sábado, 17 de novembro de 2018

PASSAPORTE || Qualquer Lugar



Viajar é um vício bom e não há como o negar. Regresso de cada destino sempre a imaginar qual será o próximo. Ou a perguntar-me a mim própria quando voltarei à azáfama de aeroporto, que adoro. Mas nunca basta desejar; é necessário poupar e estabelecer prioridades. Dizer que não a certas compras ou atividades. E estar atenta a todas as boas oportunidades de voo. É neste aspeto que me considero mais atenta — e chatinha.

Talvez por estar sempre a ver preços de voos, exista muita coisa aliciante que acabo por não comprar, como roupas ou outros artigos. Olho para a etiqueta do preço e automaticamente penso 'com jeitinho, consigo um voo para um destino qualquer ao mesmo preço' e acabo por preferir poupar esse dinheiro para uma viagem a gastá-lo. Há quem me ache exagerada: "como assim, não compras uma saia de 12€ para poderes viajar??" mas a verdade é que foi precisamente esse o preço que encontrei num voo para Frankfurt, através da ferramenta 'Qualquer Lugar', da Momondo. Estamos muito habituados a pensar em preços de voos com três dígitos (ou dois dígitos bem gordinhos) e isso pode ser desmotivante — e aliciante para gastarmos o dinheiro noutras opções mais imediatas — mas a realidade é que, com uma boa pesquisa e filtros, é possível viajar ao preço de um orçamento de amigo secreto.

Na barra de pesquisa de voos, basta clicarem na opção 'Qualquer Lugar', selecionar a data ou mês em que procuram viajar — porque não uma escapadela de fim-de-semana? — e intervalar o vosso orçamento. Imediatamente vão ter acesso a um mapa recheado de voos para os mais diversos lugares na época e intervalo de preços que procuram. Confesso, é uma das minhas maiores diversões. Na minha última pesquisa, se estimasse para Dezembro, tinha um voo a 34€ para ver a Torre Eiffel e 12€ para Frankfurt. Para Janeiro, poderia conhecer Roma por 35€ ou seguir para Bruxelas a 19€. Perante estes resultados fantásticos, não deixo de pensar nestes valores na hora de fazer aquisições. Pego nas etiquetas de preço e pergunto-me 'Então, o que preferes? Uma saia nova ou treinar alemão à séria em Frankfurt?' Experimentem esta ferramenta e surpreendam-se até onde podem ir sem fazerem a carteira chorar durante a descolagem.

Publicação escrita em parceria com a Momondo. Ao clicarem nos links, estão a contribuir para o crescimento do Bobby Pins.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

BOM GARFO || Saboreia Chá e Café


Cinquenta por centro do nome já prometia que eu poderia vir a gostar do Saboreia Chá e Café, e o plano de lanchinho flash para celebrar o aniversário da Carolina combinava muito com o conceito da casa de chá. Foi assim que decidi estrear este lugar em ótima companhia.

O Saboreia Chá e Café tem várias casas espalhadas por Lisboa — e ainda pelo Entroncamento, mais amigo dos Torrienses, e Tavira —, mas dadas as circunstâncias, o Parque das Nações foi a escolha ideal, embora a localização seja confusa.

Pequenino e acolhedor, recebeu-nos com um menu que encanta qualquer apreciador de chás; talvez possamos declarar que o Saboreia Chá e Café é o paraíso das infusões, desde as mais clássicas — como camomila, cidreira, tília... — às mais inovadoras — chá vermelho, de baunilha, melancia, chocolate, chá de champanhe, variações de chá preto e chai latte. Escondido do conceito óbvio está também uma vasta gama de cervejas para experimentar. Chá, cafés e cervejas. Difícil será escolher, mas certamente agradará todos os amantes de um bom convívio de final de dia.

Decidimos recriar um lanchinho inglês e jogámos pelo seguro e mais previsível: Earl Grey e scones, acompanhados de doce e manteiga. Por vezes, é difícil captar toda a atenção para o que está na mesa quando um momento tão bom está a acontecer ao mesmo tempo — como este reencontro de amigas ao fim de tantos meses — mas sinto que o chá — de boa qualidade — e os scones foram os co-protagonistas perfeitos da ocasião e não desiludiram. O doce guloso adocicou todas as conversas e o chá aqueceu as mãos de um dia de Novembro bem fresco. De destaque vai também a temperatura do chá, que nos foi servido bem quente, mas não a ferver.

Pela localização — não frequento muito a zona do Parque das Nações — provavelmente não será a casa de chá onde vou regressar mais vezes, mas tendo em conta que também há espaços em Lisboa e que tem estado bem longe dos olhos do mundo, é o local que vou optar para desfrutar de um lanche acolhedor com chás quentinhos e num espaço tranquilo e distanciado dos ambientes caóticos e assoberbados de gente. Se são fãs de uma caneca quentinha como eu, está recomendado!
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Rua Cais das Naus, 4030, 1A, 1990-304,
Lisboa
Contacto: 218 983 181 | 927 368 193

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

PASSAPORTE || Anish Kapoor: Obras, Pensamentos, Experiências


Anish Kapoor tem sido uma referência mundial das artes plásticas, criando peças icónicas como Cloud Gate, em Chicago, Sky Mirror, em Nottingham, ArcelorMittal Orbit, em Londres ou Descension, uma instalação aquática irreverente que tem protagonizado várias exposições ao redor do mundo. O criador de todos estes projetos artísticos tão icónicos está em exposição, em Serralves.


Até Janeiro de 2019, estarão expostas, numa sala ampla e aberta, 56 maquetas de projetos de Anish Kapoor, alguns deles já concluídos — e possíveis de encontrar em Londres, Nova Iorque ou até em recantos da Nova Zelândia — e outros em fase de execução. Os trabalhos estão projetados para espaços exteriores e evocam-nos estilos surrealistas e impressionantes, onde a profundidade brinca com a escala e a criatividade conversa com a arquitetura e engenharia. Dá gosto de imaginar como ficarão alguns destes projetos, quando concluídos.


Pelos jardins de Serralves, também encontramos algumas instalações, onde podemos tocar e admirar como a obra se vai transformando em diferentes ângulos e pontos de observação. Este conceito interativo e divertido torna a exposição muito apelativa para crianças e adultos bem dispostos. O bilhete de entrada para a Fundação Serralves (que incluí acesso ao Parque e Casa) tem o custo de 10€, sendo que estudantes, jovens entre os 13 e 18 anos e adultos com idade superior aos 65 anos poderão adquirir o bilhete por metade do preço. Portadores de bilhetes CP Alfa Pendular e Intercidades usufruem de 25% de desconto. A entrada é gratuita todos os primeiros Domingos de cada mês até às 13H00, crianças até aos 12 anos, associados aos 'Amigos de Serralves' e clientes BPI.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

FILMES || Monstros Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald (sem spoilers)


Após dois anos de espera, finalmente estreou o segundo capítulo da mais recente saga de J.K. Rowling. Confesso, no que toca a Harry Potter, não sei gerir expectativas; quero sempre a melhor história possível e nunca me preparo para o pior. Entro na sala de cinema e volto a ser a miúda e, mais tarde, adolescente que acompanhou tudo com devota emoção.

Em Os Crimes de Grindelwald, o mundo observa a ascensão do pérfido e poderoso vilão — brilhantemente interpretado por Johnny Depp — e a sociedade mágica divide-se entre feiticeiros que acreditam no Bem Maior alimentado por Grindelwald e os que o resistem. Para ambos os lados, existe uma peça-chave que pode garantir a vitória.

O segundo filme de Monstros Fantásticos reforça alguma das sensações iniciais que tivemos na estreia do primeiro, distanciando-se de forma marcante do perfil inocente e juvenil da saga Harry Potter e posicionando-se totalmente como um filme para adultos, com uma história e ações mais pesadas que foram aliviadas através da comédia da personagem Jacob e das menções ao mundo fantástico que nos conquistou em primeiro lugar. De facto, e ao contrário do primeiro filme, não vão faltar referências ao universo de Harry Potter, o que nos encanta como fãs da saga mas reforça uma ideia que já desconfiava: o filme é mais difícil de acompanhar para quem nunca conheceu a história e há determinados pormenores relacionados com esta nova narrativa que só figuraram nos livros e nunca foram contados em filme. Se nunca leram os livros, esta é altura ideal para o fazer — a partir do Príncipe Misterioso, recomendo. Há muito mais enredo, os efeitos especiais estão absolutamente sublimes e há que tirar o chapéu à qualidade do ator Eddie Redmayne para desempenhar, de forma tão realista, o papel de interagir com os seus monstros. 

Durante os trailers, os principais focos de críticas foram as incongruências relacionadas com Dumbledore e a polémica em torno da participação de Johnny Depp. Embora a excentricidade do Director de Hogwarts não se manifeste nas roupas — como os livros sempre prometeram — as restantes incongruências estão muito bem explicadas, esclarecendo, assim, todos os fãs. E surpresas?, questionam-me. Não vão faltar e os rostos de choque serão garantidos. Mas sobre esses momentos bombásticos guardarei segredo!

A crítica caiu de forma pesada sobre Monstros Fantásticos e, colocando o coração de fã de parte, há certos pontos negativos a concordar, a começar pela banda sonora pouco ou nada memorável — o que é um sacrilégio, tendo em conta todas as obras cinematográficas deste universo mágico —, e a terminar por ser um filme confuso, em que o excesso de personagens cria uma série de histórias mal desenvolvidas e compete por um tempo de antena escasso, resultado num leque de personagens incríveis que, de momento, são totalmente irrelevantes para o decorrer da história. É neste emaranhado de informações, referências e revelações chocantes que as opiniões finais também se dividem, adorando ou não o filme. Eu adorei o filme e dei por mim muito mais agarrada a cada acontecimento do que no primeiro. No entanto, não acho melhor que os filmes de Harry Potter — como muitos já referiram — e tenho esperança de que, a seu devido tempo, a posição e relevância das personagens comecem a fazer mais sentido. No fim, o que podem esperar são duas horas de ação que vos vão prender e surpreender (muito!!!) do início ao fim, com a certeza de que podem sempre contar com monstrinhos fofos e incompreendidos, grandes gestos de amizade e lealdade, a prova de que as nossas Casas não definem as novas convicções e que há sempre fugas ao estereótipo — para o bem e para o mal — e um sentido moral por detrás de toda a narrativa, ao estilo a que Rowling já nos ensinou. E o final... oh my. Posso ver de novo?

terça-feira, 13 de novembro de 2018

BOBBY PINS || Open World Travelers Ambassor


Foi durante a Gala de Entrega de Prémios do Bloggers' Open World Awards que me foi apresentado o Programa Open World Travelers, um projeto que se iniciaria este ano e para o qual fui convidada a participar. 'Porque não?', foi o pensamento imediato que me ocorreu. Depois de ter desfrutado de uma experiência incrível graças ao concurso da Momondo e de ter observado uma onda de carinho e motivação tão gigantescos, senti que faria todo o sentido continuar a apostar no Bobby Pins e em novos desafios. Inscrevi-me, sem medo de tentar.

Foi com enorme entusiasmo que recebi a notícia de que serei uma das Embaixadoras do Programa, um projeto incrível que nos desafia a mostrar-vos as formas mais incríveis, económicas e inteligentes de viajar através da Momondo, o motor de busca de viagens e de comparação de voos e hotéis mais do que estabelecido, referenciado e recomendado mundialmente.

Ao longo destes quatro anos, empenhei-me muito para que, em cada publicação do Passaporte, sentissem que estavam a viajar comigo. Por isso mesmo é que fico tão radiante com esta novidade, que acredito que vai trazer imensos benefícios para vocês, entre desafios, concursos e novidades. Adoro que venham comigo em viagem, cada vez que faço uma nova publicação sobre os lugares que visito — e fico tão contente quando sentem o mesmo — mas gosto ainda mais de poder dar oportunidades para vocês próprios pegarem nas vossas malas — e não precisam de ser rosa! — e partirem para os vossos destinos e as vossas aventuras. Saber que a plataforma acredita em mim para poder abraçar este projeto e este conceito deixa-me ainda mais orgulhosa de todo o trabalho que tenho vindo a fazer. Vêm comigo nesta aventura, certo?


Publicação escrita em parceria com a Momondo. Ao clicarem nos links, estão a contribuir para o crescimento do Bobby Pins.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

PASSAPORTE || Museu da Chapelaria


Parece demasiado longínquo e surreal pensar numa época em que todas as pessoas usavam chapéu. Dada a realidade da nossa atualidade, é uma ideia totalmente irreverente e impensável. Mas, efetivamente, existiu uma época da nossa História onde o chapéu foi tão importante quanto as outras peças de vestuário que, nos dias de hoje, consideramos indispensáveis. E o Museu da Chapelaria reaviva-nos a memória. 


Instalado nas antigas unidades fabris de produção de chapéus, o Museu da Chapelaria apresenta-se de forma moderna e interativa; além das inúmeras máquinas expostas e que nos transmitem, com auxilio das fotografias, uma ideia mais realista do que era necessário para criar um simples chapéu, existe também alguma informação sensorial relativa à qualidade e trabalho dos materiais. Ao longo das salas, são várias as prateleiras que contém chapéus com o tratamento da lã e o do feltro diferentes para que possamos compreender — e sentir! — as diferenças no toque de cada um dos materiais. 

Tal como o Museu do Calçado, podemos também contar com uma coleção de chapéus doados por vários estilistas e designers de renome nacional. Acompanhados por uma breve biografia, é incrível observar tantas correntes estilísticas e tendências diferentes num só lugar. Uma explosão de cores e cortes que nos impressiona e fascina. 


No entanto, confesso que a minha parte preferida deste museu foi a exposição temporária, em exibição até abril de 2019: Entre Chapéus e Sonhos, da designer espanhola Estibalitz Diaz de Durana. O estilo surrealista, extravagante e criativo dos seus chapéus deslumbrou-me e surpreendeu-me, tornando-se num dos pontos altos da visita. 



O bilhete de entrada tem o custo de 2€, sendo que estudantes, portadores de cartão Jovem e visitantes com idade superior a 65 anos pagam metade do valor. Aos Domingos, até às 12H30, a entrada é gratuita. Podem também adquirir o Bilhete Conjunto que engloba os três principais museus de São João da Madeira (Núcleo de Arte Oliva, Museu do Calçado e Museu da Chapelaria) por 4€, que foi a nossa opção.

domingo, 11 de novembro de 2018

LIVROS || O Tatuador de Auschwitz


O Tatuador de Auschwitz foi, inicialmente, trabalhado como um guião cinematográfico, mas terminou como uma obra que está nas bocas do mundo. Não é para menos, já que a história é surpreendente a todos os níveis.
Este é um romance verídico sobre Lale, um prisioneiro judeu que é destacado para realizar a tarefa de tatuar outras vítimas recém chegadas ao campo de concentração Auschwitz-Birkenau, e a sua amada Gita, que conhece em Auschwitz e desperta nele uma vontade de não só conquistar a sua liberdade, como também conquistar o seu amor.

O nascer de uma história de amor verídica no interior de Auschwitz é a prova de que mesmo nas circunstâncias mais improváveis, mais negras e mais cruéis, a humanidade nunca se apaga nem morre. Com descrições suaves — significativamente mais suaves do que A Fuga de Auschwitz embora, confesso, esse continue a ser o meu preferido por ter uma história mais rica —, O Tatuador de Auschwitz desperta-nos sensações paradoxais de medo e esperança, angústia e ternura, raiva e êxtase, o que torna a leitura mais dinâmica e transversal. É impossível não sentir empatia pelas personagens, pelas suas dúvidas, sentimentos e decisões.

O Tatuador de Auschwitz revelou-se uma leitura fluída e rápida, com capítulos de cortar a respiração — para o bem e para o mal — e com uma história insólita que se junta a todos os grandiosos atos de humanidade que aconteceram num local apelidado e observado pelos prisioneiros como um 'inferno'. Obrigada, Catarina!

Autora: Heather Morris
Número de Páginas: 226
Disponível na WOOK (ao comprares através deste link, estás a contribuir para o crescimento do Bobby Pins)

sábado, 10 de novembro de 2018

PASSAPORTE || Museu do Calçado


O Museu do Calçado comprova que a moda, neste caso, o calçado, diz muito sobre a nossa história. Não só a nossa história pessoal — representam os nossos gostos, os nossos interesses, as nossas atividades, as tendências que nos conquistaram (...) — como também a História e tudo o que influenciou uma das peças de vestuário mais fundamentais do nosso dia-a-dia. A funcionalidade, o credo religioso, a cultura e tradição da época, os materiais disponíveis, a mensagem que pretendiam passar. O Museu do Calçado é muito mais do que um local sobre sapatos.




Com referências subtis e adoráveis aos contos sobre sapatos mais famosos do mundo — Cinderella e O Gato das Botas —, o Museu do Calçado apresenta-se de forma moderna e interessante, introduzindo-se pela produção nacional de sapatos, seguido de um 'Túnel do Tempo', onde fazemos uma viagem desde os sapatos mais antigos de que há registo, até à atualidade, sempre com informação interessante e uma recriação do calçado de época. A coleção termina com uma sala incrível, recheada de prateleiras com sapatos especiais usados e doados por figuras públicas dos mais variados universos — música, dança, televisão, literatura —, e também por marcas emblemáticas do mundo do calçado que quiseram contribuir para a riqueza do acervo do Museu. É nesta diversidade de sapatos que nos cruzamos com milhares de histórias, tendências e gostos que nos atraem ou afastam, consoante o par.







O Museu do Calçado revela-se como um espaço simbólico da criatividade e funcionalidade. Homenageia os nossos interesses, barreiras da moda que foram superadas, desafios conquistados e reflete a cultura ao longo do tempo. O bilhete de entrada tem o custo de 2€, sendo que estudantes, portadores de cartão Jovem e visitantes com idade superior a 65 anos pagam metade do valor. Aos Domingos, até às 12H30, a entrada é gratuita. Podem também adquirir o Bilhete Conjunto que engloba os três principais museus de São João da Madeira (Núcleo de Arte Oliva, Museu do Calçado e Museu da Chapelaria) por 4€, que foi a nossa opção.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

PRONTO A VESTIR || Be Kind


Embora seja uma miúda tagarela e com uma certa necessidade de desenvolver todas as minhas frases — resumir nunca foi comigo —, acredito que existem mensagens que vingam, precisamente, pelo seu poder conciso e assertivo. É o caso da mensagem bordada na t-shirt solidária do Thirteen Studio, «Be Kind to Yourself», que chega a ter twist docinho porque, ao escolhermos esta t-shirt com uma mensagem de amor próprio, estamos também a distribuir simpatia para com os outros.

A edição, especialmente criada para o Blogging For a Cause, tem o custo de 26,90€, dos quais 5€ serão revertidos para as causas solidárias que o evento procura apoiar (Bebé e Criança Feliz, Bigodes Fofos, Grupo Lobo, O Ninho e Plantar uma Árvore) e é totalmente bordada à mão — tal como restantes peças da marca das irmãs Ana e Carolina. Pode ser encomendada através do Instagram do Thirteen Studio ou através do e-mail carolina@thirteen.pt.


Sempre gostei de me ver rodeada por frases bonitas e importantes, em qualquer lado, em qualquer coisa. Não porque precise delas para acreditar no poder da mensagem, mas precisamente porque já apoio o que é dito. Gosto de exteriorizar as minhas convicções, e uma delas é a de que precisamos ser menos intransigentes connosco, com a nossa imagem, com as nossas ações, decisões e anseios. Precisamos de conversar connosco tal como faríamos com as pessoas que mais amamos. Precisamos de cuidar de nós da mesma forma que cuidados dos outros. Precisamos de ser os nossos melhores amigos e valorizar as nossas conquistas, superações e companhia. Porque quando somos bondosas para a única pessoa a quem não poupamos críticas nem palavras duras — nós mesmas —, tornamo-nos muito mais agradáveis, disponíveis e interessantes para com o resto do mundo.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

PASSAPORTE || Núcleo de Arte Oliva


Inaugurado em 2013, o Núcleo de Arte Oliva veio servir como um projeto inovador de reaproveitamento das instalações de uma das mais antigas e importantes fábricas de São João da Madeira: Oliva. O complexo criativo, que conta com diversas atividades e ofícios, é casa permanente de duas coleções de arte contemporânea: Coleção Norlinda e José Lima que, até Fevereiro, apresentam a exposição Intersticial II, e a Coleção Treger/Saint Silvestre, um acervo de arte bruta e que se caracteriza como uma exposição sobre violência — nas várias representações possíveis da palavra.



Embora tenha gostado mais de Intersticial II do que da exposição de arte bruta, a particularidade que mais gostei deste património foi o facto de ser tão acessível. A arte contemporânea tem sido — como é de esperar — polémica, e um dos maiores obstáculos para o público acaba por ser como interpretar o que nos chega aos olhos. O despertar de emoções não é imediato nem garantido em toda e qualquer coleção de arte contemporânea, mas consegui senti-lo em ambas as exposições. São emoções palpáveis como o amor, a depressão, a solidão, a intensidade das cores, o choque das imagens.



O bilhete de entrada para o Núcleo tem o custo de 2€, sendo que estudantes, portadores de cartão Jovem e visitantes com idade superior a 65 anos pagam metade do valor. Aos Domingos, até às 13H30, a entrada é gratuita. Podem também adquirir o Bilhete Conjunto que engloba os três principais museus de São João da Madeira (Núcleo de Arte Oliva, Museu do Calçado e Museu da Chapelaria) por 4€, que foi a nossa opção.