terça-feira, 23 de abril de 2019

PASSAPORTE || Trinity College


O ex-libris de Dublin encontra-se na lindíssima Trinity College e obviamente era uma das visitas mais aguardadas da minha viagem, ou não fosse eu uma apaixonada por literatura e bibliotecas: estou a referir-me à Old Library, claro!

segunda-feira, 22 de abril de 2019

BOM GARFO || The Coffee Library


Há gostos e características que só descobrimos em nós próprios quando estamos num lugar do mundo diferente. Sei que parece irrealista, mas já tive inúmeras provas desta afirmação que partilho convosco. Uma das mais simples são os donuts; eu nunca gostei de donuts até ter provado os verdadeiros que, até à data, não existiam em Portugal. Não gosto da maior parte dos que há no supermercado, com o seu aspeto e sabor artificiais e sempre suspirei por uma casa de donuts de verdade na capital.

Aproveitei um sábado à tarde em boa companhia para conhecer o The Coffee Library, um espaço que se caracteriza por ter dois grandes protagonistas: donuts e livros. Pequeno e luminoso, conquista pelas pequenas estantes com livros e pelo espaço na enorme janela para nos sentarmos a ler. Atrás do balcão, a magia acontece, com dezenas de donuts, das mais incríveis variedades: Kinder, amendoim, Oreo, caramelo, pistácio, creme de leite (…).

Para a nossa mesa veio um donut com recheio de creme de leite e outro com cobertura de amendoim e caramelo. Um chá preto a acompanhar e para equilibrar o doce. E estavam uma verdadeira delícia! 

É muito fácil reconhecer um donut pasteleiro e um industrializado: tudo se resume à massa. Fofa, leve, doce, ligava na perfeição com a cobertura gulosa. Escolher o melhor foi um desafio difícil e injusto mas acabámos por dar o veredicto de que era o creme de leite. Mas podem apostar nos dois sem medo de serem felizes! 

Saí com vontade de levar uma caixa e saborear os donuts de uma forma que me é mais familiar. Não me é comum sentar no café para os comer, acho que é um bolo muito dinâmico. Da próxima vez, serão vários para levar e provar no jardim, mas se quiserem um bom local para comer um docinho e se perderem num livro, recomendo, de coração aberto, o espaço!

Fotografia
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Avenida de Paris 22, 1000-191
Lisboa

sábado, 20 de abril de 2019

PASSAPORTE || Dublin Castle


Mandado construir em 1204, o Castelo de Dublin apresenta-se diante de nós com um convite a viajar no tempo. Rapidamente se tornou na fortificação mais importante na Irlanda e apresentou várias funcionalidades ao longo das épocas, desde sede do governo colonial a centro de poder político e militar. Hoje em dia, acolhe os eventos mais formais da república, sendo a tomada de posse da presidência um deles.


sexta-feira, 19 de abril de 2019

BOM GARFO || Grove Road


Escolhemos a lindíssima zona de Portobello para fazermos uma pequena recarga de energias e  nos abrigarmos da chuva. O café Grove Road é pequenino, localiza-se numa esquina e convidou-nos a desfrutar do ambiente quentinho com pastelaria de fazer crescer água na boca. 

quinta-feira, 18 de abril de 2019

PASSAPORTE || As Portas de Dublin


Uma das maiores referências turísticas de Dublin, para alegria de todos os amantes de fachadas e arquitetura, são as portas de Portobello, um bairro lindíssimo com ruas de perder de vista, cada uma com uma fachada relativamente banal, se me permitem a ousadia, e onde a protagonista é mesmo a porta.

quarta-feira, 17 de abril de 2019

ISTO É TÃO INÊS || Linha de Campo


Uma coisa que o basquetebol me ensinou muito depressa é que os jogos não esperavam pelo meu estado de espírito ou os acontecimentos da minha vida. Todos os fins-de-semana, fizesse chuva ou sol, tivesse uma semana incrível ou péssima, tivesse centenas de compromissos ou não, sentisse ótima ou miserável, havia jogo. E era convocada. E porque não somos apenas jogadoras mas também humanas, com preocupações, pensamentos que nada têm a ver com uma bola no cesto e, por vezes, até atritos de equipa, havia uma mensagem habitual dos treinadores no balneário: “deixem tudo fora da linha de campo”. 

Deixar tudo fora da linha de campo. Significava que, assim que pisasse as limitações do campo, eu deixava ali, arrumadinhas, a minha ansiedade, as minhas derrotas, as minhas vitórias, as coisas que devia ter dito e não disse, as coisas que queria dizer, as divagações, a checklist de tarefas que tinha de tratar mais tarde, os afazeres e as pessoas. A Inês ali ficava, fora da linha, assim como qualquer atrito possível. Entrava apenas em campo o meu número e a minha performance. Tudo o resto ficava para lá da linha e não interferia nas minhas capacidades de jogo. 

Curioso que foi uma mensagem que impregnou tão bem que ainda a aplico, mesmo já não jogando há anos. Incrível como tem um efeito tão benigno na minha ansiedade. Tenho várias linhas de campo nas esferas da minha vida, e deixo tudo fora antes de entrar. A linha de campo da minha casa não traz o trabalho. A linha de trabalho não traz a vida pessoal. A linha social não traz as tarefas que tenho ainda de tratar. E assim vou jogando com a certeza de que, mal termine, elas voltam a reunir-se comigo. Mas isso não me faz sentir mais ansiosa ou preocupada. Faz-me sentir que estou simplesmente a ser competente. 

Nem sempre resulta, tal como nem sempre resultava nos jogos. Ser humana também é ter estes pequenos deslizes. Mas devo dizer que é bastante eficaz e que me faz sentir mais estável, especialmente num trabalho que requer muita força emocional. Abro a porta de casa. Passo a linha. E deixo tudo lá fora.

terça-feira, 16 de abril de 2019

PASSAPORTE || Great Famine Memorial


Do alto do nosso privilégio, é um pouco insólito imaginar um mundo onde a maior causa de morte era a fome. Hoje em dia, morremos precisamente pela epidemia contrária mas, durante praticamente toda a História da Humanidade, a fome era um medo que perseguia as populações como uma sombra. O assunto sempre me sensibilizou. Não ter garantias de quando, como e o que vamos comer hoje e amanhã é um assunto arrepiante que nunca nenhum de nós viveu — pelo menos, não como eles viveram — e foi desta forma que eu admirei cada traço deste Memorial: grata por não saber sequer imaginar o que é passar fome.

Entre 1845 e 1849, a Europa foi assolada por uma onda de fome e doenças resultantes da contaminação, em larga escala, da batata, um alimento que estava na base diária da alimentação de toda a população, especialmente nas comunidades mais empobrecidas, que dependiam deste tubérculo para sobreviver. Aliado à situação política, económica e social precária do país — especialmente nas suas relações com o Reino Unido — a Irlanda tornou-se num dos países mais afectados por esta contaminação, sendo de tal forma um período negro que resultou em mortes e emigração em massa. A época denominou-se, assim, A Grande Fome.

É uma das principais razões por existir uma comunidade tão forte de Irlandeses nos Estados Unidos e no Canadá e, ainda hoje, é um período trágico abordado com muito respeito, sensibilidade e algum debate polémico, nomeadamente, a ajuda tardia e pobre por parte de Inglaterra. Os dados são emocionantes e catastróficos: um milhão de mortos; mais de um milhão de irlandeses que precisaram de fugir das suas casas à procura de um lugar, uma vida, um país melhor. Uma fatia generosa da população Irlandesa decrescida.

A fome, o abandono e a pobreza estão, infelizmente, muito enraizados na cultura Irlandesa, ao longo dos séculos. Porém, A Grande Fome foi um dos períodos mais negros da História. O país optou por o recordar para sempre na forma de um Memorial simples, mas muito cru, em Dublin, à beira-rio. O aspecto decadente e desesperado das esculturas representadas não passa despercebido, assim como o olhar sem a mínima esperança.

Confesso que não acompanho a série televisiva Victoria mas, há um ano, assisti a um episódio que se referia precisamente à Grande Fome da Irlanda e esta cena final, ainda hoje, me emociona. Acho que transmite na perfeição todo o contexto desta catástrofe. Também demonstra, como já a História tem vindo a provar, que com grandes atos de terror, vêm grandes atos de Humanidade. A música, um cover de uma canção tradicional irlandesa cuja letra é, precisamente, sobre A Grande Fome, está repleta de significado. Assistam, vale a pena.

domingo, 14 de abril de 2019

BOM GARFO || Queen of Tarts

 

Para enorme felicidade desta pequena Inês que vos escreve, Dublin está tão repleta de salões de chá quanto  de pubs — bom, talvez seja uma proporção injusta, já que existem mais de 600 pubs na cidade... —, e o Queen of Tarts surgiu diante dos nossos olhos numa tarde em que desejávamos abrigar-nos no interior de um café quentinho e desfrutar de um chá preto.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

1+3 || A a Z tão Inês!


Amor: O sentimento mais nobre que posso ter e dar, que se manifesta de tantas formas! Cada vez mais faço questão de dar o meu amor às pessoas que estimo e admiro. A Inês que, há uns anos, se sentia muito desconfortável em verbalizar mensagens de carinho e amor, em partilhar afetos, que era muito metafórica e que se escondia nas piadas e subtilezas para demonstrar que gostava está a dar lugar a uma Inês cada vez mais madura nas suas emoções e cada vez mais lúcida de que o melhor que temos a fazer é manifestar amor pelas pessoas de quem gostamos. E se, inicialmente, me soava pouco natural, hoje, é totalmente sentido e orgânico dizer que amo, dizer aos meus amigos que gosto deles (dizer mesmo!) e ser mais carinhosa. A nossa presença é tão curta…! Deixemos a marca mais bonita na vida de quem gostamos. 

terça-feira, 9 de abril de 2019

PASSAPORTE || Dublinia


A Dublinia é uma exposição permanente que procura apresentar-nos, de uma forma muito interativa, como era Dublin durante a época em que foi ocupada pelos Vikings e na Idade Média. A ponte que referi no artigo sobre Christ Church permite-lhe o acesso caso queiram fazer a visita às duas — compensa a nível de preço. No entanto, podem visitar ambas em separado.