pauzinho do gelado!

O gelado não derrete depressa, portanto, até podem comprar e levar para casa e surpreenderem os vossos companheiros. Está super recomendado e dou os meus mais sinceros parabéns à equipa da NUTWOOD pela criatividade e atenção a estes amigos. Nunca param de surpreender e trabalhar para trazer novidades. Hoje não fui eu que degustei de um belo gelado mas recomendo totalmente que passem por lá e dêem um miminho aos vossos amiguinhos. Eles, tal como nós, também merecem momentos extraordinários.

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R. José da Silva Anacleto, 2C, 2560-347
Torres Vedras
Contacto: 916 921 750

sábado, 11 de novembro de 2017

DAILY || Um girassol. Um Sol.


Uma das melhores coisas destas estações mais frias, é o Sol de inverno.
Não estou totalmente sossegada ou tranquila neste momento, aliás, há algo que me está a inquietar de uma forma quase angustiante e que me escurece os dias e traz brisas geladas para dentro de mim. Faz parte de viver e, com certeza, eu irei resolver essa questão mas, para já, arrefece-me e tem um peso no meu peito que me deixa aflita. E é nestes momentos que ir à varanda, saborear o Sol de inverno, sabe melhor.

Tirei o meu puff da sala e arremessei-o para a varanda. E sentei-me nele. Tinha o corpo todo apoiado, estava praticamente deitada, sentia-me confortável e o Sol aquecia a minhas maçãs do rosto. Sentia as sardas a fervilhar e a tornarem o adeus do verão mais lento, sentia o rubor das bochechas, o calor no peito. Então, tão de repente como começou, senti uma sombra a arrefecer tudo. Abri um olho, ofendida. Era a Belka, que observava o meu estranho comportamento com os seus olhos curiosos e achinesados. Pensei, imediatamente, que o meu momento de girassol tinha terminado mas equivoquei-me. Muito vagarosamente, contornou o puff e subiu para cima dele. Aninhou-se entre as minhas pernas e pousou a sua enorme cabeça peluda no meu peito, com os olhos de mel virados para mim, pachorrentos. Dei-lhe uma festinha carinhosa, quase como que a permitir a companhia, e ela fechou-os. Decidi imitá-la.

Está cada vez maior e mais pesada, mas o peso da sua cabeça no meu peito parecia combater contra o outro peso que estava dentro do meu peito. E parecia ganhar. Sentia o coração dela, na minha barriga, lentamente a abrandar, como o meu. E, claramente, estava tão satisfeita com os raios solares como eu. Não sei ao certo quanto tempo ficámos assim, juntas, aninhadas e a desfrutar do calor mas, para mim, foi a melhor eternidade que já vivi. 

Eu adoro o Sol de inverno. Relembra-me sempre que até nas alturas mais escuras e frias, há fontes de luz e calor por perto, mesmo quando a estrela está coberta de nuvens. Há sempre um Sol na nossa vida, nas nossas relações, na nossa casa. Esse Sol traz tanto calor e luz para dentro de nós como o que está lá em cima. E relembra-nos que nunca iremos precisar de combater as vagas de frio sozinhos.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

APP || Really Bad Chess


Sei que muitos olham para o xadrez como um jogo aborrecido, pouco estimulante e muito confuso mas eu tenho, precisamente, a percepção contrária. Foi o primeiro jogo que me ensinaram, na vida inteira — primeiro que o UNO, Dominó ou Peixinho, até —, e sempre gostei de o jogar!

Esta app veio responder a uma pergunta e desejo que há muito tinha de experimentar: e se tivéssemos mais do que dois cavalos ou duas torres? E se tivéssemos quatro rainhas? E se tivéssemos apenas um bispo ou um peão? É precisamente isso que o Really Bad Chess faz, criando centenas de tabuleiros de jogo com um número ilimitado e aleatório de peças.

Não é a mesma coisa que jogar contra um computador. Aliás, nunca gostei de jogar xadrez contra um computador, sempre me diverti mais a jogar contra alguém, perto de uma janela, com chuva lá fora. Este jogo parece muito mais isso... humano. Podem ganhar, há distracções por parte de ambos, há oportunidades iguais. E é divertido porque temos sempre peças aleatórias a cada novo tabuleiro e nunca sabemos o que nos vai calhar na rifa, portanto, nem vale a pena inventar estratégias.
Para quem ainda não está habituado com a movimentação das peças, a app também vos ajuda, indicando para onde podem mover a peça, cada vez que clicam nela.

Há jogos mais fáceis para passar o tempo, enquanto estamos numa fila ou numa sala de espera? Há. Mas, como vos disse, adoro xadrez desde que tenho seis anos, portanto, isto deixa-me tão feliz como juntar bolinhas da mesma cor, por exemplo.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

DESPORTO || Corrida da Água 2017


Numa manhã de Domingo cheia de Sol mas com um vento bem fresquinho, estava no topo da Serra de Monsanto para participar na Corrida da Água. Se já leram as minhas publicações sobre outras corridas, sabem que esta também tinha de ter algo muito especial.

O percurso da Corrida da Água inclui a travessia dos dois lados do Aqueduto das Águas Livres. Inaugurado em 1748, é um dos monumentos mais emblemáticos de Lisboa, faz parte da identidade da capital e sobreviveu incólume ao terramoto de 1755. Foi considerado um dos maiores e melhores complexos de distribuição de água do mundo, tendo sido encerrado definitivamente apenas nos anos 60. Foi também palco de algumas histórias mais infelizes (e assustadoras) de suicídios e assassinos em série, o que se tornou numa das principais razões para o acesso de visitas ser cada vez mais restrito a eventos especiais e datas marcadas, tornando-se muito mais difícil conhecer o Aqueduto. Eu, pelo menos até à data, ainda não tinha conseguido agarrar uma oportunidade das escassas que vão apresentando ao longo do ano, portanto, quando soube desta corrida, inscrevi-me o mais rapidamente possível.

Como já referi, atravessamos os dois lados do aqueduto, sendo que começamos pelo lado menos encantador, que está virado para a cidade e para a estação de Campolide. É aqui que admiramos a sua altura e observamos, lá em baixo, os carros minúsculos e nos afundamos na imensidão de telhados avermelhados. Este é o momento em que nos sentimos pequeninos e frágeis. Quando chegamos a meio do Aqueduto, encontramos uma placa que informa que estamos precisamente por cima do Arco Grande, o maior dos 127 arcos que estão presentes no complexo.
Já do outro lado, o Sol está a nosso favor e a paisagem é mais deslumbrante. Podemos observar o Tejo com clareza, a ponte 25 de Abril fica sorrateiramente à espreita entre as casinhas pitorescas e a imensidão esverdeada da Serra de Monsanto inunda-nos o olhar, imponente. Vemos a fronteira entre a cidade e a floresta de uma forma incrível e, se já estiverem familiarizados com a cidade, encontram alguns pontos conhecidos de Lisboa. É um miradouro extraordinário e empolgante, tamanha é a altitude a que nos encontramos.



Eu seleccionei a caminhada de quatro quilómetros para que pudesse desfrutar do Aqueduto com a maior tranquilidade possível. Tendo em conta que a corrida é constantemente linear e quatro quilómetros é absurdamente pouco, as desculpas para não participarem são muito escassas (a não ser que tenham mobilidade condicionada, uma vez que vão pisar a gravilha ou a lama da Serra e o Aqueduto é pouco espaçoso). A minha melhor recomendação é que façam questão de estar entre os primeiros da fila e ultrapassem o maior número de pessoas que puderem até chegarem ao Aqueduto, para que possam desfrutar da visita com calma, sem encontrões (o espaço do Aqueduto é mesmo muito apertado) e sem uma imensidão de pessoas a atrapalhar as vossas fotografias que, com certeza, vão desejar tirar.

Foi um privilégio conhecer mais um ponto turístico de Lisboa, especialmente este que estava tão difícil de visitar. A primeira vez que me deslumbrei com ele foi durante um episódio de Uma Aventura. Não imaginam como estou feliz por tê-lo conhecido, precisamente, durante uma aventura como esta. 


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

BOM GARFO || Ribamar


Sempre que queremos saborear um bom marisco, sabemos onde ir. A marisqueira Ribamar, a caminho da Ericeira, é o nosso espaço de eleição há muitos anos e é uma escolha segura de que iremos desfrutar de uma refeição cheia de qualidade. Curiosamente, acabo por ter um carinho muito especial por este lugar porque foi palco de muitos acontecimentos; já descobri que tinha passado a um cadeirão durante um jantar por lá, foi nele que celebrei a minha licenciatura concluída e, recentemente, o meu aniversário.
O espaço é moderno, muito luminoso e amplo. Se puderem, escolham uma mesa à janela para que possam desfrutar da vista que o pôr-do-Sol tem para vocês. O atendimento é simpático, familiar e vêm sempre com uma sugestão na ponta da língua.



No Ribamar, já comi de tudo; ameijoas à bolhão pato, lagosta, carabineiros, camarão tigre, arroz de marisco, arroz de peixe, creme de marisco e um outro sem fim de petiscos. Nunca saí de lá desiludida ou desagradada. Todos os mariscos têm uma frescura garantida e os sabores são sempre de outro mundo mas, se desejam uma recomendação, aconselho-vos o arroz de marisco - que vem super rico em ingredientes -, as ameijoas à bolhão pato - que vêm sempre acompanhadas de um pão torrado para mergulharem no molho -, a lagosta grelhada e o creme de marisco, que é das melhores sopas que já comi em toda a minha vida - e vem com pequenos pedaços de camarão, que me fazem sempre feliz -.


Não é um restaurante de sonho para a carteira, mas pagamos a qualidade, o espaço simpático e um bom serviço, portanto, vale a pena que o escolham numa ocasião mais especial. Saio de lá sempre a perguntar-me quando irei regressar.

E, só porque sou muito vossa amiga, fica aqui a minha dica final: como o restaurante fica pertíssimo da bela e secreta praia dos Coxos, recomendo-vos que levem as vossas pessoas preferidas para um passeio por lá e que terminem, então, o dia com um belo creme de marisco.

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Estrada Nacional 247, nº57, 2640-027 Santo Isidoro
Mafra
Contacto: 261 862 441

domingo, 5 de novembro de 2017

ISTO É TÃO INÊS || Mais 5 Factos Sobre Mim


Não sou baptizada. Mais do que uma vez, aqui e nas redes sociais, referi que tinha uma madrinha e um padrinho, mas a verdade é que não sou baptizada nem cumpri qualquer tipo de protocolo religioso. Os meus pais não têm qualquer tipo de laço com a religião e sempre fizeram questão de dizer que não me iriam baptizar a não ser que fosse uma vontade minha  pois eu, ao contrário deles, poderia construir um laço com a religião que eles teriam de respeitar (e tal não aconteceu) . Porém, ambos valorizam muito o propósito original (e muitas vezes esquecido) de ter padrinhos: são uns segundos pais, aqueles que, se algo acontecer aos nossos pais, vêm-nos socorrer e cuidar. Por isso, eles queriam garantir que eu teria padrinhos, mesmo que sem qualquer tipo de cerimónia religiosa. Nem foi necessário pedir porque, quando nasci, tanto a minha madrinha como o meu padrinho (que não se conheciam antes de eu nascer) gritaram, ao entrar no quarto do hospital "Sou madrinha/padrinho!".
Fun fact: Tal como o meu pai, o meu padrinho também não é religioso mas ambos ofereceram-me o medalhão da padroeira dos aviadores, sem terem combinado. Simplesmente compraram e, mais tarde, aperceberam-se de que tinham comprado o mesmo medalhão.

Detesto que me toquem nas têmporas. Da mesma forma que entro em aflição no que toca ao assunto "unhas", também entro em aflição com as têmporas. Uma vez mais, é irracional e incontrolável, não tenho qualquer razão lógica para justificar esta ansiedade com que fico cada vez que vejo alguém a tocar nessa zona da cabeça. É tão mole e tão frágil que fico com a sensação que não há osso nenhum ali, que posso mergulhar o meu dedo pela pele e essa ideia causa-me arrepios, embora seja completamente irreal. Estão a ver aquelas imagens muito relax dos spa de pessoas a receber massagens na cabeça? Fico de tal forma ansiosa que chego a ficar enjoada. E nem pensem em sequer equacionar tocarem-me nessa parte da cabeça. Eu sei, I'm a freak. Quando julgarem que são estranhos, lembrem-se da miúda que tem ansiedade com unhas e têmporas e sentir-se-ão melhor.

Invento muitas palavras. Este é, talvez, o facto sobre mim que oculto melhor no Bobby Pins, o que é curioso, visto que isto é um meio de comunicação e uma página onde escrevo. Mas a verdade é que quem me conhece sabe que invento palavras. Não é inventar formas de pronunciar uma palavra de forma diferente, é neologismos mesmo. E, normalmente, vocês não chegam ao significado através da palavra. É um facto tão natural em mim que, por vezes, estou a conversar com alguém que não sabe deste facto sobre mim e refiro essas palavras com a maior naturalidade e a pessoa do outro lado fica às cegas, até eu me lembrar que nunca lhe expliquei o que é que aquela palavra significa, para mim. O melhor de tudo é que as palavras são mesmo pertinentes  por exemplo, eu desconhecia o termo hygge mas já tinha uma palavra precisamente para a mesma coisa  e as minhas pessoas acabam até por adoptá-las, fazendo parte do seu próprio vocabulário, o que fica muito engraçado. Por aqui, no blog, não imaginam a quantidade de vezes que tenho de reler alguns textos com mil olhos para garantir que não está aqui nenhum neologismo ou a dificuldade que eu tenho em não usar as minhas palavras para descrever uma sensação, ou referir um adjectivo. Mas seria totalmente inviável fazê-lo no Bobby Pins porque iria ter de estar constantemente a explicar o que cada palavra queria dizer e iria quebrar toda a cadência da publicação. Mas ficam a saber isto, para um encontro futuro! Não tenham medo de dizer "desculpa, disseste o quê?". Por exemplo, o que vocês acham que poderá significar a palavra "garatixo"?

Oiço excepcionalmente bem. E isto não é um facto que retirei do meu auto-conhecimento ou exagero, foi um diagnóstico médico. Eu tenho uma audição excepcional, apurada e muito sensível.
Apesar de uma excelente audição poder parecer um benefício, nem sempre é bom ouvirmos o que gostaríamos de não estar a ouvir e isso não me impede de ter "audição selectiva", de vez em quando *gargalhada maquiavélica*.

Não consigo andar por casa sem ter o cabelo apanhado. É automático, assim que entro em casa, apanho o cabelo. É impensável, para mim, andar com o cabelo solto em casa. Não acho prático ou confortável, embora eu raramente saia para a rua de cabelo apanhado  a ironia . Costumo apanhá-lo num coque e mantenho-o assim até ir dormir, altura em que finalmente o deixo à solta. Aliás, o meu estado natural em casa é sempre de coque e óculos a meio da cana do nariz, estado este que só foi visto, na rua, quando estava a arder em febre e na fase final da época de exames, ou seja, em raríssimos momentos públicos!

Partilhem um facto sobre vocês comigo, nos comentários, sim?

sábado, 4 de novembro de 2017

VÍDEOS || Preferidos de Outubro

Notas Mais Engraçadas do Uber


Vamos começar esta publicação bem dispostos e com humor! Neste vídeo, o Felipe Neto seleccionou algumas avaliações disponíveis na aplicação Uber, no Brasil, para partilhar connosco e é absolutamente hilariante. As histórias que partilham, os feedbacks absurdos, a lata que algumas pessoas têm... É surreal e delicioso de ouvir. Dei umas quantas gargalhadas a assistir a este vídeo. Se querem ver algo rápido para se animarem um bocado, aconselho muito que assistam!

Reagindo aos Brinquedos da Nossa Infância

Este vídeo conquistou-me pela nostalgia. Se há algo que me deixa mesmo saudosa, são os brinquedos. Felizmente, fui uma criança muito privilegiada por ter muitos dos brinquedos que sonhava, a maior parte presente neste vídeo. A Niina e a convidada fazem precisamente as mesmas caras que eu faço quando desencanto, na garagem, um brinquedo que ainda não doei. Aliás, eu própria fiz as mesmas expressões só de assistir. É tão bom recordar brinquedos que já fizeram parte da nossa história e alegria. Se são da minha geração, com certeza vão adorar este vídeo!

Anorexia - Minha Experiência

Desta lista de preferidos, talvez este seja o vídeo mais pesado. O tema dos distúrbios alimentares — especialmente os mais abordados, como a bulimia e anorexia — encontra-se muito "batido" e desinteressante para algumas pessoas, mas não para mim. Não só pela minha área de estudos mas também porque, como já expliquei, distúrbios como a anorexia não são tão lineares assim como os trabalhos de 8º ano querem demonstrar. Não existe apenas esse padrão de alarme que toda a gente procura e imagina quando pensa em "anorexia" (a miúda esquelética a olhar para o espelho e a ver-se obesa). É mais complexo e — infelizmente — subtil que isso, portanto, gosto de saber mais e conhecer testemunhos que me permitam conhecer a doença num prisma mais real. Já acompanho a Luísa há muito tempo — inclusive já a referi aqui por motivos muito mais felizes — e gosto muito do seu trabalho, tenho empatia com ela e achei muito interessante conhecer mais um lado deste distúrbio através dela. Todos os casos são diferentes e sinto que, quanto mais conhecermos, mais preparados estamos para os reconhecermos nos outros e, tão importante, sabermos como ajudar. É um vídeo que todos deviam ver; a leveza da Luísa permanece no vídeo, tornando-o mais tranquilo de assistir. Precisamos de falar mais sobre isto e sobre imagem corporal.

Um Guia Completo Sobre Todos os Parques de Harry Potter do Mundo

Voltamos a aligeirar a programação! Desta vez, quero partilhar convosco um vídeo que achei incrivelmente útil. Não é novidade para vocês que sou doida por parques de diversões — além da Disneyland, já fui super feliz na Isla Mágica —. Adoro todas as montanhas russas, diversões, decorações, espaços interactivos... Ir a um parque é uma experiência que adoro porque sou feliz por lá e consigo viver experiências únicas. Como tal, é evidente que tenho muito interesse em visitar um parque temático de Harry Potter — ou não fosse eu uma super fã da saga —, mas confesso que ficava muito confusa em relação às informações disponíveis e confundi, inúmeras vezes, os parques com os estúdios. Talvez seja uma confusão unicamente minha, mas ainda assim achei muito interessante este vídeo, onde o Renie dá-nos imensas informações sobre todos os parques de Harry Potter que existem, referindo ainda as diversões principais, os espaços que estão disponíveis, os melhores locais para comer, as diferenças entre todos os parques, imeeeensas dicas e ainda uma avaliação de qual é o parque que mais compensa visitar. É incrível e espero que, um dia, possa voltar a assistir a este vídeo para, efectivamente, me preparar para uma visita a um parque. E espero que vocês também!

Facts About Scary Movies That Will Blow Your Mind

Já estamos em Novembro mas não podemos esquecer que, em Outubro, celebra-se o Halloween, portanto, este vídeo está perfeitamente enquadrado na época. É bastante curtinho, conciso e reúne alguns factos sobre muitos dos filmes de terror que já conhecemos — mesmo que só de nome —. Eu sou fascinada por saber curiosidades e ler factos do que quer que seja, portanto, achei incrível que reunissem uma série deles sobre um tema mais... assustador. Não sabia de nenhum facto, e vocês?

A Therapist Answers Questions You're Too Afraid to Ask

É inegável: as visitas a psiquiatras ou psicólogos ainda são um estigma, um tabu e um motivo de vergonha, em Portugal. Embora em muitos países seja considerado algo tão natural como uma visita ao médico de família — e não só o aconselham como estranham se nunca tiverem ido a uma consulta ao psicólogo  por aqui ainda existe muito o receio de as pessoas serem observadas como "malucas", incompetentes ou incapazes. É um erro e um estigma que provoca vergonha em tocar sobre certos assuntos e resulta numa desinformação geral sobre inúmeros comportamentos e doenças mentais. Ninguém pergunta, todos assumem e as dúvidas ficam apenas na cabeça ou na barra de pesquisa do Google. Sinto que foi nesta onda — apesar de o vídeo não ser português — que o BuzzFeed criou este vídeo, onde uma psiquiatra responde a algumas das dúvidas mais comuns e que muitos têm receio ou vergonha de perguntar. Gostei muito de algumas respostas e acho que este vídeo pode fazer com que muitos dos meus leitores que se sintam como descrevi acima, consigam relaxar e observar este tema numa perspectiva mais leve e natural. Espero que consiga dar motivação a muitos dos que precisam ajuda mas têm muita vergonha de o assumir ou pedir.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

EVENTOS || Showcase Anavitória 2017


Quando partilhei convosco o meu amor por Anavitóriaestava longe de sonhar que ia assistir a um concerto delas, ainda este ano. Os concertos que tinha marcados na agenda, ao longo do ano, já tinham acontecido e, nesse campo, já tinha encerrado festividades. Aliás, achava totalmente improvável que conseguisse estar presente num concerto delas em Portugal tão cedo, uma vez que não eram assim tão mediáticas por cá. Até que lançaram, de novo, a Trevo (Tu) com o Piçarra e o caso mudou de figura.

O concerto foi em formato de showcase, na Fnac do Chiado, mas antes disso já tinham passado pelas Fnacs do Porto e, já em Lisboa, pelo Colombo. Esta era a última paragem e, em todas, a entrada era gratuita. 
Na verdade, tenho de agradecer ao Melvin (recordam-se dele?), que se lembrou de mim, partilhou comigo o evento e que acabou por ser a minha super-companhia para assistir ao concerto.

Algo que me deixou bastante feliz, neste evento, foi o facto de ter conseguido assistir a um concerto delas neste formato; a sala de shows da Fnac é minúscula, o que garantiu um concerto intimista, com imensa interacção entre a dupla e o público (com imensas partilhas de histórias e sorrisos, olhares, corações, piadas com as pessoas que estavam a assistir) e era precisamente assim que eu sonhava ouvi-las ao vivo. Com proximidade e interacção. A entrada gratuita apenas tornou toda esta oportunidade ainda mais imperdível e o lugar onde fiquei foi um privilégio.

Mentalizei-me de que ia ser um concerto curtinho e estava preparada para que cantassem três músicas e fossem embora, mas a verdade é que cantaram mais de metade do álbum (incluíndo a minha música preferida, "Tua") e foi uma hora de puro encanto. A vantagem de ainda estarem a desbravar por cá é que as pessoas que estavam lá eram tão fãs como eu, o que resultou num espectáculo incrível em que todos sabíamos as músicas de cor e as cantávamos a plenos pulmões - eu, pelo menos, cantei-as dessa forma -. Arrisco-me a dizer que as vozes, ao vivo, são ainda mais deslumbrantes e fiquei derretida com a doçura e genuinidade da Vitória (da esquerda, na fotografia). No final, ainda houve direito a sessão de autógrafos e fotografias.

Foi perfeito e saí de lá com vontade de ficar mais três horas a cantar com elas músicas que tocam a fundo no meu coração. Um dos meus concertos preferidos de sempre, onde saí de lá radiante e grata por ter tido esta oportunidade, que julgava estar tão distante. Foi uma das melhores surpresas deste ano.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017


Nem acredito que o melhor mês de todos terminou num ápice! Outubro fica sempre registado pelo meu aniversário e pela celebração do Halloween — que vocês já sabem que adoro —, portanto, tem sempre tudo para ser um mês feliz, surpreendente e festivo. E tenho muitos favoritos para partilhar e recomendar!